{"id":40605,"date":"2022-07-29T08:28:47","date_gmt":"2022-07-29T11:28:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=40605"},"modified":"2022-07-29T08:28:47","modified_gmt":"2022-07-29T11:28:47","slug":"relatorio-detalha-impactos-da-pandemia-da-covid-19-no-transporte-maritimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/relatorio-detalha-impactos-da-pandemia-da-covid-19-no-transporte-maritimo\/","title":{"rendered":"RELAT\u00d3RIO DETALHA IMPACTOS DA PANDEMIA DA COVID-19 NO TRANSPORTE MAR\u00cdTIMO"},"content":{"rendered":"<p>A ANTAQ apresentou, nesta quinta-feira (28), o relat\u00f3rio final do grupo de trabalho criado para avaliar os impactos da pandemia da Covid-19 no transporte mar\u00edtimo. A apresenta\u00e7\u00e3o aconteceu na sede da Ag\u00eancia, em Bras\u00edlia, durante Reuni\u00e3o Extraordin\u00e1ria de Diretoria.<\/p>\n<p>O objetivo do relat\u00f3rio foi apresentar os resultados alcan\u00e7ados pela Ag\u00eancia, contemplando, entre outros pontos, a an\u00e1lise do setor log\u00edstico de cont\u00eaineres e o levantamento dos impactos diretos nos terminais portu\u00e1rios brasileiros.<\/p>\n<ul>\n<li>Acesse a \u00edntegra do\u00a0<strong><a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/antaq\/pt-br\/noticias\/2022\/relatorio-detalha-impactos-da-pandemia-da-covid-19-no-transporte-maritimo\/relatorio-final-gt-transporte-maritimo-v1.pdf\" target=\"_self\" rel=\"noopener\" data-tippreview-image=\"\" data-tippreview-title=\"\" data-tippreview-enabled=\"false\">Relat\u00f3rio<\/a><\/strong><\/li>\n<li>Veja a\u00a0<strong><a class=\"internal-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/antaq\/pt-br\/noticias\/2022\/relatorio-detalha-impactos-da-pandemia-da-covid-19-no-transporte-maritimo\/apresentacao_final-gt-transporte-maritimo-27jul2022-v-red.pdf\" target=\"_self\" rel=\"noopener\" data-tippreview-image=\"\" data-tippreview-title=\"\" data-tippreview-enabled=\"false\">apresenta\u00e7\u00e3o completa<\/a><\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Entre as principais conclus\u00f5es do trabalho, est\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2013 A falta de cont\u00eaineres e a capacidade log\u00edstica dos portos ocasionaram um grande problema log\u00edstico internacional; sendo certo que os progn\u00f3sticos mais prov\u00e1veis avaliam que essa situa\u00e7\u00e3o perdurar\u00e1 em um horizonte de m\u00e9dio prazo;<\/p>\n<p>\u2013 No contexto nacional, focando especificamente na movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres, a s\u00e9rie hist\u00f3rica demonstra um crescimento da quantidade transportada no longo prazo. O transporte de cont\u00eaineres, de modo geral, n\u00e3o foi afetado negativamente, mantendo seu ritmo de crescimento durante a pandemia e tendo reflexos tamb\u00e9m das mudan\u00e7as de perfis dos consumidores.<\/p>\n<p>\u2013 Observaram-se os reflexos sobre a opera\u00e7\u00e3o dos portos, com impactos principalmente comerciais, mas que tamb\u00e9m afetaram a log\u00edstica e as finan\u00e7as dos agentes consultados (usu\u00e1rios do transporte mar\u00edtimo, portos e terminais de carga). Os principais impactos observados est\u00e3o relacionados \u00e0s omiss\u00f5es de escala, \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o de movimenta\u00e7\u00e3o de cargas, \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o de p\u00e1tio, \u00e0s filas, \u00e0 credibilidade com clientes diante da falta de previsibilidade da entrega da carga, ao aumento dos fretes e \u00e0 ocorr\u00eancia de navios com tripula\u00e7\u00e3o positiva para o coronav\u00edrus.<br \/>\n<b><\/b><\/p>\n<p><b>Cinco Indicadores<\/b><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio cont\u00e9m cinco importantes indicadores para verificar a exist\u00eancia de alguma distor\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao antes e ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia de Covid-19, tomando por base mar\u00e7o de 2020, m\u00eas de in\u00edcio da pandemia no Brasil. O Grupo de Trabalho definiu os seguintes indicadores: total de atraca\u00e7\u00f5es; prancha m\u00e9dia operacional em unidades\/hora; tempo m\u00e9dio para atraca\u00e7\u00e3o em horas; tempo m\u00e9dio de opera\u00e7\u00e3o em horas e tempo m\u00e9dio atracado em horas.