{"id":38418,"date":"2022-03-23T08:24:07","date_gmt":"2022-03-23T11:24:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=38418"},"modified":"2022-03-23T08:24:07","modified_gmt":"2022-03-23T11:24:07","slug":"antaq-quer-solucao-para-falta-de-conteineres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/antaq-quer-solucao-para-falta-de-conteineres\/","title":{"rendered":"Antaq quer solu\u00e7\u00e3o para falta de cont\u00eaineres"},"content":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transporte Aquavi\u00e1rio (Antaq) pode responsabilizar os armadores (donos de navio) por parte do problema da escassez de cont\u00eaineres que surgiu com a pandemia da covid-19. Para isso, a ag\u00eancia vai acompanhar de perto a programa\u00e7\u00e3o de rotas para os portos brasileiros.<\/p>\n<p>\u201cQueremos reduzir, ao m\u00e1ximo, o impacto dessa crise, que \u00e9 mundial. N\u00e3o podemos diminuir o pre\u00e7o do frete, colocar mais cont\u00eaineres no mercado nem criar mais empresas de navega\u00e7\u00e3o. Vamos atuar dentro da regula\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, disse a diretora da ag\u00eancia Fl\u00e1via Takafashi.<\/p>\n<p>Ao observar os efeitos da falta de cont\u00eaineres no pa\u00eds, a Antaq identificou pr\u00e1ticas que dever\u00e3o ser combatidas. \u00c9 sabido que a decis\u00e3o dos navios de \u201cpular\u201d alguns portos para cumprir prazos de entregas (omiss\u00e3o de escala) \u00e9 recorrente em todo mundo, justificada pelo momento de alta demanda pelo transporte mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Valor, a diretora da Antaq ressalta que, no Brasil, os armadores t\u00eam privilegiado portos com terminais verticalizados &#8211; ou seja, onde eles t\u00eam participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria. Ela explicou que a participa\u00e7\u00e3o cruzada \u00e9 permitida, n\u00e3o chega a ser considerada um conflito de interesse. Mas a ag\u00eancia deve pedir o envio das programa\u00e7\u00f5es de paradas para que o problema de omiss\u00e3o n\u00e3o penalize os portos considerados de \u201cbandeira branca\u201d.<\/p>\n<p>As omiss\u00f5es tamb\u00e9m atingem os portos das principais rotas mar\u00edtimas que movimentam navios entre Estados Unidos, Europa e \u00c1sia. Takafashi refor\u00e7ou que a demanda por produtos manufaturados, impulsionada principalmente pelo e-commerce, dificulta a din\u00e2mica racional dos fluxos de cont\u00eaineres cheios e vazios. Segundo ela, os armadores alegam que pouco pode ser feito para contornar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o desajuste no setor veio do fechamento de portos somado ao aquecimento do com\u00e9rcio internacional. De um lado, exportadores s\u00e3o penalizados com atrasos na entrega de produtos, alta de pre\u00e7o do frete e cobran\u00e7as pelo tempo de perman\u00eancia da carga nos portos. De outro, os terminais portu\u00e1rios convivem com a perda de produtividade com p\u00e1tios lotados.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao custo extra para os exportadores, pela carga que fica parada nos terminais \u00e0 espera dos navios, Takafashi avalia definir um novo \u201crito\u201d de cobran\u00e7a. Segundo ela, o ideal \u00e9 que o terminal n\u00e3o cobre dos usu\u00e1rios em casos de omiss\u00f5es de escala.<\/p>\n<p>A diretora explica que os exportadores assumem o custo da estadia por serem os titulares da carga naquele momento. Neste caso, a Antaq pode recorrer \u00e0 norma que aloca o custo da inefici\u00eancia a quem \u201cdeu causa\u201d ao atraso, o que pode gerar uma fatura extra para o navio que n\u00e3o atracou no porto para levar a carga.<\/p>\n<p>\u201cA Antaq n\u00e3o regula o quanto o terminal vai cobrar por armazenar aquela carga, porque os pre\u00e7os s\u00e3o livres. Mas atuamos em cima da abusividade\u201d, disse.<\/p>\n<p>A diretora conta que o \u00f3rg\u00e3o regulador n\u00e3o pretende atuar com a imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es ao setor, apenas fazer \u201calguns ajustes\u201d. No ano passado, a ag\u00eancia chegou a expedir cautelares para coibir cobran\u00e7as abusivas pelos terminais, que reclamam de opera\u00e7\u00e3o ineficiente com p\u00e1tios lotados.<\/p>\n<p>Takafashi coordena o grupo de trabalho criado pela Antaq, em outubro do ano passado, para monitorar a situa\u00e7\u00e3o e propor medidas regulat\u00f3rias contra os efeitos da escassez de cont\u00eaineres. Ela pontua que, apesar de registrar menos atraca\u00e7\u00f5es, o volume de carga de cont\u00eaineres aumentou 11% no \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>\u201cAntes, o exportador embarcava tr\u00eas cont\u00eaineres, agora manda dez de uma vez\u201d, disse. Hoje a Antaq comemora 20 anos de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O especialista em transporte mar\u00edtimo Leandro Barreto avalia que a Antaq deve ter cautela ao impor medida regulat\u00f3ria. Ele disse que reguladores de todo mundo est\u00e3o sendo cobrados a reorganizar o transporte mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>\u201cAs omiss\u00f5es de escala n\u00e3o atingem s\u00f3 o Brasil. Temos que tomar cuidado para n\u00e3o onerar as rotas que v\u00eam para c\u00e1. Podemos agravar o problema por aqui, com fretes mais caros ou perdendo navios para outras rotas\u201d, disse Barreto, que \u00e9 s\u00f3cio diretor da consultoria Solve Shipping.<\/p>\n<p>O consultor acredita que a prefer\u00eancia de armadores pela escala em alguns portos, em detrimento de outros, est\u00e1 relacionada \u00e0 capacidade de opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cComo a maioria dos navios est\u00e1 atrasada, fora da janela, eles buscam o porto que oferece mais carga. Pode ser uma mera decis\u00e3o operacional\u201d, afirmou. \u201cN\u00e3o acho que a Antaq tenha que ficar parada, mas, nesse caso, as medidas tendem a ter um efeito muito limitado\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transporte Aquavi\u00e1rio (Antaq) pode responsabilizar os armadores (donos de navio) por parte do problema da escassez de cont\u00eaineres que surgiu com&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":38419,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-38418","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38418"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38420,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38418\/revisions\/38420"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}