{"id":40336,"date":"2022-07-14T07:22:45","date_gmt":"2022-07-14T10:22:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=40336"},"modified":"2022-07-13T22:23:43","modified_gmt":"2022-07-14T01:23:43","slug":"hidrogenio-verde-e-usina-eolica-no-mar-atraem-a-atencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/hidrogenio-verde-e-usina-eolica-no-mar-atraem-a-atencao\/","title":{"rendered":"Hidrog\u00eanio verde e usina e\u00f3lica no mar atraem a aten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A busca por redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de carbono tem levado empresas a apostar em fontes de energia que est\u00e3o na fronteira tecnol\u00f3gica. Entre as novas fontes energ\u00e9ticas despontam a e\u00f3lica offshore e o chamado hidrog\u00eanio verde, que v\u00eam atraindo pesos pesados do setor como a francesa Engie e a petrol\u00edfera anglo-holandesa Shell.<\/p>\n<p>\u201cO hidrog\u00eanio verde \u00e9 a pauta da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d, afirma Rui Altieri, presidente da C\u00e2mara de Comercializa\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica (CCEE), que planeja lan\u00e7ar ainda este ano uma certifica\u00e7\u00e3o para garantir que o hidrog\u00eanio seja realmente verde. Hoje, o hidrog\u00eanio j\u00e1 \u00e9 utilizado, mas \u00e9 produzido a partir de combust\u00edvel f\u00f3ssil, gerando emiss\u00e3o de CO2.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o verde deve ser obtida a partir de fontes de energia renov\u00e1veis, como e\u00f3lica, solar e h\u00eddrica. O processo mais pesquisado hoje para produ\u00e7\u00e3o em escala industrial \u00e9 por meio da eletr\u00f3lise, que consiste na passagem de uma corrente el\u00e9trica pela \u00e1gua para separar o oxig\u00eanio do hidrog\u00eanio. \u00c9 justamente a elevada demanda el\u00e9trica para fazer a eletr\u00f3lise um dos desafios no caminho do hidrog\u00eanio verde.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de aspectos t\u00e9cnicos, o hidrog\u00eanio verde enfrenta desafios como falta de escala e custos. Mas em meio a uma crise energ\u00e9tica global, que ganhou impulso com a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, a busca pelo hidrog\u00eanio verde ganha for\u00e7a por tamb\u00e9m se encaixar no tema da descarboniza\u00e7\u00e3o contra mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cPrecisamos zerar as emiss\u00f5es at\u00e9 2050, esse \u00e9 o compromisso das na\u00e7\u00f5es que firmaram o Acordo de Paris em 2015\u201d, afirma Paulo Alvarenga, CEO da Thyssenkrupp, que tem projetos de plantas de hidrog\u00eanio verde em Roterd\u00e3 e Ar\u00e1bia Saudita.<\/p>\n<p>No Brasil, a Engie possui um memorando de entendimentos assinado com o governo do Cear\u00e1 para tocar um projeto em uma planta de eletr\u00f3lise na \u00e1rea do porto de Pec\u00e9m, com capacidade entre 100 MW e 150 MW. O tamanho da carga el\u00e9trica indica a quantidade de energia que vai ser aplicada para quebrar a mol\u00e9cula de \u00e1gua e liberar o hidrog\u00eanio. CEO da Engie no Brasil, Maur\u00edcio Stolle B\u00e4hr afirma que o grupo tem o objetivo de desenvolver 4 GW de capacidade instalada de hidrog\u00eanio verde at\u00e9 2030, e que o Brasil pode contribuir com pelo menos 1 GW.<\/p>\n<p>A Shell tamb\u00e9m vislumbra o potencial do hidrog\u00eanio verde dentro de sua estrat\u00e9gia de transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono. Fechou acordo com o Porto do A\u00e7u (RJ), para a constru\u00e7\u00e3o de uma planta-piloto. A unidade tem conclus\u00e3o prevista para 2025 e ter\u00e1 capacidade de 10 MW.<\/p>\n<p>Essa primeira etapa do projeto vai consumir entre US$ 20 milh\u00f5es e US$ 40 milh\u00f5es em investimentos. Para garantir a fonte limpa, o porto vai comprar energia certificada. Uma parte do hidrog\u00eanio produzido ser\u00e1 destinada a consumidores. O restante ser\u00e1 usado na unidade local geradora de am\u00f4nia.<\/p>\n<p>O projeto se insere na estrat\u00e9gia da Shell de ampliar os investimentos em energia renov\u00e1vel, com objetivo de se tornar net zero at\u00e9 2050. No curto prazo, foram estipulados investimentos de US$ 2 bilh\u00f5es a US$ 3 bilh\u00f5es em energias renov\u00e1veis por ano, globalmente. O Brasil \u00e9 um dos quatro destinos priorit\u00e1rios desses aportes.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, no in\u00edcio de 2022, a Shell entrou com pedido de licenciamento ambiental para projetos de e\u00f3lica offshore para seis diferentes \u00e1reas no Nordeste, Sudeste e Sul do pa\u00eds, com um potencial de gera\u00e7\u00e3o que poder\u00e1 chegar at\u00e9 17 GW, se todos os parques se viabilizarem. A expectativa \u00e9 de que o primeiro projeto inicie suas opera\u00e7\u00f5es por volta de 2030.<\/p>\n<p>A Engie, por sua vez, firmou parceria com a portuguesa EDP e criou, em 2019, a joint-venture Ocean Winds para prospectar oportunidades de investimento em e\u00f3lica no mar. E busca autoriza\u00e7\u00f5es preliminares para cinco projetos que totalizam 15 GW distribu\u00eddos por Piau\u00ed, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Foram desenhados para profundidades inferiores a 70 metros.<\/p>\n<p>\u201cO desenvolvimento dos projetos \u00e9 uma oportunidade para atender \u00e0 crescente demanda de energia no pa\u00eds, diversificar a matriz energ\u00e9tica e atender nossas metas globais de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de carbono\u201d, diz B\u00e4hr, lembrando que o grupo pretende se tornar carbono neutro em 2045. Os projetos no Brasil devem entrar em opera\u00e7\u00e3o antes de 2030 e a empresa estima que os projetos poder\u00e3o exigir aportes que seriam da ordem de R$ 13 bilh\u00f5es a R$ 16 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A busca por redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de carbono tem levado empresas a apostar em fontes de energia que est\u00e3o na fronteira tecnol\u00f3gica. 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