{"id":4226,"date":"2014-03-17T08:04:40","date_gmt":"2014-03-17T11:04:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=4226"},"modified":"2014-03-17T10:10:49","modified_gmt":"2014-03-17T13:10:49","slug":"brasil-tera-submarino-nuclear-ate-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/brasil-tera-submarino-nuclear-ate-2023\/","title":{"rendered":"Brasil ter\u00e1 submarino nuclear at\u00e9 2023"},"content":{"rendered":"<p>O primeiro submarino nuclear brasileiro estar\u00e1 pronto em 2023. O Brasil j\u00e1 desenvolveu todo o ciclo tecnol\u00f3gico para o fabrico de reatores nucleares para submarinos.<\/p>\n<p>A ajuda no desenvolvimento do sistema de comando e controle dos equipamentos do navio est\u00e1 a ser prestada pela Fran\u00e7a. A escolha da Fran\u00e7a como parceiro foi condicionado ao acordo para a transfer\u00eancia de tecnologias por parte desse pa\u00eds.<\/p>\n<p>Atualmente o patrulhamento da zona costeira \u00e9 realizado pela Marinha do Brasil com recurso a submarinos diesel-el\u00e9tricos, fabricados segundo projetos alem\u00e3es. Pod\u00edamos pensar que o pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 amea\u00e7ado por submarinos nucleares de outros pa\u00edses e que a prote\u00e7\u00e3o das reservas petrol\u00edferas submarinas pode ser realizada com recurso a submarinos convencionais.<\/p>\n<p>Contudo os interesses geopol\u00edticos do Brasil est\u00e3o aumentando, o pa\u00eds se considera um dos pa\u00edses l\u00edderes do Atl\u00e2ntico Sul, refere o vice-presidente da Academia de Problemas Geopol\u00edticos Konstantin Sivkov:<\/p>\n<p>\u201cO Brasil faz parte do BRICS e os dirigentes brasileiros percebem que logo que o pa\u00eds comece a aumentar sua influ\u00eancia e a proteger seus interesses e seus neg\u00f3cios em regi\u00f5es afastadas, ele ir\u00e1 precisar de ter mais meios navais. Para atuar em toda a \u00e1rea do Atl\u00e2ntico Sul o Brasil ir\u00e1 precisar de submarinos nucleares. Segundo alguns c\u00e1lculos, o total de submarinos nucleares que o Brasil ir\u00e1 necessitar poder\u00e1 ser de 4-5 unidades\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Brasil prev\u00ea aumentar as suas for\u00e7as aeronavais. Neste momento, a Marinha do Brasil possui o porta-avi\u00f5es S\u00e3o Paulo, o antigo navio franc\u00eas Foch, que pode cumprir apenas um estreito leque de miss\u00f5es. Ele n\u00e3o corresponde \u00e0s exig\u00eancias modernas e tem um parque de aeronaves limitado a 20 avi\u00f5es Skyhawk. Estes s\u00e3o velhos avi\u00f5es de assalto norte-americanos dos tempos da guerra do Vietn\u00e3.<\/p>\n<p>O Brasil ir\u00e1 provavelmente construir mais dois porta-avi\u00f5es, o que permitir\u00e1 proteger eficazmente os seus interesses nas \u00e1reas mais afastadas do Atl\u00e2ntico Sul. Isso ser\u00e1 muito importante para o Brasil, especialmente se considerarmos que os EUA j\u00e1 restauraram a sua Quarta Frota, cuja \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o inclui tamb\u00e9m a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Muitos peritos consideram que hoje os EUA j\u00e1 perderam completamente o controle sobre a Am\u00e9rica do Sul. Alguns pa\u00edses com orienta\u00e7\u00e3o pro-estadunidense n\u00e3o t\u00eam um papel decisivo, refere Konstantin Sivkov:<\/p>\n<p>\u201cO Brasil, a Argentina e a Venezuela conduzem uma pol\u00edtica externa e interna independente dos EUA. Por isso, agora os norte-americanos tentam recuperar o seu controle. Para isso, eles fomentam na Venezuela o caos econ\u00f4mico e as desordens. Os EUA n\u00e3o excluem a possibilidade de uma press\u00e3o militar, recuperando sua Quarta Frota\u201d.<\/p>\n<p>O Brasil e a Fran\u00e7a assinaram ainda em 2008 um acordo de coopera\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o de submarinos. Em 2009 a companhia brasileira Odebrecht, especializada em projetos na \u00e1rea da defesa e seguran\u00e7a, e a francesa DCNS assinaram um contrato para a constru\u00e7\u00e3o de 4 submarinos de propuls\u00e3o diesel-el\u00e9trica da classe Scorpene, assim como para projetos conjuntos dos elementos n\u00e3o-nucleares para o submarino nuclear em desenvolvimento. A participa\u00e7\u00e3o da DCNS nesse projeto est\u00e1 limitada ao apoio na montagem do casco do submarino e dos equipamentos das sec\u00e7\u00f5es n\u00e3o-nucleares do navio.<\/p>\n<p>O submarino brasileiro ser\u00e1 equipado, de acordo com informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o-classificadas, com sistemas franceses de dire\u00e7\u00e3o de combate e sonares Thales. Contudo, os especialistas pensam que a Fran\u00e7a dificilmente ir\u00e1 ceder tecnologias de ponta. Eles ir\u00e3o ceder apenas tecnologias da gera\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>Fonte: Voz Da R\u00fassia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro submarino nuclear brasileiro estar\u00e1 pronto em 2023. 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