{"id":41139,"date":"2022-08-31T08:44:25","date_gmt":"2022-08-31T11:44:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=41139"},"modified":"2022-08-31T08:44:25","modified_gmt":"2022-08-31T11:44:25","slug":"planejamento-espacial-marinho-um-mar-de-oportunidades-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/planejamento-espacial-marinho-um-mar-de-oportunidades-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"Planejamento Espacial Marinho: um mar de oportunidades para o Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O Planejamento Espacial Marinho (PEM) \u00e9 tema de uma palestra gratuita que ser\u00e1 realizada no dia 2 de setembro, no Clube Naval, no Rio de Janeiro (RJ), pelo Secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o Interministerial para os Recursos do Mar, Contra-Almirante Marcos Ant\u00f4nio Linhares Soares. O evento tamb\u00e9m ser\u00e1 transmitido ao vivo pelo canal\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCRU_qp5O0LfwrPbwoKdFseQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clube Naval Sede Social<\/a>\u00a0no YouTube. Para quem desejar participar presencialmente, basta enviar e-mail para\u00a0<a href=\"mailto:cultural@clubenaval.org.br\">cultural@clubenaval.org.br<\/a> at\u00e9 esta quarta-feira (31).<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o assunto do ordenamento do espa\u00e7o marinho ganhou relev\u00e2ncia e proje\u00e7\u00e3o nacional e internacional, com o prop\u00f3sito de promover o uso compartilhado do ambiente marinho. Em 2017, durante a Confer\u00eancia da ONU para os Oceanos, o Brasil assumiu o compromisso volunt\u00e1rio de implantar o PEM at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>Com este prop\u00f3sito, a Marinha do Brasil (MB) assinou, no come\u00e7o do ano, um Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para viabilizar, apoiar e acompanhar estudos t\u00e9cnicos para a implementa\u00e7\u00e3o do PEM, que ser\u00e1 iniciado com um projeto-piloto na regi\u00e3o mar\u00edtima do Sul do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O tema, inclusive, est\u00e1 destacado no livro \u201cAmaz\u00f4nia Azul: Brasil Marinho\u201d, organizado por Fabio Rubio Scarano e David Zee, que mostra a necessidade de tra\u00e7ar as conex\u00f5es entre as partes para proporcionar uma maior compreens\u00e3o do todo. No cap\u00edtulo intitulado \u201cO territ\u00f3rio Azul\u201d, o autor Marcelo Motta afirma que existe uma am\u00e1lgama s\u00f3cio-pol\u00edtica complexa de interesses na regi\u00e3o. \u201cPara mediar e atender aos diferentes interesses sobre a Amaz\u00f4nia Azul \u00e9 necess\u00e1rio di\u00e1logo e participa\u00e7\u00e3o como base para um planejamento espacial que assegure a conserva\u00e7\u00e3o da vida e o uso sustent\u00e1vel dos recursos dispon\u00edveis nesse importante territ\u00f3rio azul\u201d, ressaltou no livro.<\/p>\n<p><strong>Economia Azul<\/strong><br \/>\nNeste contexto, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.defesaemfoco.com.br\/amazonia-azul-e-a-geopolitica-brasileira-a-marinha-do-brasil-na-defesa-da-amazonia-azul\/\">Amaz\u00f4nia Azul<\/a>, que compreende uma extens\u00e3o de cerca de 5,7 milh\u00f5es de km\u00b2, \u00e9 imprescind\u00edvel para o desenvolvimento e prosperidade do Pa\u00eds, em raz\u00e3o da sua extens\u00e3o e da voca\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica mar\u00edtima do Pa\u00eds. Estimativas apontam que 19% do PIB brasileiro t\u00eam origem no mar, o que representa valores da ordem de R$ 1,1 trilh\u00e3o por ano, tomando-se como refer\u00eancia o ano de 2015. Do mar s\u00e3o extra\u00eddos cerca de 95% do petr\u00f3leo, 80% do g\u00e1s natural e 45% do pescado produzidos no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A professora Andr\u00e9a Bento Carvalho, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul,\u00a0 realizou o primeiro estudo cient\u00edfico sobre o valor da contribui\u00e7\u00e3o do mar para a economia do Pa\u00eds, propondo uma metodologia