{"id":41778,"date":"2022-10-07T11:36:33","date_gmt":"2022-10-07T14:36:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=41778"},"modified":"2022-10-07T11:36:33","modified_gmt":"2022-10-07T14:36:33","slug":"forca-naval-do-nordeste-e-a-participacao-na-segunda-guerra-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/forca-naval-do-nordeste-e-a-participacao-na-segunda-guerra-mundial\/","title":{"rendered":"For\u00e7a Naval do Nordeste e a participa\u00e7\u00e3o na Segunda Guerra Mundial"},"content":{"rendered":"<p class=\"rtejustify\">H\u00e1 80 anos era criada a For\u00e7a Naval do Nordeste (FNNE), pelo Aviso n\u00ba.661 de 5 de outubro de 1942. Essa foi uma resposta r\u00e1pida ao processo de reorganiza\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil (MB) para adequar-se \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de conflito causado pela Segunda Guerra Mundial. A participa\u00e7\u00e3o brasileira na guerra foi marcada, inclusive, pelo sacrif\u00edcio de her\u00f3is an\u00f4nimos que deram suas vidas pela na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">A ent\u00e3o rec\u00e9m-criada For\u00e7a foi inicialmente composta pelos seguintes navios: Cruzadores \u201cBahia\u201d e \u201cRio Grande do Sul\u201d; Navios-Mineiros \u201cCarioca\u201d, \u201cCaravelas\u201d, \u201cCamaqu\u00e3\u201d e \u201cCabedelo\u201d (posteriormente reclassificados como corvetas); e os Ca\u00e7a-Submarinos \u201cGuapor\u00e9\u201d e \u201cGurupi\u201d. A FNNE recebeu, ainda, navios que acabavam de ser prontificados pelos estaleiros brasileiros e v\u00e1rios navios-escolta anti-submarino cedidos pelos norte-americanos; constituindo-se na For\u00e7a-Tarefa 46 da For\u00e7a do Atl\u00e2ntico Sul, subordinada a 4\u00aa Esquadra Norte-Americana, reunindo a MB com a Marinha dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, que j\u00e1 lutava contra a amea\u00e7a submarina desde 1941.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Para ampliar o tema, o Capit\u00e3o de Mar e Guerra (Intendente da Marinha) Jo\u00e3o Ferreira Leal Neto concedeu uma entrevista para a Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias sobre a atua\u00e7\u00e3o da FNNE, que contribuiu para a livre circula\u00e7\u00e3o nas linhas de navega\u00e7\u00e3o do Atl\u00e2ntico Sul contra a a\u00e7\u00e3o de submarinos e navios inimigos. Ele \u00e9 autor do livro \u201cGuerra Naval na Costa Nordestina \u2013 A participa\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil no esfor\u00e7o naval de guerra na \u00e1rea de jurisdi\u00e7\u00e3o do atual 3\u00aa Distrito Naval (Cear\u00e1 a Alagoas) durante a 2\u00aa Guerra Mundial\u201d, lan\u00e7ado em maio deste ano.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>O senhor pode explicar o que motivou a cria\u00e7\u00e3o da For\u00e7a Naval do Nordeste?<\/strong><br \/>\nA hist\u00f3ria da For\u00e7a Naval do Nordeste iniciou em janeiro de 1942, quando a Marinha do Brasil resolveu refor\u00e7ar a defesa da costa brasileira na Regi\u00e3o Nordeste, j\u00e1 prevendo que provavelmente haveria incurs\u00f5es inimigas naquela \u00e1rea mar\u00edtima nos meses seguintes. Nesse sentido, houve a decis\u00e3o de enviar, para patrulhar a costa nordestina, uma For\u00e7a Naval, denominada Divis\u00e3o de Cruzadores, sob o Comando do Contra-Almirante Jorge Dodsworth, composta por navios que pertenciam a Esquadra brasileira que era sediada no Rio de Janeiro.<\/p>\n<div>\n<p class=\"rtejustify\">Passado alguns meses, em setembro de 1942, j\u00e1 sob o Comando do ent\u00e3o Capit\u00e3o de Mar e Guerra Alfredo Carlos Soares Dutra, aquela For\u00e7a Naval, como resultado de um acordo entre os Governos do Brasil e dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA), passaria a ser operacionalmente subordinada a Esquadra norte-americana em atua\u00e7\u00e3o no Atl\u00e2ntico Sul, cujo Comando estava sediado em Recife (PE), recebendo, nessa ocasi\u00e3o, a denomina\u00e7\u00e3o funcional de \u201cFor\u00e7a-Tarefa 46\u201d da Esquadra do Atl\u00e2ntico Sul.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">No m\u00eas seguinte, em 5 de outubro de 1942, pelo Aviso n\u00ba 1.661\/42, a antiga Divis\u00e3o de Cruzadores passaria a ser oficialmente denominada \u201cFor\u00e7a Naval do Nordeste\u201d, permanecendo com esse nome at\u00e9 a sua extin\u00e7\u00e3o, em novembro de 1945.