{"id":40095,"date":"2022-06-30T09:34:25","date_gmt":"2022-06-30T12:34:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=40095"},"modified":"2022-06-30T09:34:25","modified_gmt":"2022-06-30T12:34:25","slug":"estudo-do-pacto-global-da-onu-no-brasil-revela-que-brasileiro-pode-contribuir-com-16kg-de-plastico-no-mar-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/estudo-do-pacto-global-da-onu-no-brasil-revela-que-brasileiro-pode-contribuir-com-16kg-de-plastico-no-mar-por-ano\/","title":{"rendered":"Estudo do Pacto Global da ONU no Brasil revela que brasileiro pode contribuir com 16kg de pl\u00e1stico no mar por ano"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo in\u00e9dito, encomendado pelo Blue Keepers, projeto ligado \u00e0 Plataforma de A\u00e7\u00e3o pela \u00c1gua e Oceano do Pacto Global da ONU no Brasil, aponta que cada brasileiro pode ser respons\u00e1vel por poluir os mares com 16kg de pl\u00e1sticos por ano. S\u00e3o 3,44 milh\u00f5es de toneladas desse material propensas ao escape para o ambiente no pa\u00eds, ou um ter\u00e7o do pl\u00e1stico produzido em todo o Brasil corre o risco de chegar ao oceano todos os anos.<\/p>\n<p>A pesquisa in\u00e9dita, feita entre julho de 2021 e abril de 2022, faz parte dos dois primeiros relat\u00f3rios produzidos pelo Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo, e ser\u00e1 apresentada em primeira m\u00e3o na Confer\u00eancia dos Oceanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas, que contar\u00e1 com a presen\u00e7a de chefes de estado, organiza\u00e7\u00f5es e setor privado para discutirem todos os assuntos ligados ao oceano \u2014 econ\u00f4micos, sociais e ambientais.<\/p>\n<p>\u201cEstamos na D\u00e9cada dos Oceanos e o Brasil tem e deve ter cada vez mais protagonismo no tema. As empresas s\u00e3o parte do problema e devem ser parte da solu\u00e7\u00e3o. Temos um longo caminho a seguir, mas o diagn\u00f3stico trazido pelo estudo conduzido pelo Blue Keepers e o Instituto Oceanogr\u00e1fico da USP mostra o que precisamos fazer imediatamente, que \u00e9 criar solu\u00e7\u00f5es n\u00e3o somente em \u00e1reas costeiras do Brasil. E para j\u00e1\u201d, diz Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU no Brasil. \u201cO Blue Keepers instrumentaliza, com base em ci\u00eancia, as a\u00e7\u00f5es e as estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o do lixo no mar no Brasil. Entramos num novo est\u00e1gio dessa discuss\u00e3o, que nos possibilita atuar de forma mais estrat\u00e9gica. Contamos com as empresas nesse trabalho, elas s\u00e3o fundamentais\u201d.<\/p>\n<p>O estudo Blue Keepers, que tem patroc\u00ednio da Braskem e da Ocean Pact, al\u00e9m de apoio t\u00e9cnico da USP, observou tamb\u00e9m que existe um alto risco desse estoque pl\u00e1stico chegar at\u00e9 o oceano por meio de rios. Esse n\u00edvel de risco varia ao longo do territ\u00f3rio brasileiro, mas \u00e1reas como a Ba\u00eda de Guanabara (RJ), rios Amazonas (Amazonas e Par\u00e1), S\u00e3o Francisco (entre Sergipe e Alagoas) e foz do Tocantins (Par\u00e1), e na Lagoa dos Patos (Porto Alegre), s\u00e3o especialmente preocupantes. Al\u00e9m disso, diversos munic\u00edpios, mesmo no interior, t\u00eam alto risco de contribuir para o lixo pl\u00e1stico encontrado no oceano e, por isso, \u00e9 necess\u00e1rio agir localmente nessa quest\u00e3o.<\/p>\n<p>A metodologia desenvolvida \u00e9 in\u00e9dita e traz avan\u00e7os sobre modelos globais usados em estudos anteriores. O Blue Keepers utilizou par\u00e2metros socioecon\u00f4micos e geogr\u00e1ficos que n\u00e3o haviam sido representados anteriormente, como a reciclagem informal e a presen\u00e7a de barragens no pa\u00eds. Portanto, a pr\u00f3pria metodologia em si \u00e9 um resultado importante para que outros pa\u00edses busquem diagnosticar suas polui\u00e7\u00f5es por pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>Realizado o diagn\u00f3stico Brasil, o projeto inicia a\u00e7\u00f5es locais come\u00e7ando no segundo semestre de 2022, priorizando 10 munic\u00edpios. O Rio de Janeiro ser\u00e1 a primeira cidade a ser assistida pelo Blue Keepers, que identifica de onde v\u00eam os res\u00edduos para criar solu\u00e7\u00f5es para prevenir o problema. O projeto atua como uma ferramenta de planejamento e execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es diagn\u00f3sticas e solu\u00e7\u00f5es por meio de parcerias entre os setores p\u00fablico e privado, em alinhamento com o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar (PNCLM) e a rec\u00e9m-lan\u00e7ada Resolu\u00e7\u00e3o da ONU Meio Ambiente pelo Fim da Polui\u00e7\u00e3o por Pl\u00e1sticos. As outras cidades priorit\u00e1rias s\u00e3o Manaus (AM), Bel\u00e9m (PA), S\u00e3o Lu\u00eds (MA), Fortaleza (CE), Natal (RN), Jo\u00e3o Pessoa (PB), Recife (PE), Macei\u00f3 (AL), Aracaju (SE), Salvador (BA), Vit\u00f3ria (ES), S\u00e3o Paulo (SP), Baixada Santista (SP) e Porto Alegre (RS).<\/p>\n<p>O Blue Keepers \u00e9 uma iniciativa nacional que busca a efetiva mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no combate \u00e0 polui\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico em bacias hidrogr\u00e1ficas e oceanos, com o envolvimento de empresas de todos os setores, diferentes n\u00edveis de governo e da sociedade civil na preserva\u00e7\u00e3o do ecossistema. A iniciativa faz parte da D\u00e9cada dos Oceanos, criada pela ONU em 2020, que visa a conserva\u00e7\u00e3o e uso sustent\u00e1vel dos oceanos, mares e recursos marinhos para o desenvolvimento sustent\u00e1vel. Hoje, estima-se que 150 milh\u00f5es de toneladas de pl\u00e1stico circulem no mar.<\/p>\n<p>Fonte: Informativo dos Portos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo in\u00e9dito, encomendado pelo Blue Keepers, projeto ligado \u00e0 Plataforma de A\u00e7\u00e3o pela \u00c1gua e Oceano do Pacto Global da ONU no Brasil, aponta&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":40096,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-40095","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40095","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40095"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40095\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":40097,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40095\/revisions\/40097"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}