{"id":42610,"date":"2022-11-30T00:11:57","date_gmt":"2022-11-30T03:11:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=42610"},"modified":"2022-11-30T00:11:57","modified_gmt":"2022-11-30T03:11:57","slug":"tecnologia-desenvolvida-pela-marinha-fortalece-o-setor-de-energia-nuclear-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/tecnologia-desenvolvida-pela-marinha-fortalece-o-setor-de-energia-nuclear-do-pais\/","title":{"rendered":"Tecnologia desenvolvida pela Marinha fortalece o setor de energia nuclear do Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>O crescimento da popula\u00e7\u00e3o mundial requer um investimento cada vez maior em energia limpa e de custo acess\u00edvel, como \u00e9 o caso da energia nuclear. E o Brasil \u00e9 um dos protagonistas globais quando o assunto \u00e9 o enriquecimento de ur\u00e2nio e, com a participa\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil, contribui para o dom\u00ednio do ciclo do combust\u00edvel nuclear do Pa\u00eds. Essa iniciativa vem favorecendo a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica nas Usinas Nucleares em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, beneficiando a sociedade brasileira em diversos setores. De acordo com a World Nuclear Association, o Brasil faz parte de um grupo de 13 pa\u00edses reconhecidos internacionalmente pelo setor nuclear como detentores de instala\u00e7\u00f5es para enriquecimento de ur\u00e2nio com diferentes capacidades industriais de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A finaliza\u00e7\u00e3o da primeira fase de Usina de Enriquecimento de Ur\u00e2nio, no \u00faltimo dia 25 de novembro, em Resende (RJ), \u00e9 considerado um marco para o Setor Nuclear brasileiro j\u00e1 que a amplia\u00e7\u00e3o dela reduzir\u00e1 o grau de depend\u00eancia na contrata\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de enriquecimento isot\u00f3pico no exterior para a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel das usinas nucleares nacionais. Na ocasi\u00e3o, foi inaugurada a 10\u00aa cascata de ultracentr\u00edfugas da Usina de Enriquecimento Isot\u00f3pico de Ur\u00e2nio, pela Ind\u00fastrias Nucleares do Brasil, que \u00e9 o conjunto de equipamentos capaz de gerar energia e aumentar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o da Usina Nuclear de Angra 1 em 70%.<\/p>\n<p>O Centro Tecnol\u00f3gico da Marinha em S\u00e3o Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares (IPEN \/CNEN), foram os respons\u00e1veis pelo desenvolvimento da tecnologia de enriquecimento do ur\u00e2nio pelo processo da ultracentrifuga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ao longo destes 22 anos, quatro m\u00f3dulos foram entregues, totalizando dez cascatas, em um projeto que favorece a autonomia energ\u00e9tica brasileira, uma vez que implementa, sob a \u00f3tica comercial, uma tecnologia desenvolvida pela Marinha do Brasil. Trata-se de um modelo de grandes neg\u00f3cios e de desenvolvimento tecnol\u00f3gico que j\u00e1 se mostrou virtuoso. O Brasil encontra-se em posi\u00e7\u00e3o de destaque, j\u00e1 que possui uma das maiores reservas de ur\u00e2nio do planeta, al\u00e9m de ser um dos poucos pa\u00edses que domina a tecnologia completa do ciclo do combust\u00edvel nuclear\u201d, disse o Diretor do Centro Tecnol\u00f3gico da Marinha em S\u00e3o Paulo (CTMSP), Vice-Almirante Engenheiro Naval Guilherme Dionizio Alves.<\/p>\n<p><strong>O papel da Marinha do Brasil no dom\u00ednio do ciclo do combust\u00edvel nuclear\u00a0<\/strong><br \/>\nA Marinha do Brasil \u00e9 respons\u00e1vel pela fabrica\u00e7\u00e3o, instala\u00e7\u00e3o e comissionamento das cascatas de ultracentr\u00edfugas. A busca pelo dom\u00ednio desta tecnologia iniciou-se no final da d\u00e9cada de 70, com uma parceria entre a MB e o Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares (IPEN), possibilitando o in\u00edcio do desenvolvimento da tecnologia de ultracentrifuga\u00e7\u00e3o. Em 2000, foi assinado um contrato de fornecimento de sistemas de separa\u00e7\u00e3o isot\u00f3pica entre a MB e a INB, contemplando a fabrica\u00e7\u00e3o e a instala\u00e7\u00e3o de dez cascatas para enriquecimento de ur\u00e2nio. A nova cascata possibilitar\u00e1 um aumento e contribuir\u00e1 para uma maior independ\u00eancia do Pa\u00eds na fabrica\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel no momento em que a conjuntura pol\u00edtico-estrat\u00e9gica do mundo tem priorizado a retomada da energia nucleoel\u00e9trica global.