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Foram v\u00e1rios os fatores que motivaram a decis\u00e3o da Marinha de refor\u00e7ar a defesa do litoral nordestino, com a cria\u00e7\u00e3o de uma For\u00e7a Naval espec\u00edfica para patrulhar a regi\u00e3o, al\u00e9m de aceitar participar de uma alian\u00e7a militar com os EUA, cabendo mencionar os seguintes:<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\u00a0 &#8211; A entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial, em 7 de dezembro de 1941, ap\u00f3s o ataque japon\u00eas a Base Naval de Pearl Harbor, impossibilitou o Brasil de permanecer totalmente neutro ao conflito, pois estavam em vigor acordos internacionais relacionados \u00e0 defesa m\u00fatua do continente americano nos casos de agress\u00e3o externa. Dessa forma, em 28 de fevereiro de 1942, o Brasil romperia rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com os pa\u00edses do Eixo (Alemanha, It\u00e1lia e Jap\u00e3o) e, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de afundamentos de navios brasileiros por submarinos alem\u00e3es e italianos, declararia, em 22 de agosto de 1942, guerra \u00e0 Alemanha e a It\u00e1lia;<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\u00a0 &#8211; A estrat\u00e9gia naval adotada pelos dois pa\u00edses europeus do Eixo (Alemanha e It\u00e1lia), principalmente a partir de 1942, de atacar a marinha mercante aliada, com o objetivo de interromper o fluxo de suprimentos das Am\u00e9ricas para a Inglaterra e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, visando enfraquecer o esfor\u00e7o de guerra desses pa\u00edses inimigos, levou ao acirramento das a\u00e7\u00f5es navais na \u00e1rea mar\u00edtima do Atl\u00e2ntico. Esses ataques foram realizados principalmente por submarinos e resultaram no afundamento de centenas de navios de diversas nacionalidades, dentre os quais: um barco de pesca e 31 navios mercantes brasileiros, al\u00e9m de um navio de guerra da nossa Marinha \u2013 o Navio-Auxiliar (NA) \u201cVital de Oliveira\u201d\u2013, com um total de 1082 vidas perdidas.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Cabe observar que, al\u00e9m do NA \u201cVital de Oliveira\u201d, foram perdidos, durante o conflito, mais 2 navios de guerra: a Corveta \u201cCamaqu\u00e3\u201d e o Cruzador \u201cBahia\u201d.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Nesse contexto, era fundamental para a estabilidade da economia brasileira, muito dependente do com\u00e9rcio mar\u00edtimo internacional, al\u00e9m do abastecimento das cidades litor\u00e2neas, realizado principalmente via navega\u00e7\u00e3o de cabotagem, que o tr\u00e1fego mar\u00edtimo ao longo do litoral fosse mantido seguro contra investidas navais inimigas, da\u00ed a necessidade da Marinha do Brasil implementar a\u00e7\u00f5es visando a manuten\u00e7\u00e3o dessa seguran\u00e7a; e<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">\u00a0 &#8211; Os Estados do Rio Grande do Norte, Para\u00edba e Pernambuco, por estarem situados pr\u00f3ximos ao extremo oriental da costa sul-americana e, dessa forma, serem as regi\u00f5es das Am\u00e9ricas mais pr\u00f3ximas da costa ocidental africana, tornavam o Nordeste um ponto estrat\u00e9gico muito importante em uma \u00e9poca em que as aeronaves tinham baixa autonomia de voo e estavam ocorrendo batalhas decisivas entre as for\u00e7as aliadas e do Eixo pelo controle do norte da \u00c1frica. Tanto assim, que os EUA tinham grande interesse militar pela regi\u00e3o e j\u00e1 tinham, no in\u00edcio de 1942, com a conson\u00e2ncia do Governo brasileiro, estabelecido importantes bases militares no local, tais como: a Base A\u00e9rea de Parnamirim (Parnamirim Field), pr\u00f3xima a Natal (RN), e a Base Naval Fox, em Recife, que seria, durante todo o per\u00edodo da guerra, a sede do Comando da Esquadra do Atl\u00e2ntico Sul, depois denominada 4\u00aa Esquadra dos EUA.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Nesse contexto, a Marinha do Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial, tamb\u00e9m precisou dedicar especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 defesa dessa \u00e1rea estrat\u00e9gica do litoral brasileiro, ampliando, por exemplo, o n\u00famero de organiza\u00e7\u00f5es militares na regi\u00e3o, com a cria\u00e7\u00e3o do Comando Naval do Nordeste (depois Comando do 3\u00ba Distrito Naval); criando a Base Naval de Natal, o Hospital Naval de Natal e a 3\u00ba Companhia Regional de Fuzileiros Navais de Natal (depois Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal), al\u00e9m do, j\u00e1 citado, envio para o Nordeste de uma For\u00e7a Naval, que depois de alguns meses ficaria subordinada operacionalmente a Esquadra do Atl\u00e2ntico Sul norte-americana e seria denominada For\u00e7a Naval do Nordeste.