{"id":40952,"date":"2022-08-19T10:25:40","date_gmt":"2022-08-19T13:25:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=40952"},"modified":"2022-08-19T10:25:40","modified_gmt":"2022-08-19T13:25:40","slug":"futuro-da-navegacao-autonoma-foi-tema-de-palestra-na-navalshore","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/futuro-da-navegacao-autonoma-foi-tema-de-palestra-na-navalshore\/","title":{"rendered":"Futuro da navega\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma foi tema de palestra na Navalshore"},"content":{"rendered":"<p>As embarca\u00e7\u00f5es remotas devem ditar os rumos da navega\u00e7\u00e3o, concordam os palestrantes do painel sobre Navega\u00e7\u00e3o Aut\u00f4noma na confer\u00eancia realizada na Navalshore 2022.<\/p>\n<p>Com um modelo de neg\u00f3cios focado na oferta de servi\u00e7os via sistemas n\u00e3o tripulados, descritos como \u201cdrone as a service\u201d, a startup TideWise \u2013 uma das expositoras da feira \u2013 busca solucionar desafios da ind\u00fastria mar\u00edtima, por meio de sua capacidade em desenvolver tecnologias que otimizem as opera\u00e7\u00f5es, reduzindo custos e riscos e aumentando a taxa de utiliza\u00e7\u00e3o de seus sistemas aut\u00f4nomos.<\/p>\n<p>\u201cNosso foco \u00e9 coletar mais dados, mais valor e com menos riscos e menos impacto ambiental, por meio de embarca\u00e7\u00f5es n\u00e3o tripuladas, que consumam menos combust\u00edveis. Temos tido um grande aprendizado nesse sentido, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, operando legalmente junto \u00e0 Marinha do Brasil, al\u00e9m de continuarmos a desenvolver novos projetos com demais \u00f3rg\u00e3os reguladores do pa\u00eds\u201d, disse o CEO da TideWise, Rafael Coelho, durante a confer\u00eancia.<\/p>\n<p>Criada em 2019, a empresa desenvolveu o USV &#8220;Tupan&#8221;, sua primeira embarca\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma multiprop\u00f3sito, que foi lan\u00e7ada ao mar em agosto de 2020. Em entrevista exclusiva \u00e0 Portos e Navios, Coelho destacou que, desde ent\u00e3o, a startup vem realizando projetos de PD&amp;I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o) e opera\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas portu\u00e1rias, costeiras e offshore.<\/p>\n<p>\u201cO USV &#8220;Tupan&#8221; foi a primeira embarca\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma registrada pela Marinha do Brasil e a primeira embarca\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma brasileira a navegar no exterior, em uma opera\u00e7\u00e3o no Mar do Norte, realizada entre maio e junho de 2022\u201d, informou o executivo.<\/p>\n<p>Ele salientou que a TideWise passa por um momento de consolidar sua atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de opera\u00e7\u00f5es offshore em \u00e1guas brasileiras, que inclui o desenvolvimento da primeira embarca\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma para transporte de passageiros do Hemisf\u00e9rio Sul, que est\u00e1 prevista para ser lan\u00e7ada no Rio de Janeiro, ainda em 2022, al\u00e9m de refor\u00e7ar a posi\u00e7\u00e3o da startup como refer\u00eancia regional no desenvolvimento e opera\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas.<\/p>\n<p>\u201cEm m\u00e9dio prazo, pretendemos converter uma embarca\u00e7\u00e3o tripulada (convencional) em n\u00e3o tripulada, por meio da implementa\u00e7\u00e3o do WiseControl. Queremos expandir a empresa para o mercado europeu, desenvolver uma frota de embarca\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas em \u00e1guas brasileiras, disponibilizar embarca\u00e7\u00f5es para servi\u00e7os na Europa e ser uma refer\u00eancia global no desenvolvimento e opera\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas\u201d, adiantou o CEO da TideWise.