{"id":40044,"date":"2022-06-28T00:47:37","date_gmt":"2022-06-28T03:47:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=40044"},"modified":"2022-06-28T00:47:37","modified_gmt":"2022-06-28T03:47:37","slug":"veiculo-nao-tripulado-aumentara-a-fiscalizacao-das-aguas-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/veiculo-nao-tripulado-aumentara-a-fiscalizacao-das-aguas-brasileiras\/","title":{"rendered":"Ve\u00edculo n\u00e3o tripulado aumentar\u00e1 a fiscaliza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas brasileiras"},"content":{"rendered":"<p>O Centro de An\u00e1lises de Sistemas Navais (CASNAV), da\u00a0Marinha do Brasil\u00a0(MB), desenvolve diversas atividades na \u00e1rea cient\u00edfico-tecnol\u00f3gica. Entre elas est\u00e1 o Projeto VSNT-E (Ve\u00edculo de Superf\u00edcie N\u00e3o Tripulado \u2013 Experimental), que consiste no incremento e no monitoramento das fiscaliza\u00e7\u00f5es na Amaz\u00f4nia Azul, al\u00e9m de contribuir com pesquisas desenvolvidas nas principais universidades do Brasil.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">A tecnologia de ve\u00edculos n\u00e3o tripulados, sejam a\u00e9reos, de superf\u00edcie ou submarinos est\u00e1 cada vez mais presente nas atividades que envolvem risco, repeti\u00e7\u00e3o ou ambientes adversos de opera\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o se resume apenas a atividades voltadas para a \u00e1rea de defesa, mas tamb\u00e9m a setores civis como a ind\u00fastria offshore, transporte e log\u00edstica de bens, localiza\u00e7\u00e3o de objetos no fundo do mar e levantamentos batim\u00e9tricos.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Nesse contexto, a MB realizou, em 2021, a convers\u00e3o da lancha URCA-III em um VSNT-E (foto). A iniciativa levou em considera\u00e7\u00e3o dois fatores principais: o crescimento exponencial e a n\u00edvel mundial do surgimento de novos Sistemas Mar\u00edtimos N\u00e3o-Tripulados (SMNT) e a disponibilidade de uma moderna embarca\u00e7\u00e3o de pesquisas, a URCA-III.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Com o ve\u00edculo de superf\u00edcie experimental, a Marinha estimula o desenvolvimento tecnol\u00f3gico no segmento de sistemas n\u00e3o tripulados com elevada rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio, conforme explica o Encarregado na Divis\u00e3o de Modelagem e Simula\u00e7\u00e3o do CASNAV, Capit\u00e3o de Mar e Guerra Cl\u00e1udio Coreixas de Moraes. \u201cSuas principais vantagens s\u00e3o, primeiramente, a n\u00e3o exposi\u00e7\u00e3o da vida de operadores a riscos inerentes a determinadas regi\u00f5es de opera\u00e7\u00e3o, como por exemplo, em opera\u00e7\u00f5es de varredura de minas. Outra vantagem \u00e9 reduzir custo da opera\u00e7\u00e3o e a complexidade da log\u00edstica atrelada. Por \u00faltimo, expandir a capacidade de sensores para aplica\u00e7\u00e3o no SisGAAZ (Sistema de Gerenciamento da Amaz\u00f4nia Azul)\u201d.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de sistemas eletr\u00f4nicos, a embarca\u00e7\u00e3o encontra-se apta \u00e0 opera\u00e7\u00e3o remota. A tecnologia foi apresentada para universidades e diversas outras Organiza\u00e7\u00f5es Militares\u00a0 que j\u00e1 demonstraram interesses operacionais no projeto, conforme destaca o Capit\u00e3o de Mar e Guerra Coreixas. \u201cComo exemplos, a Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o poder\u00e1 viabilizar levantamentos hidrogr\u00e1ficos empregando ve\u00edculos n\u00e3o tripulados e a Esquadra poder\u00e1 empregar a tecnologia para realizar exerc\u00edcios operativos. Esses s\u00e3o s\u00f3 alguns exemplos das potencialidades desse novo sistema\u201d.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Al\u00e9m do emprego militar, h\u00e1 o interesse de universidades parceiras como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Para o professor da UFF Esteban Walter Gonzalez Clua, a participa\u00e7\u00e3o da Marinha, em projetos de ve\u00edculos aut\u00f4matos e mar\u00edtimos, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia. \u201cEm primeiro lugar, a Marinha conhece, mais do que ningu\u00e9m, todos os procedimentos de navegabilidade, principalmente na regi\u00e3o muito movimentada como a Ba\u00eda de Guanabara. Em segundo, a Marinha tem acesso a uma quantidade enorme de informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas que para a navega\u00e7\u00e3o se tornam fundamentais. E por fim, a Marinha traz consigo uma s\u00e9rie de demandas importantes, nas quais esses ve\u00edculos podem ser usados e aplicados, principalmente aqui na universidade\u201d, destacou.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">J\u00e1 para o Coordenador Executivo do LabOceano da UFRJ, Paulo de Tarso Themistocles Esperan\u00e7a, a coopera\u00e7\u00e3o entre Universidades e Centros de Pesquisa da Marinha tamb\u00e9m \u00e9 fator fundamental para o desenvolvimento de tecnologia aut\u00f4noma, em especial na \u00e1rea de Ve\u00edculos N\u00e3o Tripulados, usualmente cercada por r\u00edgidos protocolos de confidencialidade. \u201cExistem diversas pesquisas em n\u00edvel de mestrado e doutorado nos cursos da COPPE\/UFRJ sendo desenvolvidas por oficiais da\u00a0Marinha do Brasil. Dentre estas, posso citar especificamente a pesquisa de Doutorado que se encontra em sua fase final, que busca avaliar a influ\u00eancia dos efeitos de superf\u00edcie livre na manobrabilidade de embarca\u00e7\u00f5es submersas\u201d, ressaltou o professor.<\/p>\n<p class=\"rtejustify\">Nesse contexto, o Centro Tecnol\u00f3gico da Marinha, no Rio de Janeiro, abriu a possibilidade de que pesquisas aplicadas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, geridas por centros de excel\u00eancia, possam ser realizadas no VSNT-E. Com tantas demandas, o VSNT-E j\u00e1 foi empregado este ano em opera\u00e7\u00f5es da Esquadra, como\u00a0 \u201cAspirantex\u201d e \u201cPoseidon\u201d, e prossegue em estudo pelo CASNAV e pelo Instituto de Pesquisas da Marinha, podendo em breve ser expandido.<\/p>\n<p>Fonte: Defesa em Foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Centro de An\u00e1lises de Sistemas Navais (CASNAV), da\u00a0Marinha do Brasil\u00a0(MB), desenvolve diversas atividades na \u00e1rea cient\u00edfico-tecnol\u00f3gica. 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