{"id":40848,"date":"2022-08-12T09:52:49","date_gmt":"2022-08-12T12:52:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=40848"},"modified":"2022-08-12T09:52:49","modified_gmt":"2022-08-12T12:52:49","slug":"crise-na-logistica-global-da-tregua-mas-frete-segue-elevado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/crise-na-logistica-global-da-tregua-mas-frete-segue-elevado\/","title":{"rendered":"Crise na log\u00edstica global d\u00e1 tr\u00e9gua, mas frete segue elevado"},"content":{"rendered":"<p>O caos log\u00edstico desencadeado pela pandemia n\u00e3o terminou, por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o tem dado sinais de melhora, segundo analistas e empresas. Embora os fretes sigam em um patamar elevado, problemas como a falta de cont\u00eaineres e atrasos nas escalas dos navios se atenuaram nas \u00faltimas semanas na costa brasileira &#8211; mesmo em meio \u00e0 temporada de pico do com\u00e9rcio global.<\/p>\n<p>Na rota entre Brasil e \u00c1sia, a capacidade nominal do com\u00e9rcio mar\u00edtimo &#8211; que soma as viagens de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o &#8211; dever\u00e1 chegar, em agosto, a seu maior n\u00edvel desde o in\u00edcio de 2021, segundo dados da consultoria Solve Shipping.<\/p>\n<p>\u201cA log\u00edstica come\u00e7a a voltar \u00e0 normalidade. Os \u2018blank sailings\u2019 [cancelamento de viagens] ca\u00edram muito, temos visto v\u00e1rios \u2018extraloaders\u2019 [navios adicionais], e as rotas est\u00e3o voltando \u00e0 programa\u00e7\u00e3o regular. O estranho \u00e9 que isto esteja acontecendo na temporada de pico\u201d, afirma Leandro Barreto, s\u00f3cio da consultoria.<\/p>\n<p>No auge da crise log\u00edstica global, para al\u00e9m da disparada nos fretes, importadores e exportadores brasileiros sofreram com a falta de espa\u00e7o nas embarca\u00e7\u00f5es e de cont\u00eaineres, o que muitas vezes impossibilitou ou atrasou o escoamento e a vinda de cargas.<\/p>\n<p>Hoje, um fator que tem reduzido a press\u00e3o \u00e9 a desacelera\u00e7\u00e3o das economias na Europa e nos Estados Unidos, o que acaba ampliando a capacidade (de navios e cont\u00eaineres) na costa brasileira, explica Luigi Ferrini, vice-presidente s\u00eanior da empresa de navega\u00e7\u00e3o Hapag Lloyd. \u201cEm 2020 e 2021, muito da capacidade estava sendo destinada a outras rotas globais\u201d, afirma o executivo.<\/p>\n<p>Na Maersk, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que a demanda global de cont\u00eaineres fique est\u00e1vel em 2022, na compara\u00e7\u00e3o anual. Por\u00e9m, a empresa de navega\u00e7\u00e3o j\u00e1 aponta uma maior possibilidade de queda dos volumes, diante da infla\u00e7\u00e3o global e dos riscos de recess\u00e3o, afirmou a empresa, em relat\u00f3rio trimestral.<\/p>\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o de demanda interna ainda n\u00e3o \u00e9 percebida no Brasil, segundo Rafael Dantas, diretor da importadora Asia Shipping. \u201cEntre mar\u00e7o e maio, houve retra\u00e7\u00e3o, mas em junho e julho voltou a subir. Hoje, as importa\u00e7\u00f5es est\u00e3o aquecidas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Mesmo com a demanda em alta, ele destaca que hoje a falta de capacidade n\u00e3o tem sido um problema. Por\u00e9m, o valor dos fretes para cont\u00eaineres segue em patamar muito elevado &#8211; um cen\u00e1rio que, na sua vis\u00e3o, n\u00e3o vai mudar t\u00e3o cedo. \u201c\u00c9 uma nova realidade de pre\u00e7os que veio para ficar.\u201d<\/p>\n<p>Em julho de 2022, o frete de importa\u00e7\u00e3o da \u00c1sia ficou, em m\u00e9dia, em US$ 10.550 por cont\u00eainer de 40 p\u00e9s. Para cont\u00eaineres refrigerados, o pre\u00e7o na mesma rota chegou a US$ 8.000. Para se ter uma dimens\u00e3o do salto: em janeiro de 2020, os valores eram de US$ 2.050 e US$ 3.100, respectivamente, apontam dados da Solve Shipping, divulgados pela CNI.<\/p>\n<p>Na exporta\u00e7\u00e3o, os fretes mais elevados hoje est\u00e3o nas rotas para os Estados Unidos. Em julho, os pre\u00e7os m\u00e9dios para a Costa Leste chegaram a US$ 10.600 por cont\u00eainer de 40 p\u00e9s. Al\u00e9m disso, o mercado de cont\u00eaineres refrigerados segue pressionado. Na rota para a \u00c1sia, o valor est\u00e1 em US$ 6.600 e, para o Mediterr\u00e2neo e Oriente M\u00e9dio, em US$ 6.800.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o da Maersk, h\u00e1 uma expectativa de normaliza\u00e7\u00e3o no segundo semestre, embora ainda haja incertezas quanto \u00e0 previs\u00e3o. Por\u00e9m, a companhia destaca que \u201ca normaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa voltar a n\u00edveis de frete pr\u00e9-covid\u201d, disse, em nota. A empresa destaca a alta significativa dos pre\u00e7os de combust\u00edveis e das taxas de afretamento de navios por tempo, nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>Analistas avaliam que \u00e9 cedo para dizer que a crise est\u00e1 perto do fim. A percep\u00e7\u00e3o \u00e9 que aumentos de demanda ou gargalos log\u00edsticos podem voltar a gerar problemas. Por exemplo, em breve ter\u00e1 in\u00edcio a safra de frutas no Nordeste do pa\u00eds, o que tende a ampliar bastante a procura por cont\u00eaineres refrigerados, destaca Ferrini, da Hapag Lloyd.<\/p>\n<p>O executivo tamb\u00e9m afirma que, com a guerra na Ucr\u00e2nia e a crescente demanda por alimentos, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras tendem a ser impulsionadas. Portanto, se no auge da pandemia a rota da \u00c1sia para o Brasil foi muito exigida, agora h\u00e1 uma tend\u00eancia de que a press\u00e3o se inverta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Ferrini diz que os congestionamentos em portos europeus e americanos persistem, muitos provocados por greves de trabalhadores do setor.<\/p>\n<p>Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a tens\u00e3o entre China e Taiwan, aponta Barreto. \u201cEst\u00e1 cada vez mais claro que qualquer evento extraordin\u00e1rio gera um impacto. Toda a infraestrutura log\u00edstica est\u00e1 operando no limite, ent\u00e3o a toler\u00e2ncia a intercorr\u00eancias \u00e9 zero.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caos log\u00edstico desencadeado pela pandemia n\u00e3o terminou, por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o tem dado sinais de melhora, segundo analistas e empresas. Embora os fretes sigam em&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":40849,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-40848","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40848"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40848\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40850,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40848\/revisions\/40850"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}