{"id":41114,"date":"2022-08-30T08:55:34","date_gmt":"2022-08-30T11:55:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=41114"},"modified":"2022-08-30T08:55:34","modified_gmt":"2022-08-30T11:55:34","slug":"expansao-do-parque-eolico-impulsiona-o-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/expansao-do-parque-eolico-impulsiona-o-mercado\/","title":{"rendered":"Expans\u00e3o do parque e\u00f3lico impulsiona o mercado"},"content":{"rendered":"<p>A expans\u00e3o da energia e\u00f3lica impulsiona a ind\u00fastria do a\u00e7o. Com 11% do total, a fonte j\u00e1 \u00e9 a segunda principal da matriz energ\u00e9tica nacional, perdendo apenas para as hidrel\u00e9tricas. Os parques e\u00f3licos em opera\u00e7\u00e3o somam 22 gigawatts de capacidade instalada e outros 14 gigawatts ser\u00e3o inaugurados nos pr\u00f3ximos cinco anos. A expectativa \u00e9 que, at\u00e9 2024, o Brasil tenha pelo menos 30 GW de capacidade e\u00f3lica instalada.<\/p>\n<p>Cada novo megawatt de energia e\u00f3lica demanda mais de 100 toneladas de a\u00e7o, material essencial nas usinas. A\u00e7os longos fornecidos por Gerdau e Usiminas s\u00e3o usados nas torres. Os eixos necessitam de a\u00e7o forjado fabricados por Gerdau Summit, Villares Metals, Uniforja e GRI Iraeta. Tamb\u00e9m h\u00e1 a\u00e7o nos flanges &#8211; esp\u00e9cie de an\u00e9is necess\u00e1rios para as emendas de cada parte da torre. A base, concretada, demanda vergalh\u00e3o de a\u00e7o e \u00e9 chumbada com cerca de 200 parafusos, tamb\u00e9m de a\u00e7o, fabricados pela ArcelorMittal, CSN e Vallourec.<\/p>\n<p>Empresas como a Torres E\u00f3licas do Nordeste (TEN), a Torrebras e a Engebasa se estabeleceram na esteira da expans\u00e3o da energia e\u00f3lica com a fabrica\u00e7\u00e3o de torres para as usinas. A GRI Flanges Brazil se preparou para produzir flanges de conex\u00e3o de cada parte de uma torre. A dinamarquesa Vestas, a americana GE, uma divis\u00e3o da alem\u00e3 Siemens com a espanhola Gamesa e a chinesa Goldwind fabricam aerogeradores para as usinas.<\/p>\n<p>\u201cCada aerogerador constru\u00eddo demanda, em m\u00e9dia, 400 toneladas de a\u00e7o considerando desde a funda\u00e7\u00e3o at\u00e9 o topo. Estima-se que, at\u00e9 o final de 2024, o setor demande aproximadamente 800 mil toneladas de a\u00e7o, com a constru\u00e7\u00e3o de mais de 2.000 aerogeradores\u201d, diz Giovanni Marques da Costa, gerente de marketing da A\u00e7ovisa, fornecedora de a\u00e7os especiais para aerogeradores, al\u00e9m de v\u00e1lvulas, pinos, carca\u00e7as e eixos de geradores e caixas de c\u00e2mbio.<\/p>\n<p>A A\u00e7ovisa, com mais de 25 anos de atua\u00e7\u00e3o, conta com 15 filiais no Sul e Sudeste e um projeto para abrir mais dez unidades at\u00e9 o final de 2023. Muitos ser\u00e3o instalados no Nordeste, que hoje abriga os maiores parques e\u00f3licos do pa\u00eds com demandas constantes para a\u00e7os especiais. A empresa investiu R$ 100 milh\u00f5es na compra de uma nova planta industrial para ampliar a capacidade de atua\u00e7\u00e3o junto ao setor e\u00f3lico.<\/p>\n<p>Os investimentos s\u00e3o embalados por projetos de governos estaduais e das grandes geradoras de energia. O Rio de Janeiro mapeou nove projetos que totalizam 27,4 gigawatts de pot\u00eancia e com potencial de atra\u00e7\u00e3o de investimento de US$ 85,2 bilh\u00f5es. A estimativa \u00e9 que os 14 gigawatts que dever\u00e3o ser acrescidos ao sistema e\u00f3lico implicam investimentos R$ 100 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/p>\n<p>S\u00f3 a Engie Brasil Energia est\u00e1 investindo mais de R$ 8 bilh\u00f5es em dois projetos de energia e\u00f3lica. Um deles \u00e9 o Conjunto E\u00f3lico Santo Agostinho, no Rio Grande do Norte, com mais 434 megawatts de capacidade instalada. A previs\u00e3o \u00e9 de uma necessidade de 35 mil toneladas de a\u00e7o em torres, aerogeradores, equipamentos das esta\u00e7\u00f5es e subesta\u00e7\u00f5es de energia e nos cabos. O projeto, com investimento de R$ 2,3 bilh\u00f5es, est\u00e1 na fase de recebimento das torres, que s\u00e3o constru\u00eddas na Bahia e transportadas por rodovias.<\/p>\n<p>Recentemente, a empresa concluiu a compra dos direitos de desenvolvimento do Projeto Serra do Assuru\u00e1, com capacidade de 880 MW e investimento estimado em R$ 6 bilh\u00f5es. A previs\u00e3o \u00e9 de uma necessidade de 65 mil toneladas de a\u00e7o. Em projetos de linhas de transmiss\u00e3o, a Engie tamb\u00e9m possui uma alta demanda do insumo. Em dois deles, o consumo previsto \u00e9 de 90 mil toneladas de a\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cA companhia apoia a descarboniza\u00e7\u00e3o de seus clientes e busca diferentes solu\u00e7\u00f5es para apoiar ind\u00fastrias de uso intensivo que colaboram para a compensa\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es\u201d, diz Marcio Neves, diretor de implanta\u00e7\u00e3o da Engie.<\/p>\n<p>\u201cHoje existe uma quantidade grande de energia contratada, mas para crescer al\u00e9m de 2027 o setor depende do cen\u00e1rio futuro e da energia que ser\u00e1 alocada pela Eletrobras \u201d, diz Rosana Santos, pesquisadora do Centro de Estudos em Regula\u00e7\u00e3o e Infraestrutura da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV Ceri).<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A expans\u00e3o da energia e\u00f3lica impulsiona a ind\u00fastria do a\u00e7o. 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