{"id":39430,"date":"2022-05-31T10:36:17","date_gmt":"2022-05-31T13:36:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=39430"},"modified":"2022-05-31T10:36:17","modified_gmt":"2022-05-31T13:36:17","slug":"parques-no-mar-so-devem-operar-em-2030","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/parques-no-mar-so-devem-operar-em-2030\/","title":{"rendered":"Parques no mar s\u00f3 devem operar em 2030"},"content":{"rendered":"<p>Empresas do setor de energia aguardam para este ano ainda a regulamenta\u00e7\u00e3o que definir\u00e1 como ser\u00e3o realizadas a cess\u00e3o de \u00e1reas, as licen\u00e7as ambientais e os leil\u00f5es que dar\u00e3o o pontap\u00e9 inicial para a constru\u00e7\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es e\u00f3licas offshore. Elbia Gannoum, presidente da Abee\u00f3lica, avalia que, num horizonte de sete anos, os primeiros aerogeradores em alto-mar come\u00e7ar\u00e3o a gerar energia el\u00e9trica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cEsperamos a regulamenta\u00e7\u00e3o para este ano e, sendo assim, acredito que o primeiro leil\u00e3o de energia el\u00e9trica para segmento offshore dever\u00e1 ocorrer em 2023. A partir de ent\u00e3o, as empresas precisar\u00e3o entre cinco e sete anos para construir uma instala\u00e7\u00e3o e\u00f3lica offshore\u201d, calcula. Isso significa que a energia el\u00e9trica gerada com a for\u00e7a do vento que sopra no mar poder\u00e1 ocorrer entre 2029 e 2030.<\/p>\n<p>O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) tem em m\u00e3os hoje mais de 80 GW de projetos offshore em an\u00e1lise, sinalizando o interesse de grandes investidores, apesar dos custos altos de instala\u00e7\u00e3o e da complexidade tecnol\u00f3gica envolvida. Entre as interessadas est\u00e3o a Shell Energy, TotalEnergies, Equinor e a Acciona.<\/p>\n<p>Entre 2020 e 2021 a capacidade adicional de energia e\u00f3lica offshore no mundo mais do que triplicou, passando de 6 GW para 21 GW. Esse avan\u00e7o faz parte dos esfor\u00e7os para a descarboniza\u00e7\u00e3o e transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica mundial, de acordo com a Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA, na sigla em ingl\u00eas). Da\u00ed a expectativa de aumentar o potencial atual em 15 vezes, e atrair cerca de US$ 1 trilh\u00e3o de investimentos at\u00e9 2040.<\/p>\n<p>No Brasil, o interesse por esse meio teve in\u00edcio h\u00e1 alguns anos e, desde janeiro, tornou-se uma possibilidade, com a publica\u00e7\u00e3o do Decreto 10.946, que disp\u00f5e sobre a cess\u00e3o de uso de espa\u00e7os f\u00edsicos e o aproveitamento dos recursos naturais no mar para a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica a partir de empreendimentos offshore. Estudos preliminares apontam que o potencial da costa brasileira gira em torno de 700 GW em locais com profundidade at\u00e9 50 metros.<\/p>\n<p>Felipe Gon\u00e7alves, superintendente de pesquisa do Centro de Estudos em Energia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), avalia que e\u00f3licas offshore t\u00eam vantagens relevantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia em terra. Al\u00e9m de ventos com velocidades mais altas, a baixa rugosidade da superf\u00edcie no ambiente marinho proporciona menos turbul\u00eancias e uma menor varia\u00e7\u00e3o da velocidade em diferentes alturas.<\/p>\n<p>Com ventos mais regulares, segundo ele, os projetos offshore t\u00eam observado em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds fator m\u00e9dio de capacidade de 41%, superior ao de projetos onshore, com m\u00e9dia 36%. \u201cOutra caracter\u00edstica que tem estimulado seu crescimento [no \u00e2mbito global] \u00e9 o potencial de integra\u00e7\u00e3o com o setor petrol\u00edfero, em virtude de economias de escopo advindas do aproveitamento conjunto da estrutura portu\u00e1ria e log\u00edstica j\u00e1 existente, al\u00e9m de todo o conhecimento adquirido com o desenvolvimento de projetos de energia e petr\u00f3leo\u201d, diz Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Segundo ele, a experi\u00eancia do setor de \u00f3leo e g\u00e1s na instala\u00e7\u00e3o de plataformas fixas em leito marinho ou flutuante pode reduzir o tempo de desenvolvimento dos projetos. Da\u00ed n\u00e3o ser surpresa o fato de a Shell Brasil ter entrado em mar\u00e7o com um pedido de licenciamento ambiental para seis projetos de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica offshore.<\/p>\n<p>S\u00e3o tr\u00eas no Nordeste (Piau\u00ed, Cear\u00e1 e Rio Grande do Norte), dois no Sudeste (Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro) e um no Rio Grande do Sul, com potencial total de 17 GW. \u201cNo momento, a Shell aguarda a defini\u00e7\u00e3o do termo de refer\u00eancia com as orienta\u00e7\u00f5es para as an\u00e1lises socioambientais que ser\u00e3o desenvolvidas para cada zona logo ap\u00f3s a disponibiliza\u00e7\u00e3o do termo pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental\u201d, explica Maria Gabriela da Rocha Oliveira, gerente de gera\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel da Shell.<\/p>\n<p>De acordo com ela, al\u00e9m do longo per\u00edodo de estudos, cada projeto dever\u00e1 passar por um processo de audi\u00eancia p\u00fablica e por avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do Ibama. Na vis\u00e3o da Shell, o potencial e\u00f3lico offshore precisa ser visto para al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, j\u00e1 que se trata de uma fonte que pode assumir diferentes formas, com sinergias com diferentes setores.<\/p>\n<p>\u201cA e\u00f3lica offshore \u00e9 uma forma para o pa\u00eds manter elevada a participa\u00e7\u00e3o de renov\u00e1veis em sua matriz el\u00e9trica, e uma grande oportunidade para uma economia mais verde, na qual o el\u00e9tron das usinas e\u00f3licas pode ser utilizado para a produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio renov\u00e1vel e ser a base de um planeta que busca a desfossiliza\u00e7\u00e3o\u201d, diz Gabriela.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alves, da FGV, lembra que, apesar de o potencial e\u00f3lico brasileiro ser bastante importante, a sua expans\u00e3o no curto prazo traz alguns pontos de aten\u00e7\u00e3o porque o pa\u00eds tem, neste momento, outras fontes com custos menores e de melhor aproveitamento. \u201cAcredito que n\u00e3o precisamos incentivar. Com a queda nos custos, ela [a offshore] vai se viabilizar, e sua inser\u00e7\u00e3o ser\u00e1 natural\u201d, diz.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas do setor de energia aguardam para este ano ainda a regulamenta\u00e7\u00e3o que definir\u00e1 como ser\u00e3o realizadas a cess\u00e3o de \u00e1reas, as licen\u00e7as ambientais e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":37548,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-39430","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39430"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39430\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":39431,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39430\/revisions\/39431"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}