{"id":42647,"date":"2022-12-01T10:37:08","date_gmt":"2022-12-01T13:37:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=42647"},"modified":"2022-12-01T10:40:07","modified_gmt":"2022-12-01T13:40:07","slug":"plataforma-da-petrobras-no-es-e-interditada-pela-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/plataforma-da-petrobras-no-es-e-interditada-pela-marinha\/","title":{"rendered":"Plataforma da Petrobras no ES \u00e9 interditada pela Marinha"},"content":{"rendered":"<p>As opera\u00e7\u00f5es do navio-plataforma P-57, localizado no Parque das Baleias, que fica na por\u00e7\u00e3o capixaba da Bacia de Campos, foram interditadas em uma vistoria anual da Marinha nesta quarta-feira (23). A Petrobras informou que a opera\u00e7\u00e3o foi suspensa ap\u00f3s ser detectado problemas nos \u201ccabos de acionamento remoto da libera\u00e7\u00e3o dos freios das baleeiras\u201d.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es do Sindicato dos Petroleiros no Esp\u00edrito Santo (Sindipetro-ES), os cabos se romperam. As baleeiras s\u00e3o embarca\u00e7\u00f5es utilizadas para retirar a popula\u00e7\u00e3o embarcada na plataforma em casos de situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Por nota, a Petrobras informou que o FPSO P-57 teve sua produ\u00e7\u00e3o interrompida por seguran\u00e7a em fun\u00e7\u00e3o de um problema detectado durante testes nos cabos de acionamento remoto da libera\u00e7\u00e3o dos freios das baleeiras (embarca\u00e7\u00f5es de salvatagem).<\/p>\n<p>\u201cEsse tipo de teste \u00e9 realizado com o objetivo de detectar falhas previamente. Em nenhum momento a capacidade de salvatagem da plataforma foi comprometida\u201d, disse o texto da nota.<\/p>\n<p>A petroleira acrescenta que a plataforma est\u00e1 localizada no campo de Jubarte, na parte capixaba da Bacia de Campos, a 70 km da costa. \u201cOs reparos foram realizados e, ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os fiscalizadores, a produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 retomada\u201d, informou.<\/p>\n<p>Segundo Valn\u00edsio Hoffmann, coordenador-geral do Sindipetro-ES, o problema ocorreu durante a vistoria da Marinha, quando foram realizados testes de descida das quatro baleeiras da P-57. Durante o acionamento remoto das embarca\u00e7\u00f5es, houve rompimento dos cabos das baleeiras de n\u00fameros 1, 3 e 4.<\/p>\n<p>\u201cOutro problema tamb\u00e9m identificado pela vistoria foi que o bote de resgate da unidade n\u00e3o estava dispon\u00edvel, sendo utilizado por outra embarca\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Hoffmann.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o dos problemas nos sistemas de acionamento remoto das baleeiras, associado \u00e0 indisponibilidade do bote de resgate, foi suspensa a autoriza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o da plataforma at\u00e9 que o problema seja solucionado. Logo ap\u00f3s a decis\u00e3o dos vistoriadores da Marinha, foram iniciados os procedimentos de parada da plataforma, que teve a sua opera\u00e7\u00e3o suspensa.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 o retrato do sucateamento que temos denunciado. \u00c9 a segunda plataforma este ano que foi interditada\u201d, observou Hoffman.<\/p>\n<p>De acordo com o Sindipetro-ES, a P-57 \u00e9 uma plataforma do tipo FPSO (sigla em ingl\u00eas que significa unidade flutuante de produ\u00e7\u00e3o, armazenamento e transfer\u00eancia de petr\u00f3leo) e integra a segunda fase de desenvolvimento do campo de Jubarte. \u00c9 considerada a segunda maior do Estado.<\/p>\n<p>O que diz a Marinha<br \/>\nPor interm\u00e9dio de sua assessoria, a Marinha informou que a inspe\u00e7\u00e3o na P-57 foi realizada pelo Grupo de Vistoria e Inspe\u00e7\u00e3o (GVI), cujo trabalho \u00e9 feito em todas as embarca\u00e7\u00f5es, como plataformas e navios da marinha mercante.<\/p>\n<p>Informa ainda que \u00e9 uma atividade rotineira onde s\u00e3o realizados v\u00e1rios testes. E ao identificar um problema, \u00e9 feita a paralisa\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es, em uma interdi\u00e7\u00e3o administrativa, at\u00e9 que ele seja resolvido. Ap\u00f3s a solu\u00e7\u00e3o, uma nova vistoria \u00e9 realizada e a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 liberada.