<\/p>\n<p>Tal iniciativa vem trazendo benef\u00edcios \u00e0 sociedade brasileira, contribuindo para consolida\u00e7\u00e3o da componente nuclear na matriz energ\u00e9tica nacional, al\u00e9m do arrasto tecnol\u00f3gico, fruto da dualidade do <a href=\"https:\/\/www.marinha.mil.br\/ctmsp\/programa-nuclear-da-marinha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa Nuclear da Marinha (PNM)<\/a>. Com base nos resultados positivos alcan\u00e7ados at\u00e9 agora, o CTMSP e a INB iniciaram as negocia\u00e7\u00f5es para a segunda fase de implementa\u00e7\u00e3o das cascatas, que ampliar\u00e1 a capacidade de enriquecimento isot\u00f3pico e contribuir\u00e1 para a independ\u00eancia do Brasil na produ\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis nucleares.<\/p>\n<p>A tecnologia desenvolvida pela Marinha do Brasil para o enriquecimento de ur\u00e2nio servir\u00e1 tanto para a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, como tamb\u00e9m para o desenvolvimento do submarino convencionalmente armado com propuls\u00e3o nuclear. O Programa Nuclear da Marinha foi iniciado em 1979, em raz\u00e3o da necessidade estrat\u00e9gica do Pa\u00eds possuir submarinos com propuls\u00e3o nuclear. Concebido para utilizar tecnologia totalmente nacional e independente, o Programa foi dividido em duas vertentes: o dom\u00ednio do ciclo do combust\u00edvel nuclear e o desenvolvimento de uma planta nuclear embarcada. Atualmente, gra\u00e7as ao PNM, o Brasil domina o ciclo completo do enriquecimento do Ur\u00e2nio e est\u00e1 construindo, na cidade de Iper\u00f3 (SP), no Centro Industrial Nuclear de Aramar, um Laborat\u00f3rio de Gera\u00e7\u00e3o de Energia Nucleoel\u00e9trica (LABGENE). De acordo com o Presidente da INB, o Capit\u00e3o de Mar e Guerra (EN) Carlos Freire Moreira, a institui\u00e7\u00e3o ir\u00e1 produzir o combust\u00edvel para o reator do LABGENE que simula, em terra, a planta de propuls\u00e3o do submarino convencionalmente armado com propuls\u00e3o nuclear.<\/p>\n<p>\u201cConclu\u00edmos mais um marco relevante para o setor nuclear brasileiro. A energia nuclear tem sido fundamental na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, contribuindo para a descarboniza\u00e7\u00e3o do planeta, por ser uma energia limpa. In\u00fameros pa\u00edses est\u00e3o refletindo e revendo suas matrizes de gera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Essa conclus\u00e3o deve ser motivo de orgulho para os brasileiros, visto que o enriquecimento de ur\u00e2nio \u00e9 uma tecnologia de ponta, 100% nacional, desenvolvida pela Marinha do Brasil, e esse dom\u00ednio de tecnologia \u00e9 uma etapa fundamental dos elementos combust\u00edveis que alimentam atualmente as nossas Usinas Angra 1 e 2 e, em breve, Angra 3. Cabe lembrar que pouco mais de 10 pa\u00edses no mundo det\u00e9m essa tecnologia, e o Brasil \u00e9 um deles, mas com um detalhe: desses, apenas cinco incluindo o Brasil, dominam a tecnologia e t\u00eam ur\u00e2nio em quantidade suficiente que possibilitam a sua independ\u00eancia nessa \u00e1rea tecnol\u00f3gica t\u00e3o sens\u00edvel\u201d, disse o Presidente da INB, Capit\u00e3o de Mar e Guerra (EN) Carlos Freire Moreira.<\/p>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o da segunda fase, denominada Usina de Enriquecimento Isot\u00f3pico de Ur\u00e2nio j\u00e1 foi iniciada com o projeto b\u00e1sico. Quando a Usina estiver conclu\u00edda, o Brasil passar\u00e1 \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de autossufici\u00eancia de enriquecimento de ur\u00e2nio. A previs\u00e3o \u00e9 que, at\u00e9 2033, a INB seja capaz de atender, com produ\u00e7\u00e3o totalmente nacional, as necessidades das usinas nucleares de Angra 1 e 2 e, at\u00e9 2037, a demanda de Angra 3.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crescimento da popula\u00e7\u00e3o mundial requer um investimento cada vez maior em energia limpa e de custo acess\u00edvel, como \u00e9 o caso da energia nuclear&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":42611,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-42610","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42610","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42610"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42610\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42612,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42610\/revisions\/42612"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}