{"id":38179,"date":"2022-03-08T10:27:50","date_gmt":"2022-03-08T13:27:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=38179"},"modified":"2022-03-08T10:27:50","modified_gmt":"2022-03-08T13:27:50","slug":"exportacoes-e-importacoes-cearenses-crescem-em-2021-e-indices-superam-desempenho-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/exportacoes-e-importacoes-cearenses-crescem-em-2021-e-indices-superam-desempenho-nacional\/","title":{"rendered":"EXPORTA\u00c7\u00d5ES E IMPORTA\u00c7\u00d5ES CEARENSES CRESCEM EM 2021 E \u00cdNDICES SUPERAM DESEMPENHO NACIONAL"},"content":{"rendered":"<p>O desempenho da balan\u00e7a comercial do Cear\u00e1, em 2021, seguiu o mesmo comportamento do Brasil, com tend\u00eancia de retomada de crescimento. No entanto, as exporta\u00e7\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es cearenses apresentaram taxas acima dos resultados do Brasil para o mesmo per\u00edodo. A boa performance est\u00e1 diretamente ligada ao aumento da taxa de vacina\u00e7\u00e3o, que possibilitou a retomada do com\u00e9rcio. A participa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es cearenses em 2021 voltou ao patamar pr\u00f3ximo de 1% do total do Brasil e as importa\u00e7\u00f5es cearenses apresentaram a maior participa\u00e7\u00e3o do total verificado no pa\u00eds. A conclus\u00e3o est\u00e1 no Ipece\/Informe (n\u00ba 208 \u2013 fevereiro\/2022) \u2013 Com\u00e9rcio Exterior do Cear\u00e1 em 2021 \u2013 segundo ano da pandemia da Covid-19, que acaba de ser lan\u00e7ado pela Diretoria de Estudos Econ\u00f4micos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estrat\u00e9gia Econ\u00f4mica do Cear\u00e1 (Ipece).<\/p>\n<p>O valor das exporta\u00e7\u00f5es do Cear\u00e1 no ano passado foi de US$ 2,7 bilh\u00f5es, crescimento de 47,7% em rela\u00e7\u00e3o a 2020. J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es somaram US$ 3,87 bilh\u00f5es, eleva\u00e7\u00e3o de 60,4%, Com isso, o saldo da balan\u00e7a comercial manteve-se negativo (US$ 1,1 bilh\u00e3o), sendo o maior valor dos \u00faltimos cinco anos. A corrente de com\u00e9rcio somou o valor de US$ 6,6 bilh\u00f5es em 2021, crescimento de 54,9%, com rela\u00e7\u00e3o ao verificado em 2020. O Cear\u00e1 continuou ocupando o 14\u00ba lugar no ranking dos estados brasileiros exportadores e \u00e9 o terceiro do Nordeste, atr\u00e1s das Bahia, que ocupa a nona coloca\u00e7\u00e3o, e Maranh\u00e3o, a 13\u00aa. No Brasil, o volume do com\u00e9rcio internacional de bens bateu recorde em 2021, com a corrente de com\u00e9rcio atingindo o valor de US$ 500 bilh\u00f5es. As exporta\u00e7\u00f5es alcan\u00e7aram o montante de US$ 280,6 bilh\u00f5es, correspondendo ao crescimento de 34,16% comparado a de 2020, e as importa\u00e7\u00f5es chegaram ao valor de US$ 219,4 bilh\u00f5es, ou seja, aumentaram 38,18% com rela\u00e7\u00e3o a 2020. O saldo comercial brasileiro tamb\u00e9m foi o maior de toda a s\u00e9rie: valor de US$ 61,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com Ana Cristina Lima Maia, assessora t\u00e9cnica do Ipece que elaborou o trabalho, juntamente com o analista de Pol\u00edticas P\u00fablicas, Alexsandre Lira Cavalcante, a participa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es cearenses teve redu\u00e7\u00e3o em 2020, quebrando a tend\u00eancia de ganho de participa\u00e7\u00e3o no total nacional. Por\u00e9m, em 2021 voltou a ganhar apresentar forte desempenho, chegando ao valor de 0,98%. A participa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es cearenses no total do Nordeste tamb\u00e9m apresentou aumento, passando de 11,48%, em 2020, para 12,94% em 2021. \u201cVerificou-se tamb\u00e9m que a participa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es do Nordeste no total do Brasil caiu, passando de 7,72%, em 2020, para 7,54% em 2021. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es do Cear\u00e1 no total do Brasil, observou-se que houve ganho em 2021, comparado com 2020, atingindo a marca de 1,76%. No total das importa\u00e7\u00f5es do Nordeste a participa\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1 foi de 15,37%. J\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es do Nordeste no total do Brasil foi de 11,48% em 2021, maior do que a registrada em 2020.\u201d<\/p>\n<p><strong>EXPORTA\u00c7\u00d5ES<\/strong><br \/>\nO Cear\u00e1, em 2021, na an\u00e1lise das exporta\u00e7\u00f5es cearenses por atividade econ\u00f4mica, ampliou a participa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es em bens da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o para 91,5%, atingindo o valor de US$ 2,5 bilh\u00f5es. As exporta\u00e7\u00f5es da atividade agropecu\u00e1ria nesse mesmo ano registraram crescimento de 11,8%, comparado com 2020, por\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o caiu para 6,8%, ou seja, perdeu 2,19 pontos percentuais. Por outro lado, a Ind\u00fastria Extrativa foi a \u00fanica que registrou queda no valor exportado em 2021, comparado com 2020. Os produtos dessa atividade s\u00e3o na sua maioria de transbordo, a destacar g\u00e1s natural e liquefeito e \u00f3leo combust\u00edvel. No detalhamento por produto da pauta de exporta\u00e7\u00e3o cearense, os metal\u00fargicos lideraram a pauta em 2021, com valor de US$ 1,64 bilh\u00e3o, respondendo por quase 60% do total exportado pelo estado.