{"id":42905,"date":"2022-12-15T12:16:34","date_gmt":"2022-12-15T15:16:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=42905"},"modified":"2022-12-15T12:28:07","modified_gmt":"2022-12-15T15:28:07","slug":"estudo-apresenta-riscos-climaticos-e-medidas-de-adaptacao-para-os-portos-de-aratu-rio-grande-e-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/estudo-apresenta-riscos-climaticos-e-medidas-de-adaptacao-para-os-portos-de-aratu-rio-grande-e-santos\/","title":{"rendered":"Estudo apresenta riscos clim\u00e1ticos e medidas de adapta\u00e7\u00e3o para os portos de Aratu, Rio Grande e Santos"},"content":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (ANTAQ) divulgou, nesta ter\u00e7a-feira (6), os estudos de caso desenvolvidos na segunda fase do trabalho pioneiro sobre os \u201cImpactos e Riscos da Mudan\u00e7a do Clima nos Portos P\u00fablicos\u201d. O novo levantamento apresentou os riscos clim\u00e1ticos e as medidas de adapta\u00e7\u00e3o para os portos de\u00a0Santos\u00a0(SP),\u00a0Aratu\u00a0(BA) e\u00a0Rio Grande\u00a0(RS). O trabalho \u00e9 uma parceria entre a ANTAQ e a Coopera\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel por meio da Deutsche Gesellschaft f\u00fcr Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.<\/p>\n<p>Acesse os\u00a0<a class=\"internal-link\" title=\"relat\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/antaq\/pt-br\/central-de-conteudos\/estudos-e-pesquisas-da-antaq-1\/estudo-em-destaque\" target=\"_self\" rel=\"noopener\" data-tippreview-image=\"\" data-tippreview-title=\"\" data-tippreview-enabled=\"false\">relat\u00f3rios<\/a>\u00a0e a\u00a0<a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/antaq\/pt-br\/noticias\/2022\/estudo-apresenta-riscos-climaticos-e-medidas-de-adaptacao-para-os-portos-de-aratu-rio-grande-e-santos\/apresentacao-estudo-clima.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-tippreview-image=\"\" data-tippreview-title=\"\" data-tippreview-enabled=\"false\">apresenta\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Os resultados de risco clim\u00e1tico obtidos pelo levantamento apresentaram um intervalo compreendido de 2021 a 2040 e 2041 a 2060, com o prop\u00f3sito de mostrar a progress\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es do tempo atual at\u00e9 2060. O estudo detalhou as amea\u00e7as clim\u00e1ticas de maior probabilidade de ocorr\u00eancia em cada um dos portos, al\u00e9m de relacionar os principais riscos estruturais e operacionais aos quais os terminais est\u00e3o sujeitos, e as medidas de adapta\u00e7\u00e3o a serem empregadas.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, o Porto do Rio Grande apresentou os maiores riscos. A intera\u00e7\u00e3o das infraestruturas portu\u00e1rias com o aumento da frequ\u00eancia e da intensidade dos ventos no sentido Sul-Sudoeste podem resultar em maior demanda por manuten\u00e7\u00e3o, aumento de custos operacionais e capacidade operacional reduzida. As chuvas fortes e as persistentes tamb\u00e9m apresentaram amea\u00e7as \u00e0s opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a \u201cVento Quadrante Sul-Sudoeste\u201d teve risco classificado como \u2018alto\u2019 em algumas intera\u00e7\u00f5es, principalmente devido \u00e0 alta probabilidade classificada como \u2018muito frequentemente\u2019 nos per\u00edodos presente e futuro. As cargas sob maior risco s\u00e3o Gran\u00e9is L\u00edquidos, Gran\u00e9is S\u00f3lidos e Celulose. A severidade \u2018grave\u2019 na opera\u00e7\u00e3o desses tipos de carga se relacionam com a inibi\u00e7\u00e3o parcial do processamento de navios que ficam atracados no ber\u00e7o.