<\/p>\n<p>De acordo com o Sindipetro, h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es de que os cabos de acionamento remoto das baleeiras foram substitu\u00eddos, mas em um primeiro teste houve uma ocorr\u00eancia de tor\u00e7\u00e3o, que impossibilitou o seu funcionamento. Foi promovido o acerto e novos testes estavam sendo feitos.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda uma visita do vistoriador da Marinha agendada para esta sexta-feira (25), para a realiza\u00e7\u00e3o de novos testes.<\/p>\n<p>Inc\u00eandio no dia 13<br \/>\nOutro problema na P-57 ocorreu no \u00faltimo dia 13, quando foi registrado um inc\u00eandio, resultado de um curto circuito na parte interna na chamada \u201ccaixa de liga\u00e7\u00e3o de 11kv do Turbogerador TG-04\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA ocorr\u00eancia evoluiu para a parada geral dos sistemas de gera\u00e7\u00e3o principal de emerg\u00eancia, auxiliar e de alimenta\u00e7\u00e3o ininterrupta (UPS), com consequente parada total da produ\u00e7\u00e3o da plataforma. Na pr\u00e1tica houve um princ\u00edpio de inc\u00eandio, o sistema de seguran\u00e7a atuou gerando um blecaute na plataforma\u201d, explicou Hoffmann.<\/p>\n<p>Com o blecaute a plataforma ficou sem operar por cerca de dois horas. \u201cEm virtude desse princ\u00edpio de inc\u00eandio, cujas causas est\u00e3o sendo investigadas, a Marinha solicitou um relat\u00f3rio questionando se havia riscos de acidente mais grave\u201d, explicou o coordenador geral Sindipetro-ES.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi constitu\u00edda uma comiss\u00e3o com o objetivo de investigar e analisar as causas do incidente, considerado de alto potencial de risco.<\/p>\n<p>\u201cOs dois fatos, ocorridos com uma diferen\u00e7a de dez dias entre eles. E se ocorresse uma trag\u00e9dia, com um novo inc\u00eandio, e a popula\u00e7\u00e3o embarcada dependesse das baleeiras, ela n\u00e3o conseguiria ser retirada. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o grave\u201d, alerta Hoffmann.<\/p>\n<p>Outra plataforma interditada<br \/>\nUm outro navio-plataforma, o FPSO Cidade de Vit\u00f3ria, foi interditado este ano ap\u00f3s fiscaliza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Petr\u00f3leo (ANP), que interditou suas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A unidade apresenta problemas que variam de riscos de vazamento de gases perigosos, em taxas cinco vezes maiores do que o previsto em projeto, at\u00e9 falhas nos sistemas de comunica\u00e7\u00f5es com a popula\u00e7\u00e3o embarcada, que estaria acima da capacidade prevista e habitando locais de risco.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o no Cidade de Vit\u00f3ria foi realizada no per\u00edodo de 30 de maio a 3 de junho deste ano, com auto de interdi\u00e7\u00e3o e notifica\u00e7\u00e3o. No documento, \u00e9 dito que a opera\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 ser retomada ap\u00f3s serem cumpridas todas as exig\u00eancias estabelecidas pela ANP.<\/p>\n<p>&#8220;O operador (da plataforma) somente estar\u00e1 autorizado a retomar a produ\u00e7\u00e3o ap\u00f3s comprova\u00e7\u00e3o de atendimento das notifica\u00e7\u00f5es a seguir e formalmente autorizado pela ANP&#8221;, diz o texto do boletim de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: A Gazeta<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As opera\u00e7\u00f5es do navio-plataforma P-57, localizado no Parque das Baleias, que fica na por\u00e7\u00e3o capixaba da Bacia de Campos, foram interditadas em uma vistoria anual&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":42648,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-42647","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42647"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42647\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42649,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42647\/revisions\/42649"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}