{"id":42240,"date":"2022-11-07T08:07:27","date_gmt":"2022-11-07T11:07:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=42240"},"modified":"2022-11-07T08:07:27","modified_gmt":"2022-11-07T11:07:27","slug":"navio-mais-antigo-da-marinha-do-brasil-em-servico-completa-85-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/navio-mais-antigo-da-marinha-do-brasil-em-servico-completa-85-anos\/","title":{"rendered":"Navio mais antigo da Marinha do Brasil em servi\u00e7o completa 85 anos"},"content":{"rendered":"<p class=\"rtejustify\">\u00c0s quinze horas do dia 06 de novembro de 1937, um navio, com projeto t\u00e3o somente brasileiro, estava pronto no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, marcando a retomada da constru\u00e7\u00e3o naval no Brasil, no s\u00e9culo XX. Naquela tarde, foi incorporado oficialmente \u00e0 Armada brasileira, lan\u00e7ado ao mar e batizado como Monitor Parna\u00edba (MParna\u00edba). Atualmente, \u00e9 detentor do t\u00edtulo de navio mais antigo da Marinha do Brasil (MB) em servi\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Aos 85 anos, o MParna\u00edba traz, em seus conveses, hist\u00f3rias e epis\u00f3dios que fazem deste navio patrim\u00f4nio cultural da MB. O batimento da quilha aconteceu em 11 de junho de 1935, na Ilha das Cobras (RJ), marcando o in\u00edcio oficial da constru\u00e7\u00e3o do casco. Finalmente, 17 meses ap\u00f3s intensos trabalhos, o MParna\u00edba flutuou pela primeira vez e abriu o caminho para novas constru\u00e7\u00f5es na ind\u00fastria naval brasileira.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Do Rio Paraguai ao Atl\u00e2ntico<\/strong><br \/>\nEm um olhar pausado para o passado, observa-se fatos hist\u00f3ricos importantes do MParna\u00edba. Em mar\u00e7o de 1938, o navio foi incorporado \u00e0 Flotilha de Mato Grosso e, em abril de 1943, foi desincorporado e inclu\u00eddo \u00e0 For\u00e7a Naval subordinada ao Comando Naval do Leste, com sede em Salvador-BA, a fim de escoltar comboios e patrulhar o porto durante a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Ao ser chamado ao dever, sofreu as duras condi\u00e7\u00f5es das opera\u00e7\u00f5es de guerra e cumpriu a miss\u00e3o, navegando 3.570 milhas durante o conflito. Em maio de 1945, retornou a sua sede, Lad\u00e1rio (MS), onde permanece subordinado.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Moderniza\u00e7\u00e3o do MParna\u00edba\u00a0<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s decorridos mais de 60 anos de servi\u00e7o, o MParna\u00edba passou por um processo de moderniza\u00e7\u00e3o e, como desfecho, teve a sua vida \u00fatil prolongada com maior autonomia, efic\u00e1cia, mobilidade, flexibilidade e poder de fogo. As obras, que duraram um pouco mais de um ano e meio, foram iniciadas em janeiro de 1998. Em abril, foi feita a reconstru\u00e7\u00e3o de parte da superestrutura e dos compartimentos internos do navio, e o chapeamento do convoo tamb\u00e9m come\u00e7ou a ser montado.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Em julho, j\u00e1 se tinha a instala\u00e7\u00e3o de dois motores diesel, uma atualiza\u00e7\u00e3o importante. As antigas m\u00e1quinas a vapor foram preservadas, sendo uma transferida para o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e a outra encontra-se em Lad\u00e1rio(MS). Essa \u00faltima est\u00e1 exposta na Sala de Mem\u00f3ria \u201cTenente Maximiano\u201d, que mant\u00e9m pe\u00e7as hist\u00f3ricas da MB, e opera por meio de um motor el\u00e9trico, para demonstrar aos visitantes como funcionava, originalmente, na Pra\u00e7as de M\u00e1quinas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">A sala instalada no Comando do 6\u00ba Distrito Naval (Com6\u00baDN) \u00e9 uma homenagem ao pernambucano que ingressou na MB, como volunt\u00e1rio, aos 20 anos, em 1913. O Primeiro-Tenente (Reformado) Maximiano Jos\u00e9 dos Santos participou das duas Guerras Mundiais e de outros conflitos, viveu grande parte de sua vida na regi\u00e3o do Pantanal e faleceu em 2006, aos 113 anos, deixando como legado sua not\u00e1vel carreira. Na Segunda Guerra, o ent\u00e3o Suboficial Maximiano destacou-se pelo ato de bravura e hero\u00edsmo ao combater um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es na Pra\u00e7a de Caldeiras do MParna\u00edba.