{"id":41830,"date":"2022-10-11T10:01:53","date_gmt":"2022-10-11T13:01:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=41830"},"modified":"2022-10-11T10:01:53","modified_gmt":"2022-10-11T13:01:53","slug":"docas-fara-dragagem-da-baia-de-guanabara-para-receber-navios-de-cruzeiro-maiores-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/docas-fara-dragagem-da-baia-de-guanabara-para-receber-navios-de-cruzeiro-maiores-2\/","title":{"rendered":"Docas far\u00e1 dragagem da Ba\u00eda de Guanabara para receber navios de cruzeiro maiores"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s dois anos com restri\u00e7\u00f5es \u00e0 chegada de navios de passageiros por causa da pandemia da covid-19, o Rio se prepara para a retomada da temporada de cruzeiros, que deve trazer 500 mil turistas \u00e0 cidade. Uma das principais interven\u00e7\u00f5es previstas dentro de um pacote de medidas come\u00e7ou esta semana: a dragagem do trecho da Ba\u00eda de Guanabara diante do terminal de passageiros na Pra\u00e7a Mau\u00e1. A obra \u00e9 necess\u00e1ria porque nos \u00faltimos anos as grandes empresas investiram em navios de maior porte, que exigem calados maiores.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o \u00e9 que o Rio tenha o segundo maior movimento de passageiros de cruzeiros de sua hist\u00f3ria. O recorde ocorreu na temporada 2010\/2011, quando a cidade recebeu 641.121 visitantes. Com mais profundidade, o terminal de passageiros poder\u00e1 receber agora o MSC Seashore, que tem capacidade para 5877 passageiros e 339 metros. Ele estar\u00e1 na Pra\u00e7a Mau\u00e1 em 9 de dezembro e, depois, em 27 de mar\u00e7o de 2023.<\/p>\n<p>A primeira embarca\u00e7\u00e3o a chegar, o Silver Cloud, permanecer\u00e1 ancorado dois dias no Rio. Trata-se de um dos menores navios da temporada. Tem capacidade para 254 passageiros e conta com 212 tripulantes. Ser\u00e1 a segunda vez que ele atraca no Rio. A primeira foi em 2016, durante a Olimp\u00edada. Estrelas da NBA e da sele\u00e7\u00e3o americana de basquete optaram por permanecer concentrados no navio a ficar hospedados na Vila Ol\u00edmpica, na Barra da Tijuca.<br \/>\nA dragagem, iniciada na \u00faltima quinta-feira, deve tirar cem mil metros c\u00fabicos de areia e detritos do fundo da ba\u00eda, quantidade suficiente para encher mais de 50 piscinas ol\u00edmpicas. As a\u00e7\u00f5es se dar\u00e3o no ponto de atraca\u00e7\u00e3o e na chamada \u201cbacia de evolu\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e1rea pr\u00f3xima ao porto onde os navios manobram para chegar ao cais e sair de l\u00e1. O diretor de gest\u00e3o portu\u00e1ria da Companhia Docas, Luiz Fernando Walther de Almeida, explicou que o objetivo \u00e9 nivelar a profundidade da \u00e1rea num patamar de pelo menos dez metros. Hoje, h\u00e1 pontos em que a altura n\u00e3o passa de 8,3 metros, o que \u00e9 um obst\u00e1culo para navios que recebem mais de cinco mil passageiros, cujo calado passa dos nove metros. Coordenada pela Companhia Docas, a opera\u00e7\u00e3o vai custar R$ 8,5 milh\u00f5es em recursos da estatal.<\/p>\n<p>A \u00faltima grande dragagem na ba\u00eda ocorreu em 2011, quando foram removidos 3,9 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos, incluindo os limites das \u00e1reas de cargas e de passageiros. Nos trechos de atraca\u00e7\u00e3o de navios comerciais, ao contr\u00e1rio da \u00e1rea tur\u00edstica, j\u00e1 s\u00e3o feitas remo\u00e7\u00f5es constantes de res\u00edduos para manter a opera\u00e7\u00e3o na \u00e1rea.<br \/>\n\u201c\u00c9 uma interven\u00e7\u00e3o de manuten\u00e7\u00e3o, e impacto ambiental sempre existe. Ent\u00e3o, s\u00e3o necess\u00e1rios cuidados para minimiz\u00e1-los no momento do licenciamento feito por \u00f3rg\u00e3os ambientais. Um dos pontos que precisam estar bem definidos \u00e9 o local em que esse material retirado vai ser descartado. Geralmente, isso ocorre em alto-mar, com o servi\u00e7o sendo monitorado em tempo real por GPS\u201d, diz Luiz Firmino, ex-presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea).