{"id":38227,"date":"2022-03-11T08:56:41","date_gmt":"2022-03-11T11:56:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=38227"},"modified":"2022-03-11T08:56:41","modified_gmt":"2022-03-11T11:56:41","slug":"apos-pico-da-omicron-aumentar-vacinacao-pode-bloquear-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/apos-pico-da-omicron-aumentar-vacinacao-pode-bloquear-coronavirus\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s pico da \u00d4micron, aumentar vacina\u00e7\u00e3o pode bloquear coronav\u00edrus"},"content":{"rendered":"<p>O pico da variante \u00d4micron levou a um recorde de casos de covid-19 em todo o mundo no in\u00edcio de 2022, e a queda da curva que se seguiu a ele no Brasil traz o que a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) considera uma janela de oportunidade para o controle da pandemia, que completa dois anos hoje (11). Com menos casos e interna\u00e7\u00f5es, diminui a press\u00e3o sobre os sistemas de sa\u00fade e crescem as chances de bloquear a transmiss\u00e3o do v\u00edrus e a forma\u00e7\u00e3o de novas variantes aumentando a cobertura vacinal.<\/p>\n<p>&#8220;Em um momento em que h\u00e1 muitas pessoas imunes \u00e0 doen\u00e7a, se houver uma alta cobertura vacinal completa, h\u00e1 a possibilidade de tanto reduzir o n\u00famero de casos, interna\u00e7\u00f5es e \u00f3bitos, como bloquear a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus&#8221;, destacava o boletim do Observat\u00f3rio Covid-19 da Fiocruz no in\u00edcio de fevereiro ao prever a queda de casos confirmada nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o mais confort\u00e1vel, por\u00e9m, ainda n\u00e3o significa o fim da pandemia, refor\u00e7a o pesquisador Raphael Guimar\u00e3es, que integra o observat\u00f3rio. \u201cA gente entende que o Brasil deve entrar em uma fase mais otimista\u201d, afirma ele. \u201cTemos uma redu\u00e7\u00e3o dos casos novos, gradativamente uma descompress\u00e3o do sistema de sa\u00fade, uma menor ocupa\u00e7\u00e3o dos leitos, e a gente vai ter tamb\u00e9m uma redu\u00e7\u00e3o dos \u00f3bitos.\u201d<\/p>\n<p>Para aproveitar esse momento promissor, ele destaca que o pa\u00eds precisa avan\u00e7ar na vacina\u00e7\u00e3o e reduzir a desigualdade nas coberturas vacinais, que se d\u00e1 tanto entre estados, como entre munic\u00edpios e at\u00e9 entre popula\u00e7\u00f5es dentro de cada cidade. <\/p>\n<p>\u201cO que a gente precisa pensar \u00e9 que toda pol\u00edtica p\u00fablica deve ter por princ\u00edpio minimizar as iniquidades que acontecerem em cada escala geogr\u00e1fica. \u00c9 preciso uma pol\u00edtica coordenada do governo federal para reduzir as iniquidades entre estados. Os estados precisam ter essa leitura para reduzir a desigualdade entre os munic\u00edpios, e os munic\u00edpios, para reduzir entre os bairros. E tudo isso tem que acontecer de forma coordenada.\u201d<\/p>\n<p>Para o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alberto Chebabo, ainda \u00e9 dif\u00edcil dizer se a queda do n\u00famero de casos, proporcionada pela imunidade das vacinas somada aos anticorpos adquiridos pelas pessoas infectadas pela \u00d4micron recentemente, vai ser o suficiente para indicar o fim da pandemia. Ele ressalta que a expectativa de um cen\u00e1rio mais positivo depende de n\u00e3o surgir uma nova variante de preocupa\u00e7\u00e3o capaz de causar uma nova onda de cont\u00e1gio.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 muito mais uma quest\u00e3o retrospectiva. N\u00e3o d\u00e1 para dizer quando vai ser o fim da pandemia, vai dar para olhar para tr\u00e1s e dizer quando foi o fim da pandemia\u201d, avalia ele. \u201cA expectativa \u00e9 de que, se n\u00e3o aparecer nenhuma variante nova de preocupa\u00e7\u00e3o, a gente tenha um per\u00edodo mais calmo, com menos casos e mortes. