{"id":40039,"date":"2022-06-28T00:44:48","date_gmt":"2022-06-28T03:44:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=40039"},"modified":"2022-06-28T00:55:05","modified_gmt":"2022-06-28T03:55:05","slug":"conferencia-alerta-para-urgencia-na-protecao-dos-oceanos-e-assegurar-seu-uso-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/conferencia-alerta-para-urgencia-na-protecao-dos-oceanos-e-assegurar-seu-uso-sustentavel\/","title":{"rendered":"Confer\u00eancia alerta para urg\u00eancia na prote\u00e7\u00e3o dos oceanos e assegurar seu uso sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>A sa\u00fade dos oceanos \u00e9 a nova frente de esfor\u00e7os socioambientais da comunidade internacional. Durante esta semana, em Lisboa, delegados de 140 pa\u00edses, jovens, cientistas e representantes da sociedade civil se re\u00fanem para discutir formas de frear e reverter a perda de biodiversidade, a polui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica, qu\u00edmica e org\u00e2nica, o processo de acidifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, a sobre pesca e outras amea\u00e7as.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es humanas j\u00e1 alteraram 66% do meio ambiente marinho. Mais de um ter\u00e7o dos estoques pesqueiros est\u00e3o sendo explorados al\u00e9m de sua capacidade de regenera\u00e7\u00e3o. Ao menos tr\u00eas bilh\u00f5es de pessoas no mundo dependem dos recursos do mar como sua fonte principal de prote\u00ednas. Estima-se que 50% do oxig\u00eanio que respiramos v\u00eam dos oceanos. Se os oceanos fossem uma economia, seriam a s\u00e9tima do mundo.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o de Gemma Parkes, chefe de comunica\u00e7\u00f5es da Friends of Ocean Action, uma coaliz\u00e3o de 70 lideran\u00e7as e organiza\u00e7\u00f5es lan\u00e7ada em 2018 e preocupada com o uso sustent\u00e1vel dos oceanos e a revers\u00e3o das amea\u00e7as. O grupo foi convocado pelo Forum Econ\u00f4mico Mundial e World Resources Institute.<\/p>\n<p>Para o professor Alexander Turra, do Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo, a confer\u00eancia de Lisboa \u00e9 importante por duas raz\u00f5es principais. \u201cUma \u00e9 ter clareza de todos os esfor\u00e7os que vem sendo feitos no mundo inteiro em torno do ODS 14\u201d, diz ele. Faz refer\u00eancia ao Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel 14, que busca proteger e assegurar a utiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel dos oceanos. \u201c\u00c9 preciso entender o quanto tem sido feito\u201d, diz Turra, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenador da c\u00e1tedra Unesco para a sustentabilidade.<\/p>\n<p>Isso inclui, por exemplo, a redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o marinha e dos impactos da acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos, o fim da sobrepesca e a conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas marinhos e costeiros. O evento em Lisboa tamb\u00e9m pretende observar os quase 2.000 compromissos volunt\u00e1rios feitos por pa\u00edses, empresas e organiza\u00e7\u00f5es na primeira confer\u00eancia do g\u00eanero, em junho de 2017, em Nova York.<br \/>\n\u201cA segunda import\u00e2ncia da confer\u00eancia diz respeito ao nosso aprendizado, do que temos que fazer para melhorar e qual ser\u00e1 a nossa estrat\u00e9gia depois de 2030\u201d, continua o professor Turra. \u201cTemos que olhar para o futuro e estabelecer processos atemporais para ajudar a restabelecer a sa\u00fade dos oceanos.\u201d<br \/>\nA Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Oceanos n\u00e3o tem perfil negociador como as COPs de clima e biodiversidade. \u201c\u00c9 um instrumento para fortalecer o ODS 14 e dialogar com as grandes confer\u00eancias de clima e biodiversidade, al\u00e9m de estabelecer parcerias\u201d, diz o professor.<br \/>\nO f\u00f3rum n\u00e3o \u00e9 deliberativo, mas agrupa discuss\u00f5es importantes como a conven\u00e7\u00e3o ou o tratado internacional que deve ser fechado em 2024 sobre lixo pl\u00e1stico, o debate do segundo semestre sobre explora\u00e7\u00e3o do alto mar e o acordo rec\u00e9m acertado pelos pa\u00edses de acabar com os subs\u00eddios \u00e0 pesca predat\u00f3ria.<br \/>\n\u201cA confer\u00eancia revitaliza uma estrat\u00e9gia capilarizada e que se vale de a\u00e7\u00f5es de ongs, escolas, universidades, jovens, munic\u00edpios. Estamos construindo alicerces para conseguir um movimento global mais orquestrado de conserva\u00e7\u00e3o dos oceanos\u201d, segue Turra.<br \/>\nEle lista cinco grandes amea\u00e7as aos mares: a polui\u00e7\u00e3o por esgotos, efluentes industriais e pl\u00e1sticos; a sobrepesca que compromete n\u00e3o apenas os estoques pesqueiros, mas a pr\u00f3pria biodiversidade; a destrui\u00e7\u00e3o de ambientes como manguezais e corais; a invas\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas que n\u00e3o vivem em determinado lugar, mas chegam pela navega\u00e7\u00e3o; e a mudan\u00e7a do clima, que \u00e9 um vetor de transforma\u00e7\u00e3o dos oceanos.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de uma comorbidade ambiental e que pode fazer com que os oceanos n\u00e3o consigam mais lidar com as press\u00f5es a que est\u00e3o sendo expostos\u201d, segue Turra.<br \/>\nA Confer\u00eancia dos Oceanos \u00e9 promovida pelos governos de Portugal e do Qu\u00eania e deve adotar uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no final. S\u00e3o esperadas lideran\u00e7as como o secret\u00e1rio-geral Ant\u00f3nio Guterres, o enviado especial do clima dos EUA John Kerry e alguns chefes de Estado.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sa\u00fade dos oceanos \u00e9 a nova frente de esfor\u00e7os socioambientais da comunidade internacional. 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