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Qual era a miss\u00e3o da Marinha nesse contexto hist\u00f3rico?<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">O Brasil na \u00e9poca da Segunda Guerra Mundial ainda era um pa\u00eds pouco desenvolvido, muito carente de estradas, onde as principais cidades estavam situadas, em sua grande maioria, pr\u00f3ximas ao litoral e a comunica\u00e7\u00e3o entre elas se fazia basicamente por via mar\u00edtima. Esses centros urbanos eram, ent\u00e3o, como ilhas de um arquip\u00e9lago, onde o principal fluxo, tanto de carga, quanto de pessoas, era feito por meio de navios, nacionais ou estrangeiros, tornando a economia e o abastecimento desses locais totalmente dependentes do tr\u00e1fego mar\u00edtimo realizado ao longo da costa brasileira.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Assim, com a intensifica\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de guerra naval no Atl\u00e2ntico Sul, principalmente a partir de agosto de 1942, quando foram afundados seis navios brasileiros pr\u00f3ximos aos litorais de Sergipe e da Bahia, e o Brasil declarou guerra \u00e0 Alemanha e a It\u00e1lia, coube a Marinha do Brasil a miss\u00e3o de proteger as rotas mar\u00edtimas e os navios mercantes e pesqueiros que estivessem navegando ao longo da costa brasileira, impedindo que os fluxos comerciais fossem prejudicados ou interrompidos por raz\u00f5es de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Para prover essa seguran\u00e7a foi necess\u00e1rio implementar uma s\u00e9rie de medidas, tais como: maior controle de acesso \u00e0s \u00e1reas portu\u00e1rias; diminui\u00e7\u00e3o da ilumina\u00e7\u00e3o urbana nos locais pr\u00f3ximos aos portos e fundeadouros para dificultar a visualiza\u00e7\u00e3o de alvos pelos submarinos; e principalmente obrigar que os navios s\u00f3 navegassem em comboios, cabendo aos meios navais da Marinha a realiza\u00e7\u00e3o das escoltas que protegeriam essas embarca\u00e7\u00f5es de ataques inimigos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"rtejustify\">Nesse sentido, a pol\u00edtica externa brasileira, conduzida pelo Presidente Get\u00falio Vargas, foi decisiva, pois soube defender os objetivos nacionais, utilizando como principal moeda de troca o interesse norte-americano em estabelecer bases militares em territ\u00f3rio brasileiro, principalmente no Nordeste do pa\u00eds. Essas bases eram fundamentais para o apoio log\u00edstico aos meios navais e a\u00e9reos que estavam sendo empregados no Hemisf\u00e9rio Sul e a sua exist\u00eancia seria decisiva para a vit\u00f3ria final dos Aliados.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Desta forma a Marinha do Brasil p\u00f4de adquirir 24 navios ao longo dos anos de 1942 at\u00e9 1945 que foram imediatamente empregados nas opera\u00e7\u00f5es de guerra, al\u00e9m de possibilitar a moderniza\u00e7\u00e3o de diversos meios, com a aquisi\u00e7\u00e3o de armamento e equipamentos diversos, al\u00e9m do envio de dezenas de militares ao exterior para a realiza\u00e7\u00e3o dos mais diversos tipos de adestramentos.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">No entanto, logo no in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es, consciente que a Marinha do Brasil, devido \u00e0s defici\u00eancias de pessoal e de material, estava incapacitada de cumprir sozinha a enorme miss\u00e3o que lhe havia sido atribu\u00edda, houve a decis\u00e3o de transferir o Comando Operacional das for\u00e7as navais em atua\u00e7\u00e3o na costa brasileira para a Esquadra do Atl\u00e2ntico Sul, depois 4\u00aa Esquadra dos EUA, parcela da Marinha norte-americana que estava atuando no Hemisf\u00e9rio Sul e cuja base principal era a cidade de Recife. Assim, a Divis\u00e3o de Cruzadores, depois For\u00e7a Naval do Nordeste, passou a ser funcionalmente conhecida como \u201cFor\u00e7a-Tarefa 46\u201d e a ela foi atribu\u00edda como miss\u00e3o principal: prover escolta aos comboios formados pelos navios mercantes que navegassem na costa nordestina em dire\u00e7\u00e3o a Trinidad e Tobago, no Caribe, e vice-versa.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Cabe ressaltar que a Marinha do Brasil obteve grande sucesso no cumprimento da miss\u00e3o que lhe foi atribu\u00edda, tendo os navios da For\u00e7a Naval do Nordeste navegado mais de 600 mil milhas mar\u00edtimas e escoltado 3.164 navios mercantes nacionais e estrangeiros, em 575 comboios que transportaram 16 milh\u00f5es de toneladas de suprimentos para os aliados.