{"id":39120,"date":"2022-05-09T08:15:01","date_gmt":"2022-05-09T11:15:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=39120"},"modified":"2022-05-08T22:54:23","modified_gmt":"2022-05-09T01:54:23","slug":"so-brasil-e-turquia-tem-inflacao-juros-e-desemprego-de-dois-digitos-entre-as-grandes-economias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/so-brasil-e-turquia-tem-inflacao-juros-e-desemprego-de-dois-digitos-entre-as-grandes-economias\/","title":{"rendered":"S\u00f3 Brasil e Turquia t\u00eam infla\u00e7\u00e3o, juros e desemprego de dois d\u00edgitos entre as grandes economias"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um caso raro de pa\u00eds com taxas de dois d\u00edgitos de infla\u00e7\u00e3o, juros e desemprego. Entre as grandes economias do mundo, apenas a Turquia vive tal situa\u00e7\u00e3o, aponta levantamento feito para o g1 pela ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco Austin Rating.<\/p>\n<p>A Argentina e R\u00fassia tamb\u00e9m est\u00e3o no topo dos rankings das maiores taxas de infla\u00e7\u00e3o e de juros b\u00e1sicos do mundo, mas mant\u00eam um desemprego abaixo de dois d\u00edgitos. J\u00e1 a \u00c1frica do Sul e a Espanha possuem desemprego superior ao do Brasil, mas infla\u00e7\u00e3o e juros bem menores.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 s\u00e3o 8 meses seguidos com a infla\u00e7\u00e3o anual acima dois d\u00edgitos o Brasil, segundo mostrou a pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o de abril divulgada pelo IBGE. A Selic superou os 10% em fevereiro e foi elevada na \u00faltima quarta-feira (4) para 12,75% ao ano \u2013 maior patamar desde 2017. J\u00e1 a taxa de desemprego ficou em 11,1% no 1\u00ba trimestre e se mant\u00e9m em dois d\u00edgitos desde o final de 2015.<\/p>\n<p><strong>O que explica essa &#8216;tr\u00edplice coroa&#8217;<\/strong><br \/>\nMais do que indicar uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica bastante ruim no Brasil, a conjun\u00e7\u00e3o de taxas de dois d\u00edgitos de infla\u00e7\u00e3o, juros e desemprego escancara os efeitos das sucessivas crises dos \u00faltimos anos e dos problemas estruturais da economia brasileira, que h\u00e1 anos vem registrando baixo crescimento.<\/p>\n<p>O economista explica que, embora a infla\u00e7\u00e3o tenha se tornado um problema global, puxada principalmente pela disparada dos pre\u00e7os da energia e de commodities, em pa\u00edses como os Estados Unidos ela tamb\u00e9m tem sido alimentada pela situa\u00e7\u00e3o de praticamente pleno emprego.<\/p>\n<p>&#8220;Nos Estados Unidos, h\u00e1 renda para absorver a alta da infla\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 natural que se tenha um juro tamb\u00e9m maior. J\u00e1 no Brasil, a gente n\u00e3o tem um mercado de trabalho para absorver essa infla\u00e7\u00e3o alta e o juros tem que subir para combater essa infla\u00e7\u00e3o de custos&#8221;, observa.<\/p>\n<p>Para S\u00e9rgio Vale, economista-chefe da MB Associados, essa tr\u00edplice coroa tamb\u00e9m \u00e9 resultado da instabilidade pol\u00edtica, da crise fiscal e da falta de avan\u00e7o na agenda de reformas. J\u00e1 s\u00e3o oito anos seguidos de contas do governo federal no vermelho.<\/p>\n<p>Ele lembra que, em 2016, a aprova\u00e7\u00e3o de reformas e de medidas de ajuste fiscal como a cria\u00e7\u00e3o do teto de gastos foram fatores que contribu\u00edram para a queda do d\u00f3lar frente ao real e para a infla\u00e7\u00e3o desacelerar abaixo dos dois d\u00edgitos.<\/p>\n<p>Vale explica que o alto n\u00edvel de endividamento do setor p\u00fablico \u00e9 um dos fatores que tem mantido o d\u00f3lar em patamar elevado no Brasil e obrigado a uma eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros mais acelerada e acentuada no Brasil, que retomou a lideran\u00e7a do ranking mundial de juros reais.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o persistente, juros ainda ladeira acima e estagna\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nApesar da perspectiva de desacelera\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o a partir dos pr\u00f3ximos meses, as proje\u00e7\u00f5es para o IPCA fechado no ano seguem sendo revisadas para cima e o pr\u00f3prio Banco Central j\u00e1 admitiu que a meta de infla\u00e7\u00e3o deve superar pelo 2\u00ba ano seguido o teto da meta do governo, que tinha sido fixada em 3,5% para 2022.<\/p>\n<p>O Ita\u00fa revisou nesta sexta-feira (6) sua proje\u00e7\u00e3o para o IPCA de 2022, de 7,5% para 8,5%, citando pre\u00e7os administrados como gasolina e energia el\u00e9trica mais elevados e desinfla\u00e7\u00e3o mais lenta de bens no segundo semestre. A estimativa do banco para a Selic \u00e9 de 13,75% ao ano, com uma extens\u00e3o do ciclo de alta dos juros por mais dois meses. J\u00e1 para a taxa de desemprego a previs\u00e3o \u00e9 de 12% ao final deste ano.<\/p>\n<p>Para a Austin, por\u00e9m, ainda h\u00e1 risco do Brasil terminar o ano com taxa de dois d\u00edgitos de infla\u00e7\u00e3o, juros e desemprego. Os analistas destacam, por\u00e9m, que a pior consequ\u00eancia desta combina\u00e7\u00e3o \u00e9 o impacto direto no emprego e renda, e no ritmo de recupera\u00e7\u00e3o da economia brasileira.<\/p>\n<p>O mercado financeiro estima atualmente um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,70% em 2022 e de 1% em 2023. O FMI faz uma proje\u00e7\u00e3o um pouco melhor, de avan\u00e7o de 0,80% neste ano e de 1,4% no ano que vem. Ainda assim, a perspectiva para o Brasil segue bem abaixo da da m\u00e9dia mundial e dos emergentes.<\/p>\n<p>A Turquia, por exemplo, que est\u00e1 com uma infla\u00e7\u00e3o perto de 70% ao ano, tem previs\u00e3o de crescimento do PIB de 2,7% em 2022 e de 3% em 2023.<\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um caso raro de pa\u00eds com taxas de dois d\u00edgitos de infla\u00e7\u00e3o, juros e desemprego. 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