para esse fim. Ela tamb\u00e9m \u00e9 uma das organizadoras de um in\u00e9dito livro acad\u00eamico coordenado pela Diretoria-Geral de Navega\u00e7\u00e3o (DGN). Intitulado\u00a0\u201cEconomia Azul como vetor do Desenvolvimento Nacional\u201d, a obra trar\u00e1 discuss\u00f5es sobre conceitos; governan\u00e7a; ci\u00eancia; tecnologia e inova\u00e7\u00e3o; e debates econ\u00f4micos para uma economia pr\u00f3spera do mar no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil n\u00e3o possui dados e estat\u00edsticas espec\u00edficas para a contabiliza\u00e7\u00e3o e contribui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos recursos ofertados pelo mar. Mais simplificadamente, n\u00e3o h\u00e1 nas contas nacionais brasileiras distin\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastrias marinhas e n\u00e3o marinhas, de tal forma que a economia do mar, ou \u2018PIB do Mar\u2019, como \u00e9 chamado em alguns pa\u00edses, n\u00e3o \u00e9 estimada\u201d, afirma a Doutora Andr\u00e9a Carvalho.<\/p>\n<p>Por inexistir, at\u00e9 o momento, uma metodologia oficialmente reconhecida para o c\u00e1lculo do \u201cPIB do Mar\u201d, foi criado, em 2020, o Grupo T\u00e9cnico \u201cPIB do Mar\u201d, no \u00e2mbito da Subcomiss\u00e3o para o Plano Setorial para os Recursos do Mar (PSRM) da Comiss\u00e3o Interministerial para os Recursos do Mar e coordenado pelo Minist\u00e9rio da Economia, para definir o conceito \u201cEconomia do Mar\u201d para o Brasil, e identificar os setores e atividades que integram e contribuem para a Economia Azul.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia econ\u00f4mica do espa\u00e7o mar\u00edtimo n\u00e3o \u00e9 uma exclusividade do Brasil. Estudos da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) indicam que, at\u00e9 2030, \u00e9 previsto um crescimento anual de 3,5% para as ind\u00fastrias globais baseadas nos oceanos, com perspectiva de gera\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de empregos. Tamb\u00e9m segundo proje\u00e7\u00f5es da OCDE, a demanda pelo com\u00e9rcio mar\u00edtimo triplicar\u00e1 entre 2015 e 2050, respondendo os navios por mais de 75% do transporte global de carga.<\/p>\n<div>\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nNo contexto das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, cerca de 95% do com\u00e9rcio exterior nacional \u00e9 transportado pelo mar. No in\u00edcio de agosto, durante o Encontro Nacional do Agro realizado em Bras\u00edlia, foi divulgado que o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras \u00e9 a China, com participa\u00e7\u00e3o de 36,4%. A Uni\u00e3o Europeia, segundo principal destino, correspondeu a 15,6%, e os Estados Unidos figuraram na terceira posi\u00e7\u00e3o, com participa\u00e7\u00e3o de 6,2%. Completam a lista dos dez principais destinos: Tail\u00e2ndia (3,0%); Bangladesh (3,0%); Ir\u00e3 (2,7%); \u00cdndia (2,1%); Coreia do Sul (1,9%); Ar\u00e1bia Saudita (1,8%); e Turquia (1,7%).<\/p>\n<p>Al\u00e9m da exporta\u00e7\u00e3o pela via mar\u00edtima, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rtUi5DAn3Vo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Amaz\u00f4nia Azul<\/a>\u00a0possui um bioma marinho que interfere diretamente na economia do Pa\u00eds, cuja soma de todos os recursos minerais, vivos, energ\u00e9ticos e n\u00e3o extrativos desse ecossistema oferece uma biodiversidade riqu\u00edssima.<\/p>\n<\/div>\n<p>Fonte: Defesa em Foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Planejamento Espacial Marinho (PEM) \u00e9 tema de uma palestra gratuita que ser\u00e1 realizada no dia 2 de setembro, no Clube Naval, no Rio de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":41140,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-41139","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41139"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41141,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41139\/revisions\/41141"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}