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em novembro do ano passado a gente estava em um momento assim com o fim da Delta, e apareceu a \u00d4micron. Ent\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil fazer qualquer previs\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro publicou em seu perfil no Twitter que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade estuda rebaixar a situa\u00e7\u00e3o da covid-19 no Brasil para endemia, o que significa que a doen\u00e7a passaria a ser considerada parte do cotidiano, como outras doen\u00e7as j\u00e1 acompanhadas pelos sistemas de sa\u00fade. Em nota divulgada no mesmo dia, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade confirmou que j\u00e1 estava adotando as medidas necess\u00e1rias para reclassificar o status da covid-19 no Brasil que, atualmente, \u00e9 identificado como pandemia.<\/p>\n<p>Chebabo ressalta que a situa\u00e7\u00e3o de pandemia \u00e9 internacional, afeta todos os continentes, e por isso foi declarada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade. \u201cQuem vai definir o final da pandemia n\u00e3o \u00e9 nenhum pa\u00eds, \u00e9 a pr\u00f3pria OMS, que declarou a pandemia&#8221;, diz. &#8220;Um pa\u00eds pode decretar o fim do estado de emerg\u00eancia, tirar as medidas restritivas, suspender o uso de m\u00e1scara, mas quem declara o fim da pandemia \u00e9 a OMS a partir de dados que ela monitora no mundo inteiro\u201d, completa ele.<\/p>\n<p>Procurado pela Ag\u00eancia Brasil, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirmou que &#8220;avalia a medida da quest\u00e3o end\u00eamica, em conjunto com outros minist\u00e9rios e \u00f3rg\u00e3os competentes, levando em conta o cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico e o comportamento do v\u00edrus no pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>Com 72% dos brit\u00e2nicos com duas doses, a Inglaterra dividiu opini\u00f5es ao anunciar no m\u00eas passado um plano para conviver com a covid-19. O uso de m\u00e1scaras havia sido abolido em janeiro, e a iniciativa atual inclui a elimina\u00e7\u00e3o de medidas restritivas como a obriga\u00e7\u00e3o de isolamento para pessoas que testam positivo, al\u00e9m de programar para o fim deste m\u00eas o encerramento da distribui\u00e7\u00e3o gratuita de testes para o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a. Esc\u00f3cia, Pa\u00eds de Gales e Irlanda do Norte, que tamb\u00e9m comp\u00f5em o Reino Unido, adotaram planos distintos que tamb\u00e9m reduzem as restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo que os n\u00fameros globais apontem queda nos casos e \u00f3bitos, nem todos os pa\u00edses caminham no mesmo ritmo. Citada em diversos momentos da pandemia como exemplo por sua capacidade de rastreio de casos, a Coreia do Sul registrou na semana passada o maior n\u00famero semanal de mortes por covid-19 desde o in\u00edcio da emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, ultrapassando mil \u00f3bitos em sete dias pela primeira vez, segundo a OMS. At\u00e9 janeiro de 2021, o pa\u00eds n\u00e3o havia registrado mais de 10 mil casos de covid-19 em um \u00fanico dia nenhuma vez, e, em mar\u00e7o, esse patamar di\u00e1rio j\u00e1 chegou a 300 mil. A situa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds asi\u00e1tico se agravou mesmo com 86% dos 50 milh\u00f5es de coreanos vacinados com duas doses ou dose \u00fanica.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade tamb\u00e9m monitora o surgimento de uma nova variante, que combina estruturas gen\u00e9ticas da Delta e da \u00d4micron, e por isso foi chamada de Deltacron. Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, a pandemia est\u00e1 longe de acabar. &#8220;Ela n\u00e3o vai acabar em nenhum lugar at\u00e9 que ela acabe em todos os lugares&#8221;, voltou a alertar em pronunciamento nesta semana.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pico da variante \u00d4micron levou a um recorde de casos de covid-19 em todo o mundo no in\u00edcio de 2022, e a queda da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":37456,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-38227","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38227","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38227"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38227\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38228,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38227\/revisions\/38228"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37456"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}