\u00a0No caso da Celulose, a mercadoria tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada com a interrup\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Porto de Santos, o levantamento mostrou que a amea\u00e7a clim\u00e1tica de maior probabilidade de ocorr\u00eancia s\u00e3o as chuvas fortes, sendo classificada como risco \u2018m\u00e9dio\u2019. A probabilidade de ocorr\u00eancia da amea\u00e7a se manteve frequente no per\u00edodo presente e futuro e a maior severidade observada foi classificada como \u2018moderada\u2019 para a estrutura e a opera\u00e7\u00e3o do Canal Externo, Canal Interno e Bacia de Evolu\u00e7\u00e3o. Elas podem causar impactos sobre o acesso vi\u00e1rio ao terminal, equipamentos de i\u00e7amento, entre outros.<\/p>\n<p>Nesse caso, entende-se que a necessidade \u00e9 monitorar as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas para permitir a opera\u00e7\u00e3o e manter a integridade f\u00edsica dos equipamentos portu\u00e1rios fixos, m\u00f3veis ou de transfer\u00eancia de carga; restri\u00e7\u00e3o parcial do canal de navega\u00e7\u00e3o; ou reparos de equipamentos e edifica\u00e7\u00f5es\/estruturas.<\/p>\n<p>No Porto de Aratu, o estudo indicou que chuvas persistentes ser\u00e3o \u201cmuito frequentes\u201d na regi\u00e3o, tornando-se a maior causa de preocupa\u00e7\u00e3o, principalmente para a opera\u00e7\u00e3o de produtos s\u00f3lidos, que n\u00e3o podem ser operados em condi\u00e7\u00f5es de maior umidade. A chuva forte e inunda\u00e7\u00f5es devido ao aumento do n\u00edvel do mar tamb\u00e9m apresentaram risco \u2018m\u00e9dio\u2019.<\/p>\n<p>No caso da amea\u00e7a Chuva Persistente, o maior risco foi nas infraestruturas de armazenamento e transportador cont\u00ednuo. A opera\u00e7\u00e3o dos Gran\u00e9is S\u00f3lidos com chuva forte apresentou risco \u2018m\u00e9dio\u2019 para ber\u00e7os, infraestrutura de armazenamento, equipamentos de i\u00e7amento e transportador cont\u00ednuo. Essa severidade est\u00e1 relacionada ao cancelamento do embarque e desembarque dessas cargas no per\u00edodo de 24 a 48 horas, al\u00e9m da dispensa da m\u00e3o-de-obra portu\u00e1ria, por exemplo.<\/p>\n<p>Segundo o documento, os portos analisados j\u00e1 possuem hist\u00f3ricos recorrentes de paralisa\u00e7\u00f5es devido a essas intemp\u00e9ries e nenhum deles est\u00e1 totalmente preparado para o aumento de eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n<p><b>Medidas de adapta\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>O levantamento apresentou as medidas consideradas mais urgentes, as quais foram categorizadas como medidas de gest\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o ou planejamento para cada amea\u00e7a e o impacto na infraestrutura.<\/p>\n<p>De maneira geral, as poss\u00edveis medidas para redu\u00e7\u00e3o dos riscos s\u00e3o: a cria\u00e7\u00e3o de bases de dados sistematizados sobre paradas operacionais e danos causados por eventos clim\u00e1ticos; a melhoria nos processos de manuten\u00e7\u00e3o; os investimentos em sistemas redimensionados para novos padr\u00f5es clim\u00e1ticos; o estabelecimento de pr\u00e1ticas de monitoramento; a altera\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es operacionais; e a cria\u00e7\u00e3o de grupos de trabalho para planejar e implementar as medidas.<\/p>\n<p>No Porto de Rio Grande, por exemplo, uma medida de adapta\u00e7\u00e3o sugerida para o caso de inunda\u00e7\u00f5es seria a reforma e estruturas vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2013 no caso de edifica\u00e7\u00f5es e infraestrutura de armazenagem \u2013 e a recoloca\u00e7\u00e3o de pedras e a moderniza\u00e7\u00e3o do sistema VTMS, considerando o acesso vi\u00e1rio (molhes).