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Ap\u00f3s o per\u00edodo de reparos e atualiza\u00e7\u00f5es, em 6 de novembro de 1999, no anivers\u00e1rio de 62 anos de sua incorpora\u00e7\u00e3o, o navio iniciou um novo ciclo, agora modernizado e o \u00fanico no Pantanal capaz de operar com aeronave org\u00e2nica. No m\u00eas seguinte, uma aeronave UH-12 do ent\u00e3o 4\u00ba Esquadr\u00e3o de Helic\u00f3pteros de Emprego Geral pousou, pela primeira vez, a bordo do MParna\u00edba. Em mar\u00e7o deste ano, foi realizado o pouso de n\u00famero 2500.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>MParna\u00edba no Brasil e exterior<\/strong><br \/>\nO MParna\u00edba, tamb\u00e9m conhecido como \u201cJa\u00fa do Pantanal\u201d em refer\u00eancia a um peixe pantaneiro de boca larga, \u00e9 um dos navios que mais navega pelo Rio Paraguai, realizando opera\u00e7\u00f5es que contribuam para a aplica\u00e7\u00e3o do Poder Naval na \u00e1rea de jurisdi\u00e7\u00e3o do Com6\u00baDN (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul).<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Aos 85 anos, o caverna-mestra da Armada, subordinado ao Comando da Flotilha de Mato Grosso (ComFlotMT), Organiza\u00e7\u00e3o Militar pertencente ao Com6\u00baDN continua cumprindo sua miss\u00e3o, no Brasil e no exterior.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Anualmente, o Mparna\u00edba realiza patrulhas navais e opera\u00e7\u00f5es ribeirinhas junto a outros navios do ComFlotMT, participando de opera\u00e7\u00f5es conjuntas e combinadas, como a Opera\u00e7\u00e3o ACRUX, que re\u00fane as Marinhas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bol\u00edvia, com prop\u00f3sito de adestrar os meios envolvidos em uma Opera\u00e7\u00e3o Ribeirinha Combinada.<\/p>\n<p class=\"rtejustify aBigClassNameToAvoidCollisionInText aBigClassNameToAvoidCollisionInText\"><strong>A hist\u00f3ria do MParna\u00edba pelo olhar de quem se orgulha<\/strong><br \/>\nComandar o MParna\u00edba, nas palavras do Capit\u00e3o de Corveta Dison Jos\u00e9 de Oliveira Santos Filho, que assumiu o cargo em junho de 2022, \u00e9 como respirar hist\u00f3ria. \u201c\u00c9 carregar sobre os ombros o legado de grandes homens, her\u00f3is da P\u00e1tria. Fazer parte das comemora\u00e7\u00f5es dos 85 anos e escrever meu nome junto a tantos outros que me antecederam e labutaram nestes conveses, no cen\u00e1rio pantaneiro ou no mar, em tempos de paz ou guerra. Para mim, \u00e9 uma honra que dificilmente as palavras exprimem o sentimento\u201d.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Dos 35 anos, tr\u00eas meses e nove dias de tempo de servi\u00e7o ativo do Suboficial-SI Joac\u00e9lio Alves de Freitas, militar de Fortaleza (CE), 18 foram a bordo do MParna\u00edba, sendo 14 ininterruptos. Em 2020, o Suboficial foi transferido para reserva remunerada, mas retornou ao Com6\u00baDN contratado por tempo certo na Base Fluvial de Lad\u00e1rio. \u201cCheguei a Lad\u00e1rio em dezembro de 1992 e embarquei direto no MParna\u00edba. Depois de servir por um tempo no pr\u00e9dio da Flotilha, retornei ao navio e assumi a atribui\u00e7\u00e3o de controlar pousos de aeronaves org\u00e2nicas, por isso, lembro-me exatamente do dia do primeiro pouso no novo convoo, em 6 de dezembro de 1999\u201d, relembrou.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Quando perguntado sobre sua experi\u00eancia a bordo, a resposta \u00e9 r\u00e1pida e simples. \u201cDigo que foi f\u00e1cil, porque tudo se torna f\u00e1cil quando o ambiente \u00e9 muito bom no trabalho e em casa. Falo, tamb\u00e9m, sobre o fato mais marcante pra mim, que foi quando, em comiss\u00e3o, em um domingo, trouxemos para Corumb\u00e1 uma senhora em trabalho de parto. Ela j\u00e1 vinha descendo o rio, mais ou menos na regi\u00e3o do Paraguai Mirim, cerca de 130 quil\u00f4metros do porto. Acontecimentos como esse, entre tantas outras lembran\u00e7as, \u00e9 o que eu guardo dos meus dias a bordo do Ja\u00fa do Pantanal\u201d, contou.<\/p>\n<p>Fonte: Defesa em Foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s quinze horas do dia 06 de novembro de 1937, um navio, com projeto t\u00e3o somente brasileiro, estava pronto no Arsenal de Marinha do Rio&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":42241,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-42240","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42240"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42240\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42242,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42240\/revisions\/42242"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42241"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}