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Para concluir, gostaria de fazer men\u00e7\u00e3o \u00e0s palavras de um veterano da For\u00e7a Naval do Nordeste, Capit\u00e3o-Tenente Helio Leoncio Martins, que, segundo meu entendimento, resume de forma magistral o que foi a atua\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil durante a 2\u00aa Guerra Mundial. \u201cA guerra que travamos no mar contra os submarinos do Eixo n\u00e3o incluiu lances heroicos, nem encontros emocionantes com o inimigo. Caracterizou-a a pertin\u00eancia com que os navios antissubmarinos se mantinham no mar, na defesa dos mercantes, e a disposi\u00e7\u00e3o de enfrentar a monotonia das idas e vindas dos comboios\u201d.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\"><strong>Agora sobre o livro que o senhor publicou, o que o inspirou a escrever sobre esse tema?<\/strong><\/p>\n<p class=\"rtejustify\">A motiva\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o desse livro come\u00e7ou quando iniciei minha gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Durante o curso, fiquei bastante incomodado pela falta de interesse e desconhecimento dos professores e colegas pelos temas relacionados a hist\u00f3ria naval. Nas aulas e rodas de conversas em que eu participava, quando, por exemplo, se falava sobre a Segunda Guerra Mundial, o pouco conhecimento que se tinha era limitado \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da FEB na It\u00e1lia, ou algumas hist\u00f3rias sobre a Base A\u00e9rea de Parnamirim (Parnamirim Field), nada sendo dito sobre a atua\u00e7\u00e3o da Marinha na defesa do litoral nordestino. Nessas ocasi\u00f5es, eu surpreendia a todos quando lhes informava que houve mais marinheiros de nossa Marinha de Guerra mortos no conflito que soldados da FEB na It\u00e1lia.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Assim, desde aquela \u00e9poca, vinha alimentando o interesse pelo tema e a vontade de algum dia publicar um texto que abordasse a participa\u00e7\u00e3o da Marinha no conflito.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">O livro aborda a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica e o interesse das For\u00e7as Armadas norte-americanas pelo Nordeste do Brasil, a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, a situa\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil no in\u00edcio do conflito e as a\u00e7\u00f5es que foram efetuadas para melhorar a situa\u00e7\u00e3o material e o adestramento do pessoal, a cria\u00e7\u00e3o das atuais Organiza\u00e7\u00f5es Militares do 3\u00ba Distrito Naval, a cria\u00e7\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o da For\u00e7a Naval do Nordeste, descreve o afundamento dos tr\u00eas navios de guerra ocorridos durante o conflito (o Navio-Auxiliar \u201cVital de Oliveira\u201d; a Corveta \u201cCamaqu\u00e3\u201d; e o \u201cCruzador Bahia\u201d) e relata o sacrif\u00edcio e os atos de hero\u00edsmo vivenciados pelos nossos veteranos que guarneceram os navios de guerra brasileiros nas diversas opera\u00e7\u00f5es ocorridas no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Assim, o desejo \u00e9 que esse livro, de alguma forma, possa contribuir para a valoriza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da Marinha na Segunda Guerra Mundial, em especial, para o resgaste de her\u00f3is an\u00f4nimos, marinheiros que passaram longos dias a bordo de navios sem nenhum conforto, muitos sacrificando suas vidas no estrito cumprimento do dever.<\/p>\n<p><strong>Navio-Museu \u201cBauru\u201d<\/strong><br \/>\nO Navio-Museu \u201cBauru\u2019 \u00e9 uma das atra\u00e7\u00f5es do Espa\u00e7o Cultural da Marinha, no Boulevard Ol\u00edmpico, Pra\u00e7a XV, Rio de Janeiro (RJ). A visita ao \u201cBauru\u201d \u00e9 voltada para contar sobre a participa\u00e7\u00e3o da Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Veja <a href=\"https:\/\/www.marinha.mil.br\/dphdm\/navio-bauru\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>\u00a0sobre os ingressos e os hor\u00e1rios de visita\u00e7\u00f5es ao navio e a outros atrativos culturais.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Marinha de Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 80 anos era criada a For\u00e7a Naval do Nordeste (FNNE), pelo Aviso n\u00ba.661 de 5 de outubro de 1942. 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