{"id":40115,"date":"2022-07-01T10:38:47","date_gmt":"2022-07-01T13:38:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=40115"},"modified":"2022-07-01T10:38:47","modified_gmt":"2022-07-01T13:38:47","slug":"vale-avanca-em-projeto-pioneiro-para-a-adocao-de-combustiveis-de-baixo-carbono-na-navegacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/vale-avanca-em-projeto-pioneiro-para-a-adocao-de-combustiveis-de-baixo-carbono-na-navegacao\/","title":{"rendered":"Vale avan\u00e7a em projeto pioneiro para a ado\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis de baixo carbono na navega\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A Vale obteve um importante avan\u00e7o para a ado\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis alternativos e de menor emiss\u00e3o de carbono na navega\u00e7\u00e3o. Um projeto pioneiro desenvolvido pela companhia de um design para a incorpora\u00e7\u00e3o de tanques multicombust\u00edveis em navios mineraleiros recebeu o Approval in Principle (AIP) da Sociedade Classificadora DNV. A avalia\u00e7\u00e3o independente feita pela DNV validou a viabilidade t\u00e9cnica e indicou que a partir deste sistema, desenvolvido em parceria com as empresas norueguesas Brevik Engineering AS e Passer Marine, as embarca\u00e7\u00f5es fretadas pela mineradora poder\u00e3o ser adaptadas para, no futuro, armazenarem combust\u00edveis alternativos como g\u00e1s natural liquefeito (GNL), metanol e am\u00f4nia.<\/p>\n<p>A iniciativa de um design para tanques multicombust\u00edveis faz parte do programa Ecoshipping, desenvolvido pela Vale para a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias e renova\u00e7\u00e3o de sua frota com o objetivo de reduzir as emiss\u00f5es de carbono na navega\u00e7\u00e3o. Um estudo preliminar para os navios da categoria do Guaibamax estima que a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es pode variar entre 40% a 80% quando movidas a metanol e am\u00f4nia, ou em at\u00e9 23% no caso do GNL.<\/p>\n<p>Atualmente, dezenas de VLOCs (Very Large Ore Carriers) de segunda gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o, com 400 e 325 mil toneladas de capacidade, foram projetados para futura instala\u00e7\u00e3o de sistema de GNL, incluindo um compartimento sob o conv\u00e9s para receber um tanque com capacidade para toda a viagem. A partir do recebimento de AIP para o design de tanque multicombust\u00edvel, um projeto piloto ser\u00e1 desenvolvido nos pr\u00f3ximos meses para a implementa\u00e7\u00e3o deste sistema em um Guaibamax.<\/p>\n<p>\u201cO sistema de tanque multicombust\u00edvel remove algumas das principais barreiras para a ado\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis alternativos, que incluem a incerteza regulat\u00f3ria e de infraestrutura na defini\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel ideal. \u00c9 uma solu\u00e7\u00e3o para o futuro, mas que tamb\u00e9m leva em conta os navios existentes, muitos deles com mais de 20 anos de vida \u00fatil pela frente. Aliado a outras tecnologias de efici\u00eancia energ\u00e9tica em andamento na Vale, como as velas rotativas e o air lubrication, permite que tenhamos embarca\u00e7\u00f5es mais eficientes e com emiss\u00f5es de carbono baix\u00edssimas\u201d, explica o gerente de engenharia naval da Vale, Rodrigo Bermelho.<\/p>\n<p><strong>Meta Carbono<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da ado\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis alternativos, a Vale desenvolveu tecnologias inovadoras de efici\u00eancia energ\u00e9tica: no ano passado, a empresa apresentou o primeiro mineraleiro equipado com velas rotativas e o primeiro navio Guaibamax com air lubrication instalado. Estas iniciativas fazem parte do Ecoshipping, programa criado pela \u00e1rea de navega\u00e7\u00e3o da Vale para atender ao desafio da empresa de reduzir suas emiss\u00f5es de carbono, em linha com o que vem sendo discutido no \u00e2mbito da Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>A Vale anunciou desde 2020 investimentos de at\u00e9 US$ 6 bilh\u00f5es para reduzir em 33% suas emiss\u00f5es de escopos 1 e 2 at\u00e9 2030. A empresa tamb\u00e9m se comprometeu a reduzir em 15% as emiss\u00f5es de escopo 3 at\u00e9 2035, relativas \u00e0 cadeia de valor, das quais as emiss\u00f5es de navega\u00e7\u00e3o fazem parte, j\u00e1 que os navios n\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3prios. As metas s\u00e3o alinhadas com a ambi\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris.<\/p>\n<p><strong>Efici\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A Vale tem investido fortemente para incorporar o estado da arte em termos de efici\u00eancia e de inova\u00e7\u00e3o ambiental na \u00e1rea de navega\u00e7\u00e3o. Desde 2018, a empresa opera com Valemaxes de segunda gera\u00e7\u00e3o e, desde 2019, com os Guaibamaxes, com capacidades de 400 mil toneladas e 325 mil toneladas, respectivamente. Essas embarca\u00e7\u00f5es est\u00e3o entre as mais eficientes do mundo e conseguem reduzir em at\u00e9 41% as emiss\u00f5es de CO2 equivalente se comparadas com as de um navio capesize, de 180 mil toneladas, constru\u00eddo em 2011.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Vale obteve um importante avan\u00e7o para a ado\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis alternativos e de menor emiss\u00e3o de carbono na navega\u00e7\u00e3o. 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