<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o de via, substitui\u00e7\u00e3o de passarelas para passagem de n\u00edvel e limpeza de vias s\u00e3o medidas de propostas para o acesso vi\u00e1rio do Porto de Santos, em caso de chuva forte. Outra medida para essa amea\u00e7a seria o aumento da frequ\u00eancia e volume da dragagem nos canais interno, externo e na bacia de evolu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do refor\u00e7a das estruturas (ber\u00e7os, edifica\u00e7\u00f5es e armazenamento).<\/p>\n<p>No caso do Porto de Aratu, para remediar as inunda\u00e7\u00f5es, seria necess\u00e1ria a reforma de estruturas vulner\u00e1rias \u00e0s mudan\u00e7as do clima \u2013 edifica\u00e7\u00f5es e armazenamento \u2013 e a recoloca\u00e7\u00e3o de pedras e moderniza\u00e7\u00e3o do sistema VTMS no caso de acesso vi\u00e1rio (molhes).<\/p>\n<p><b>Fases do estudo<\/b><\/p>\n<p>A primeira fase do estudo, apresentada em novembro de 2021, mostrou as principais amea\u00e7as clim\u00e1ticas de 21 portos p\u00fablicos brasileiros \u2013 vendavais, tempestades e aumento no n\u00edvel do mar. A an\u00e1lise de risco clim\u00e1tico contemplou 21 portos costeiros p\u00fablicos do pa\u00eds. S\u00e3o eles: Angra dos Reis (RJ), Aratu-Candeias (BA), Cabedelo (PB), Fortaleza (CE), Ilh\u00e9us (BA), Imbituba (SC), Itagua\u00ed (RJ), Itaja\u00ed (SC), Itaqui (MA), Natal (RN), Niter\u00f3i (RJ), Paranagu\u00e1 (PR), Recife (PE), Rio Grande (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), S\u00e3o Francisco do Sul (RS), S\u00e3o Sebasti\u00e3o (SP), Suape (PE) e Vit\u00f3ria (ES).<\/p>\n<p>O documento enumerava 55 a\u00e7\u00f5es para os portos, sendo 21 estruturais e 34 n\u00e3o estruturais, tais como a diversifica\u00e7\u00e3o das liga\u00e7\u00f5es terrestres para o porto\/terminal; constru\u00e7\u00e3o de infraestruturas de abrigo; amplia\u00e7\u00e3o do processo de dragagem; e melhoria da qualidade dos acessos ao porto\/terminal.<\/p>\n<p>Para a segunda fase, foram selecionados os tr\u00eas portos listados, considerando-se o risco clim\u00e1tico ao qual estavam submetidos, al\u00e9m da sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica e representatividade regional. O estudo foi realizado pela I Care, com a participa\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil, das autoridades portu\u00e1rias \u2013 Codeba, Portos RS e Santos Port Authority \u2013 e operadores dos portos.<\/p>\n<p><b>Capacita\u00e7\u00e3o dos portos brasileiros<\/b><\/p>\n<p>A ANTAQ e a GIZ promover\u00e3o um treinamento sobre \u201cRiscos Clim\u00e1ticos e Adapta\u00e7\u00e3o para Infraestrutura Portu\u00e1ria\u201d entre os dias 7 e 9 de dezembro. A capacita\u00e7\u00e3o tem o objetivo de incentivar os portos p\u00fablicos a priorizarem um planejamento estrat\u00e9gico de gest\u00e3o visando a resili\u00eancia clim\u00e1tica, ou seja, iniciativas e estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o do ambiente \u00e0s mudan\u00e7as do clima. O curso \u00e9 direcionado aos t\u00e9cnicos e gestores do setor portu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Fonte: Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da ANTAQ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (ANTAQ) divulgou, nesta ter\u00e7a-feira (6), os estudos de caso desenvolvidos na segunda fase do trabalho pioneiro sobre os \u201cImpactos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":42906,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-42905","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42905"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42910,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42905\/revisions\/42910"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}