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o do executivo, a inova\u00e7\u00e3o que envolve os sistemas n\u00e3o tripulados \u00e9 uma tend\u00eancia irrevers\u00edvel, que est\u00e1 sendo observada de forma global, principalmente em rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os que demandam a otimiza\u00e7\u00e3o de custos, seguran\u00e7a e confiabilidade. \u201cNa ind\u00fastria offshore, isso pode ser notado pela automatiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es, a partir do crescente uso de ROVs (Remotely Operated Underwater Vehicle), AUVs (Autonomous Underwater Vehicles) e UAVs (Unmanned Aerial Vehicles)\u201d, citou.<\/p>\n<p>Conforme Coelho, hoje em dia, considerando a versatilidade das aplica\u00e7\u00f5es, o uso de USVs vem aumentando rapidamente, em especial porque suas aplica\u00e7\u00f5es variam desde o transporte de cargas, vigil\u00e2ncia, levantamentos batim\u00e9tricos at\u00e9 o uso como nave-m\u00e3e para opera\u00e7\u00f5es com ROVs.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o enxergamos as embarca\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas como substitutas de profissionais humanos, mas como potencializadoras de suas atividades. A capacidade de gerenciar e operar embarca\u00e7\u00f5es n\u00e3o tripuladas, em qualquer lugar do mundo, a partir de centros de controle remotos, significa que menos pessoas precisam trabalhar em ambientes offshore extremos e potencialmente perigosos. Al\u00e9m disso, os USVs s\u00e3o ve\u00edculos extremamente eficientes para a aquisi\u00e7\u00e3o de dados, permitindo que a equipe mar\u00edtima priorize tarefas anal\u00edticas complexas, em vez de gastar tempo apoiando atividades b\u00e1sicas de navega\u00e7\u00e3o\u201d, salientou o executivo.<\/p>\n<p>Tecnologia 4.0<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m presente na Navalshore, durante o painel sobre Navega\u00e7\u00e3o Aut\u00f4noma, Denise Grundler, gerente executiva da Companhia de Navega\u00e7\u00e3o Norsul, fez um breve esbo\u00e7o sobre a atua\u00e7\u00e3o da empresa no Brasil no transporte de cabotagem, destacando suas tecnologias inovadoras e de desenvolvimento sustent\u00e1vel, como o programa Carbono Neutro, que visa \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o dos gases de efeito estufa (GEE), al\u00e9m de recentes experimentos em opera\u00e7\u00e3o remota de pequenas embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A Norsul\u00a0j\u00e1 utiliza a tecnologia 4.0 em suas embarca\u00e7\u00f5es a partir de um inovador sistema de monitoramento, que proporciona maior seguran\u00e7a \u00e0 tripula\u00e7\u00e3o e aos servi\u00e7os entregues pela empresa. Da sala de comando, conforme a companhia, 280 sensores podem ser monitorados, em m\u00e9dia, por meio de gr\u00e1ficos e pain\u00e9is gerenciais, que mostram informa\u00e7\u00f5es como velocidade, consumo de combust\u00edvel, posi\u00e7\u00e3o, vento, corrente, rumo, dire\u00e7\u00e3o, temperatura etc.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o transmitidos para um servidor em nuvem via conex\u00e3o 3G\/4G, utilizando a rede dispon\u00edvel de uma das quatro operadoras de telefonia m\u00f3vel no pa\u00eds ou por internet via sat\u00e9lite. Segundo a Norsul, essa tecnologia tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pelo ganho de tempo na atualiza\u00e7\u00e3o do posicionamento das embarca\u00e7\u00f5es e transmiss\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, que passou de seis em seis horas para dois em dois minutos, atualmente. O projeto ser\u00e1 ainda beneficiado com a tecnologia 5G, que chega ao pa\u00eds neste semestre.<\/p>\n<p>\u201cPor meio do controle remoto, utilizando inova\u00e7\u00f5es como a Internet das Coisas (IoT) e a computa\u00e7\u00e3o em nuvem, n\u00f3s temos o controle das nossas embarca\u00e7\u00f5es na palma da m\u00e3o, gra\u00e7as \u00e0 digitaliza\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o\u201d, disse ela, durante a confer\u00eancia da Navalshore, destacando que a Norsul j\u00e1 contabiliza 104 mil horas de monitoramento remoto.<\/p>\n<p>Denise tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre o setor privado e a Marinha do Brasil, como reguladora nacional, e os ensaios pr\u00e1ticos como chave para a implementa\u00e7\u00e3o de novas tecnologias no pa\u00eds, a exemplo da navega\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma.<\/p>\n<p>\u201cEsse mercado est\u00e1 em evolu\u00e7\u00e3o e crescer\u00e1 muito nos pr\u00f3ximos cinco anos. Como o Brasil possui uma costa de 7.500 quil\u00f4metros, o pa\u00eds \u00e9 um excelente local para exerc\u00edcios de treinamentos com essas embarca\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 pela extens\u00e3o do litoral, mas tamb\u00e9m pela presen\u00e7a de v\u00e1rios portos ao longo dele permitindo o teste em curtas dist\u00e2ncias\u201d, analisou Denise, via assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da Norsul.<\/p>\n<p>Ela ainda refor\u00e7ou que a demanda ambiental vem alavancando a tecnologia na navega\u00e7\u00e3o, que pode ter dados com exatid\u00e3o via sistemas de Intelig\u00eancia Artificial (IA).\u00a0\u201cO nicho da navega\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 pouco digital, considerando a ind\u00fastria como um todo, e essa moderniza\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 nova, apesar de necess\u00e1ria ao setor. E n\u00e3o apenas para automatizar processos, mas tamb\u00e9m porque possibilita o acesso a dados precisos das opera\u00e7\u00f5es que s\u00e3o essenciais para manuten\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e mais, dando mais espa\u00e7o para melhorias tamb\u00e9m. Al\u00e9m da telemetria, a Norsul possui outras inova\u00e7\u00f5es, porque entende que a tecnologia \u00e9 a chave do futuro sustent\u00e1vel\u201d, destacou Denise, via assessoria.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o dela, as embarca\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas ser\u00e3o uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio mar\u00edtimo, que ter\u00e1 cada vez mais demanda com a urg\u00eancia da pauta ambiental: \u201cA intelig\u00eancia artificial melhora a seguran\u00e7a, facilita a manuten\u00e7\u00e3o e ainda proporciona a preserva\u00e7\u00e3o da vida marinha. A digitaliza\u00e7\u00e3o dos processos \u00e9 o caminho, inclusive, para cuidar das emiss\u00f5es de CO2 no setor e ajudar na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m presente na confer\u00eancia, o tenente da Marinha do Brasil e professor Igor de Brito Guimar\u00e3es citou algumas diretrizes da IMO (Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional), comentando o desenvolvimento da regulamenta\u00e7\u00e3o internacional sobre navios aut\u00f4nomos mar\u00edtimos. \u201cA IMO est\u00e1 trabalhando em um novo instrumento para navios aut\u00f4nomos mar\u00edtimos, que deve entrar em vigor \u2013 como n\u00e3o obrigat\u00f3rio \u2013 em 2025 e como obrigat\u00f3rio em 2028\u201d, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente da Sociedade Brasileira de Marinha Mercante (Sobramam), Rodrigo Cintra, lembrou sobre a import\u00e2ncia do aspecto humano em torno da implementa\u00e7\u00e3o de novas tecnologias, al\u00e9m da necessidade de melhorar a forma\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o dos mar\u00edtimos brasileiros, para que possam acompanhar a nova e inevit\u00e1vel revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. \u201c\u00c9 importante dizer que, por tr\u00e1s da intelig\u00eancia artificial, h\u00e1 muita intelig\u00eancia humana\u201d, disse.<\/p>\n<p>Durante o debate, que contou com a presen\u00e7a do chairman russo Aleksander Prinsky, do Conselho da Associa\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Marinet, foi un\u00e2nime a conclus\u00e3o de que o Brasil tem aptid\u00e3o para introduzir a navega\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, principalmente por conta da sua continentalidade, como forma de garantir a atratividade da bandeira brasileira, por meio de extensos experimentos na frota costeira, da experi\u00eancia estrangeira dispon\u00edvel e da coopera\u00e7\u00e3o internacional das universidades.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As embarca\u00e7\u00f5es remotas devem ditar os rumos da navega\u00e7\u00e3o, concordam os palestrantes do painel sobre Navega\u00e7\u00e3o Aut\u00f4noma na confer\u00eancia realizada na Navalshore 2022. 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