{"id":38313,"date":"2022-03-17T09:01:45","date_gmt":"2022-03-17T12:01:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=38313"},"modified":"2022-03-17T09:01:45","modified_gmt":"2022-03-17T12:01:45","slug":"cartas-nauticas-eletronicas-a-evolucao-na-forma-de-navegar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cartas-nauticas-eletronicas-a-evolucao-na-forma-de-navegar\/","title":{"rendered":"Cartas N\u00e1uticas Eletr\u00f4nicas: a evolu\u00e7\u00e3o na forma de navegar"},"content":{"rendered":"<p>No final do ano de 2021, o Centro de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o do Norte (CHN-4) publicou, pela primeira vez, uma Carta N\u00e1utica Eletr\u00f4nica da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, atendendo ao Plano de Readequa\u00e7\u00e3o dos Setores de Hidrografia e Cartografia, proposto pela Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o. O intuito \u00e9 descentralizar a produ\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica que ficava a cargo, exclusivamente, do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), em Niter\u00f3i (RJ).<\/p>\n<p>O levantamento de dados na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica \u00e9 um grande desafio, segundo o Diretor do CHN-4, Capit\u00e3o de Fragata And\u00e9rmisson Claudino da Silva Moura. De acordo com ele, independentemente do formato da carta, a \u00e1rea de encontro entre a Amaz\u00f4nia Verde com a Amaz\u00f4nia Azul \u00e9 uma simbiose de desafios para qualquer hidr\u00f3grafo. \u201cPara cada per\u00edodo de cheia, h\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o, em m\u00e9dia, de dez metros no n\u00edvel dos rios. Todo ano, t\u00eam transforma\u00e7\u00f5es no leito do Rio Amazonas. Ilhas que existiam em determinado momento sofrem mudan\u00e7as de posi\u00e7\u00e3o. A cartografia \u00e9 atualizada com frequ\u00eancia e na vers\u00e3o eletr\u00f4nica esse processo \u00e9 mais pr\u00e1tico para os navegantes\u201d.<\/p>\n<p>Desde 2008, o Brasil distribui de modo sistem\u00e1tico e oficial as cartas n\u00e1uticas eletr\u00f4nicas. Atualmente, s\u00e3o mais de 600 cartas em papel e mais de 200 cartas eletr\u00f4nicas vetoriais, sendo que as principais vias naveg\u00e1veis do Pa\u00eds j\u00e1 est\u00e3o cartografadas.<\/p>\n<p>De acordo com a Conven\u00e7\u00e3o Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar, a partir de 2018 se tornou uma exig\u00eancia os navios de grande porte utilizarem carta eletr\u00f4nica. A partir dessa determina\u00e7\u00e3o, o Brasil passou por avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos de equipamentos e na produ\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica. A tend\u00eancia agora \u00e9 seguir o padr\u00e3o internacional de uso das cartas digitais, que j\u00e1 s\u00e3o utilizadas em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia das cartas n\u00e1uticas<\/strong><br \/>\nA carta n\u00e1utica \u00e9 amplamente utilizada e possui uma finalidade espec\u00edfica: a seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 considerada um documento oficial, elaborado para os navegantes, seja no formato anal\u00f3gico ou digital. Os levantamentos s\u00e3o realizados nos oceanos, mares, ba\u00edas, rios, canais, lagos, lagoas, ou qualquer outra massa d\u2019\u00e1gua naveg\u00e1vel.<\/p>\n<p>No Brasil, a Diretoria de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o, na qualidade de servi\u00e7o hidrogr\u00e1fico brasileiro, mant\u00e9m atualizadas todas as cartas n\u00e1uticas das \u00c1guas Jurisdicionais Brasileiras. As normas t\u00e9cnicas para constru\u00e7\u00e3o de uma carta n\u00e1utica s\u00e3o ditadas pela Organiza\u00e7\u00e3o Hidrogr\u00e1fica Internacional.<\/p>\n<p>De acordo com o Encarregado da Se\u00e7\u00e3o de Novas Edi\u00e7\u00f5es do Centro de Hidrografia da Marinha, Capit\u00e3o de Corveta (EN) Christopher Florentino, esse documento apresenta diversas informa\u00e7\u00f5es, dentre elas as profundidades, perigos e outras indica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 seguran\u00e7a da navega\u00e7\u00e3o. \u201cPense no trajeto terrestre, por mais que haja um obst\u00e1culo, normalmente esses s\u00e3o vis\u00edveis. O ambiente marinho guarda muitos detalhes do relevo que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o \u00f3bvios. A carta n\u00e1utica apresenta ao navegante, de forma simples, os perigos submersos, invis\u00edveis aos olhos de quem conduz a embarca\u00e7\u00e3o e fornece um conhecimento necess\u00e1rio para uma navega\u00e7\u00e3o segura\u201d.<\/p>\n<p>A Base de Hidrografia da Marinha em Niter\u00f3i \u00e9 a Organiza\u00e7\u00e3o Militar respons\u00e1vel pela impress\u00e3o das cartas n\u00e1uticas em papel. J\u00e1 a venda e distribui\u00e7\u00e3o s\u00e3o realizadas pela Empresa Gerencial de Projetos Navais.<\/p>\n<p>As cartas n\u00e1uticas eletr\u00f4nicas s\u00e3o disponibilizadas, exclusivamente, por interm\u00e9dio de distribuidores internacionais dos Centros de Coordena\u00e7\u00e3o Regional, operado pelo Servi\u00e7o Hidrogr\u00e1fico do Reino Unido. J\u00e1 as cartas n\u00e1uticas raster (imagem digitalizada de uma carta em papel) est\u00e3o disponibilizadas <a href=\"https:\/\/www.marinha.mil.br\/chm\/dados-do-segnav\/cartas-raster\">gratuitamente para baixar.<\/a><\/p>\n<p>Fonte: Defesa em Foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final do ano de 2021, o Centro de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o do Norte (CHN-4) publicou, pela primeira vez, uma Carta N\u00e1utica Eletr\u00f4nica da Regi\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":38314,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38313","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38313"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38313\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38315,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38313\/revisions\/38315"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}