<br \/>\nAntes, os navios de passageiros de maior porte at\u00e9 tinham como atracar no porto, mas isso acontecia na \u00e1rea de carga, cujos acessos s\u00e3o dragados com frequ\u00eancia. Mesmo com a obra, essa \u00e1rea poder\u00e1 continuar a ser usada por turistas porque o Pier Mau\u00e1, concession\u00e1ria que opera o terminal de passageiros, s\u00f3 tem capacidade para acomodar tr\u00eas navios simultaneamente.<br \/>\nOutras medidas tamb\u00e9m foram tomadas para melhorar a infraestrutura. Com uma equipe reduzida de apenas 15 pessoas na baixa temporada, o Pier Mau\u00e1 est\u00e1 contratando 250 pessoas, entre turism\u00f3logos, estudantes de turismo e pessoal de apoio para trabalhar na recep\u00e7\u00e3o dos visitantes. Uma das \u00e1reas mais cr\u00edticas, o controle de bagagem, ganhou equipamentos de raios X mais modernos.<br \/>\n\u201cO trecho entre os dois terminais foi integralmente recapeado, bem como a \u00e1rea sob concess\u00e3o de Docas. Com isso, a tend\u00eancia \u00e9 que os deslocamentos dos turistas se tornem mais r\u00e1pidos e confort\u00e1veis\u201d, explicou o diretor operacional do Terminal de Passageiros do Pier Mau\u00e1, Am\u00e9rico Rocha.<br \/>\nTransporte e seguran\u00e7a<br \/>\nNa semana passada houve uma reuni\u00e3o no Pier Mau\u00e1 com \u00f3rg\u00e3os da prefeitura e o Batalh\u00e3o de Policiamento em \u00c1reas Tur\u00edsticas (BPTur), para tra\u00e7ar um plano operacional em conjunto. Somados, os navios ficar\u00e3o 99 dias ancorados na cidade. Entre as preocupa\u00e7\u00f5es principais est\u00e3o tr\u00eas datas em que haver\u00e1 quatro embarca\u00e7\u00f5es ancoradas no porto ao mesmo tempo: 31 de dezembro (r\u00e9veillon), 20 de fevereiro (carnaval) e 18 de mar\u00e7o. A maior quantidade de passageiros deve ser registrada na virada do ano, quando est\u00e1 programada a passagem de 13.808 turistas pelo terminal.<\/p>\n<p>\u201cA previs\u00e3o \u00e9 que cerca de 500 mil turistas circulem pela cidade entre o pr\u00f3ximo dia 28 e 17 de abril de 2023. Para a economia do Rio, esse \u00e9 um movimento importante j\u00e1 que estudos indicam que, em m\u00e9dia, eles gastam R$ 500 por dia de perman\u00eancia na cidade\u201d, disse o secret\u00e1rio municipal de Turismo, Ant\u00f4nio Mariano. \u201cNessa retomada, vamos adotar algumas medidas, como demarcar bols\u00f5es de estacionamentos para t\u00e1xis e carros de aplicativos. A ideia \u00e9 garantir uma boa oferta de transporte. Nos pr\u00f3ximos dias, a CET-Rio est\u00e1 definindo estrat\u00e9gias para reduzir o impacto no tr\u00e2nsito e haver\u00e1 refor\u00e7o da Guarda Municipal. Ainda estamos estudando com a Riotur a implanta\u00e7\u00e3o de uma Central de Atendimento ao Turista (CAT), para prestar informa\u00e7\u00f5es sobre destinos na cidade\u201d, acrescentou o secret\u00e1rio.<br \/>\nNo Pier Mau\u00e1, na sa\u00edda e na chegada, os passageiros v\u00e3o se deslocar de \u00f4nibus entre os navios e um antigo galp\u00e3o de armazenagem de trigo, que por anos abasteceu de mat\u00e9ria-prima a antiga planta industrial do Moinho Fluminense. O galp\u00e3o \u00e9 conhecido pela arte em grafite \u201cEtnias\u201d, de Eduardo Kobra. Marinho acrescentou que o cen\u00e1rio tende a ser mais otimista na temporada 2023\/2024, com maior n\u00famero de atraca\u00e7\u00f5es e a extens\u00e3o da temporada, come\u00e7ando no in\u00edcio de outubro e terminando apenas em maio.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s dois anos com restri\u00e7\u00f5es \u00e0 chegada de navios de passageiros por causa da pandemia da covid-19, o Rio se prepara para a retomada da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":41831,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-41830","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41830","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41830"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41830\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41832,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41830\/revisions\/41832"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41831"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41830"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41830"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41830"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}