<\/p>\n<p>Conforme o estudo, constatou-se que o per\u00edodo p\u00f3s-pandemia afetou de certa forma a produtividade e os tempos m\u00e9dios envolvendo estadias de navios, muito embora esses efeitos n\u00e3o foram considerados relevantes. \u201cInicialmente, o n\u00famero total de atraca\u00e7\u00f5es n\u00e3o sofreu impactos significativos. Suas inter-rela\u00e7\u00f5es com outros indicadores n\u00e3o o tornam um fator que aponte algum tipo de problema, at\u00e9 mesmo porque a movimenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria de cont\u00eaineres vem aumentando nesses \u00faltimos anos sem afetar o n\u00famero de atraca\u00e7\u00f5es na mesma propor\u00e7\u00e3o\u201d, apontou o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao indicador de produtividade, tamb\u00e9m conhecido como prancha m\u00e9dia, aferiu-se tamb\u00e9m queda nas unidades\/h movimentadas em m\u00e9dia nos terminais de cont\u00eaineres, tendo-se por base os dados anteriores ao m\u00eas de maio de 2021. Observou-se que em agosto de 2021 a m\u00e9dia apontou 51,5 u\/h, enquanto em junho de 2019 atingiu-se o n\u00famero m\u00e1ximo de 59,3.<\/p>\n<p>O levantamento concluiu, ainda, que todos os tempos mensurados pareceram afetados ap\u00f3s a Covid-19, principalmente nos \u00faltimos meses de 2021, quando houve aumento no tempo para atracar, aumento no procedimento de opera\u00e7\u00e3o e no total do tempo atracado. \u201cO patamar alcan\u00e7ado em agosto de 2021 mostrou-se bem mais elevado do que aquele existente antes da pandemia do Covid-19. A partir desses dados, \u00e9 poss\u00edvel identificar que o Brasil tamb\u00e9m sofreu com fen\u00f4menos similares ao mercado internacional, embora em diferentes graus.\u201d<\/p>\n<p><b>Omiss\u00f5es<\/b><\/p>\n<p>A partir de janeiro de 2022, a ANTAQ incorporou em seu Sistema de Desempenho Portu\u00e1rio o m\u00f3dulo pelo qual os portos organizados e terminais autorizados informam as omiss\u00f5es ocorridas em seus ber\u00e7os.<\/p>\n<p>Omiss\u00f5es de escalas s\u00e3o entendidas como cancelamentos dos acessos dos navios a determinado terminal portu\u00e1rio, o que na pr\u00e1tica significa dizer que as atraca\u00e7\u00f5es de navios previstas para acontecer em uma janela espec\u00edfica n\u00e3o mais acontecer\u00e3o. O navio n\u00e3o mais acessar\u00e1 o porto na data e per\u00edodo previstos e, consequentemente, n\u00e3o mais descarregar\u00e1 a carga de importa\u00e7\u00e3o que ele desembarcaria nos terminais e tampouco receber\u00e1 a carga de exporta\u00e7\u00e3o que ele se compromissou a carregar.<\/p>\n<p>O estudo apresentado nesta quinta-feira trouxe o n\u00famero de omiss\u00f5es ocorridas em terminais autorizados de cont\u00eaineres, no ano de 2022, de janeiro a junho. Destaca-se o n\u00famero mais elevado para os terminais localizados na Regi\u00e3o Sul, totalizando 56 aus\u00eancias de escala nesse per\u00edodo. No total, de janeiro a junho de 2022, foram 89 omiss\u00f5es de escalas relacionadas com terminais autorizados nas diversas regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>Considerando-se os portos organizados, com seus cais p\u00fablicos e terminais arrendados, entre os meses de janeiro e junho, observaram-se 316 omiss\u00f5es em terminais arrendados e cais p\u00fablicos, presentes nos portos organizados. A maior presen\u00e7a de omiss\u00f5es, considerando-se as regi\u00f5es, est\u00e1 representada para o Nordeste (143), em seguida o Sudeste (101), e por \u00faltimo, a Regi\u00e3o Sul com 72 faltas de escala.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ANTAQ apresentou, nesta quinta-feira (28), o relat\u00f3rio final do grupo de trabalho criado para avaliar os impactos da pandemia da Covid-19 no transporte mar\u00edtimo&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":40607,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-40605","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40605"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40605\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40608,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40605\/revisions\/40608"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40607"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}