{"id":39064,"date":"2022-05-05T09:37:13","date_gmt":"2022-05-05T12:37:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=39064"},"modified":"2022-05-05T09:37:13","modified_gmt":"2022-05-05T12:37:13","slug":"praticagem-avaliara-uso-de-tecnologias-espaciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/praticagem-avaliara-uso-de-tecnologias-espaciais\/","title":{"rendered":"Praticagem avaliar\u00e1 uso de tecnologias espaciais"},"content":{"rendered":"<p>Usar a tecnologia espacial para a atividade de praticagem. Este \u00e9 o principal objetivo do protocolo de inten\u00e7\u00f5es assinado nesta ter\u00e7a-feira (3), em Santos, entre a Praticagem do Brasil e a Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB). O documento oficializa uma parceria para troca de conhecimento entre as institui\u00e7\u00f5es e o desenvolvimento de estudos para otimizar e melhorar a atividade dos pr\u00e1ticos nos portos brasileiros.<\/p>\n<p>V\u00e1lido para todo o Pa\u00eds, o protocolo foi assinado na sede da Praticagem de S\u00e3o Paulo, na Ponta da Praia, devido ao trabalho desenvolvido no local, que \u00e9 refer\u00eancia de tecnologia no complexo portu\u00e1rio do Pa\u00eds. &#8220;A gente veio conhecer melhor como a Praticagem de S\u00e3o Paulo funciona para ver como que poderemos contribuir de forma espec\u00edfica&#8221;, explica o presidente da AEB, Carlos Augusto Teixeira de Moura.<\/p>\n<p>De acordo com ele, os sistemas espaciais podem ser utilizados nas mais diversas aplica\u00e7\u00f5es, mas a principal melhoria na atividade da praticagem dever\u00e1 ser na qualidade e precis\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lites. &#8220;Assim como s\u00e3o colocadas boias em canais para entender melhor o meio ambiente, no momento em que h\u00e1 outros sensores que conseguem trazer mais informa\u00e7\u00f5es, certamente os especialistas na \u00e1rea conseguir\u00e3o tirar um melhor resultado daquilo, aumentando o calado din\u00e2mico aqui na regi\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Um dos efeitos pr\u00e1ticos com a tecnologia espacial \u00e9 a possibilidade de prepara\u00e7\u00e3o dos pr\u00e1ticos para eventos extremos. &#8220;Sabemos que no Sul do Brasil, por exemplo, acontecem ciclones bomba de vez em quando. Em Santa Catarina, n\u00f3s come\u00e7amos a implanta\u00e7\u00e3o de uma constela\u00e7\u00e3o de nanosat\u00e9lites para ajudar a antecipar a previs\u00e3o desses efeitos e contribuir para a Defesa Civil se preparar melhor&#8221;, exemplifica o presidente da AEB.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a da opera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve melhorar com a tecnologia. Para o presidente da Praticagem de S\u00e3o Paulo, Bruno Tavares, a previs\u00e3o de ventos ou correntezas, por exemplo, ser\u00e1 mais precisa. &#8220;Muitas das vezes, a gente \u00e9 pego durante uma manobra com um vento ou correnteza muito forte que a gente n\u00e3o esperava. Trazendo mais tecnologia e mais previsibilidade para manobra, ajudar\u00e1 muito na otimiza\u00e7\u00e3o do Porto de Santos&#8221;.<\/p>\n<p>Tavares entende que a parceria proporciona um &#8220;universo muito abrangente&#8221;, pois as duas entidades j\u00e1 lidam diretamente com tecnologia. &#8220;Isso tudo pode trazer milh\u00f5es de benef\u00edcios. Um deles seria a parte de batimetria, por meio de imagens de sat\u00e9lite. Outro \u00e9 a parte de comunica\u00e7\u00e3o, que se tornaria muito mais din\u00e2mica&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Ricardo Falc\u00e3o, tamb\u00e9m enfatiza a uni\u00e3o, fazendo uma compara\u00e7\u00e3o com a parceria selada em terras norte-americanas entre a Nasa (Ag\u00eancia Aeroespacial dos Estados Unidos) e a Praticagem de San Francisco. &#8220;Foi o que gerou os protocolos que hoje est\u00e3o desenvolvidos para a praticagem, como o ritmo circadiano (mudan\u00e7as regulares dos estados mental e f\u00edsico que ocorrem em 24h) e a quest\u00e3o da fadiga&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><br \/>\nNo Pa\u00eds, Falc\u00e3o diz que enxerga a ag\u00eancia espacial e a Praticagem dentro do mesmo objetivo, &#8220;sempre buscando extremos&#8221;. O presidente da AEB concorda. &#8220;O n\u00edvel de responsabilidade e dos riscos em que se est\u00e1 trabalhando \u00e9 parecido. Com engenharia e conhecimento, a gente est\u00e1 procurando aperfei\u00e7oar o uso dos sistemas que o homem produz e conhecendo melhor a natureza para poder trabalhar com ela sem poluir, sendo sustent\u00e1vel e criando qualidade de vida para todos&#8221;.<\/p>\n<p>Para o presidente do Conapra, a praticagem brasileira j\u00e1 \u00e9 refer\u00eancia global. Ele diz que as d\u00e9cadas em busca de inova\u00e7\u00e3o, tecnologia e treinamento colocaram o Brasil em um patamar elevado. &#8220;Ter dois mil\u00e9simos de acidente em um pa\u00eds com investimento t\u00e3o baixo em infraestrutura, em especial quando o comparamos com Estados Unidos e B\u00e9lgica, que investem muito mais&#8230; Tem alguma coisa por tr\u00e1s que n\u00e3o \u00e9 facilmente explicado&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Para n\u00e3o haver acidentes, que \u00e9 sempre o nosso objetivo, a gente tem que investir&#8221;, conclui o presidente do Conapra, ressaltando que o Brasil possui tecnologia de ponta. &#8220;\u00c0s vezes, a gente n\u00e3o precisa de tecnologia estrangeira. No Brasil, somos capazes de desenvolver aplicativos e colocar um sat\u00e9lite que nos resuma as informa\u00e7\u00f5es e nos fa\u00e7a ter um sistema de coordena\u00e7\u00e3o de tr\u00e1fego melhor&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: A Tribuna<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usar a tecnologia espacial para a atividade de praticagem. 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