<\/p>\n<p>As vendas externas de produtos metal\u00fargicos apresentaram crescimento de 70,1% em 2021 com rela\u00e7\u00e3o a 2020. Os principais produtos exportados desse grupo foram \u201csemimanufaturados de ferro ou a\u00e7o n\u00e3o ligado, de se\u00e7\u00e3o transversal retangula\u201d, representando 94% desse segmento. O grupo Cal\u00e7ados foi o segundo mais exportado, com valor de US$ 225,5 milh\u00f5es, com participa\u00e7\u00e3o de 8,2%. As exporta\u00e7\u00f5es de cal\u00e7ados cresceram 31,9% em 2021, comparado com 2020, indicando a recupera\u00e7\u00e3o das vendas externas desse segmento, com a retomada das compras dos principais pa\u00edses, como EUA, Argentina e Col\u00f4mbia. Dos dez principais grupos exportados pelo Cear\u00e1, apenas Produtos de alimentos e bebidas apresentou queda do valor exportado. Os demais grupos registraram crescimento do valor exportado, com destaque para Produtos T\u00eaxteis (167,9%), Produtos Metal\u00fargicos (70,1%), Lagosta (43,5%), M\u00e1quinas e equipamentos (42,3%) e Couros e peles (35,5%).<\/p>\n<p><strong>IMPORTA\u00c7\u00d5ES<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es cearenses de 2021 foram, em sua maioria, de bens da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, atingindo o montante de US$ 2,88 bilh\u00f5es, participa\u00e7\u00e3o de 74,5% do total importado pelo Cear\u00e1. As importa\u00e7\u00f5es de bens da ind\u00fastria extrativa concentrou 17,4%, com crescimento de 115,7% do valor importado em circunst\u00e2ncia do aumento de compras de Hulha betuminosa; G\u00e1s natural liquefeito e; Min\u00e9rios de ferro e seus concentrados. A importa\u00e7\u00e3o de produtos do setor agropecu\u00e1rio foi de US$ 296,9 milh\u00f5es, participando com 7,7%. No detalhamento das importa\u00e7\u00f5es cearenses por produtos\/setores, o de Combust\u00edveis minerais e seus derivados lideram a pauta de importa\u00e7\u00e3o em 2021, com US$ 1,5 bilh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o de 40%. A matriz energ\u00e9tica necessitou de ativar as termel\u00e9tricas, impulsionando ainda mais as importa\u00e7\u00f5es de combust\u00edveis. O valor das importa\u00e7\u00f5es de Hulha betuminosa e Gas\u00f3leo (\u00f3leo diesel) apresentaram os maiores aumentos do segmento de combust\u00edveis.<\/p>\n<p>Os produtos Metal\u00fargicos foram o segundo mais importados em 2021, com valor de US$ 409,9 milh\u00f5es e participa\u00e7\u00e3o de 10,6%. Esse grupo registrou crescimento de quase 167%, puxado principalmente pelo aumento de Produtos laminados planos, de ferro ou a\u00e7o n\u00e3o ligado; Outros fios-m\u00e1quinas de ferro ou a\u00e7o n\u00e3o ligado. Em terceiro lugar da pauta est\u00e3o os produtos da M\u00e1quinas, aparelhos e materiais el\u00e9tricos, e suas partes com valor importado de US$ 393,6 milh\u00f5es e participa\u00e7\u00e3o de 10,2%. Em seguida na pauta est\u00e3o os Produtos da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (US$ 286,8 milh\u00f5es) e Reatores nucleares, caldeiras, m\u00e1quinas, aparelhos e instrumentos mec\u00e2nicos com US$ 277,1 milh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>MUNIC\u00cdPIOS<\/strong><br \/>\nO munic\u00edpio de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante continuou como o maior exportador cearense em 2021, respondendo por 58,7% do total exportado pelo Cear\u00e1, com crescimento do valor exportado em 65,1%. Fortaleza foi o segundo, com 10,5% das exporta\u00e7\u00f5es cearenses, seguido de Caucaia (7,2%), Maracana\u00fa (4,9%) e Sobral (4,3%) (Tabela 5). Dentre os dez principais munic\u00edpios cearenses que exportaram em 2021, apenas Aquiraz apresentou queda do valor exportado quando comparado com 2020. As exporta\u00e7\u00f5es cearenses foram mais concentradas em 2021, quando nesse ano os dez principais munic\u00edpios cearenses exportadores concentraram 94%. Em 2020 os dez principais munic\u00edpios somar 88,8% das exporta\u00e7\u00f5es do estado. Fortaleza foi o maior importador em 2021, com participa\u00e7\u00e3o de 40,1% (do total importado pelo estado. Na sequ\u00eancia est\u00e3o S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante (20,2%); Caucaia (14,5%); Maracana\u00fa (8,6%) e Aquiraz (6,9%). A participa\u00e7\u00e3o conjunta dos dez principais munic\u00edpios importadores foi de 96,4% em 2021, mostrando-se mais concentrada do que nos dois anos anteriores.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desempenho da balan\u00e7a comercial do Cear\u00e1, em 2021, seguiu o mesmo comportamento do Brasil, com tend\u00eancia de retomada de crescimento. 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