{"id":38077,"date":"2022-03-02T09:40:16","date_gmt":"2022-03-02T12:40:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=38077"},"modified":"2022-03-02T10:41:25","modified_gmt":"2022-03-02T13:41:25","slug":"conflito-internacional-gera-apreensao-aos-principais-portos-de-entrada-dos-fertilizantes-no-br-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/conflito-internacional-gera-apreensao-aos-principais-portos-de-entrada-dos-fertilizantes-no-br-2\/","title":{"rendered":"Conflito internacional gera apreens\u00e3o aos principais portos de entrada dos fertilizantes no BR"},"content":{"rendered":"<p>A a\u00e7\u00e3o militar da R\u00fassia em territ\u00f3rio ucraniano gera apreens\u00f5es em todo o mundo. Em especial, a atividade portu\u00e1ria e o com\u00e9rcio exterior temem pelos reflexos do conflito que podem atingir o mercado e a produ\u00e7\u00e3o no Brasil. Como principal porta de entrada dos fertilizantes no pa\u00eds, a administra\u00e7\u00e3o dos portos paranaenses acompanha o momento de tens\u00e3o no Leste Europeu, com aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar de ainda ser cedo para saber quais ser\u00e3o os impactos diretos e indiretos das atividades militares na Ucr\u00e2nia, como comenta o diretor-presidente da Portos do Paran\u00e1, Luiz Fernando Garcia, a situa\u00e7\u00e3o preocupa, principalmente o segmento dos gran\u00e9is de importa\u00e7\u00e3o, especialmente dos adubos.<\/p>\n<p>\u201cPara se ter uma ideia, das quase 11,5 milh\u00f5es de toneladas importadas de fertilizante no ano passado, cerca de 2,35 milh\u00f5es, mais de 20%, v\u00eam da R\u00fassia\u201d, afirma o executivo.<\/p>\n<p>A Ucr\u00e2nia, segundo Garcia, n\u00e3o \u00e9 regi\u00e3o tradicionalmente produtora de fertilizantes. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o realmente \u00e9 com a R\u00fassia que, com a guerra, tende a suspender as atividades portu\u00e1rias e o com\u00e9rcio com os pa\u00edses, principalmente ocidentais\u201d, pontua o dirigente dos portos paranaenses.<\/p>\n<p>SEGMENTO \u2013 Como explica o gerente executivo do Sindicato da Ind\u00fastria de Adubos e Corretivos Agr\u00edcolas no Estado do Paran\u00e1 (Sindiadubos), D\u00e9cio Luiz Gomes, tanto a R\u00fassia como o pa\u00eds vizinho, Belarus, s\u00e3o grandes produtores de fertilizantes, principalmente o cloreto de pot\u00e1ssio.<\/p>\n<p>\u201cA apreens\u00e3o \u00e9 quanto os problemas log\u00edsticos para escoar esses produtos. A invas\u00e3o da R\u00fassia \u00e0 Ucr\u00e2nia complica ainda mais a situa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 estava delicada com a Belarus, outro importante mercado\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Segundo Gomes, o mercado e a ind\u00fastria dos fertilizantes no Brasil \u2013 assim como em todo o mundo \u2013 j\u00e1 estava sentido h\u00e1 algum tempo, quando a R\u00fassia decidiu suspender as exporta\u00e7\u00f5es dos produtos.<\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o no Leste Europeu, que tamb\u00e9m j\u00e1 vinha preocupando o segmento, era o impedimento imposto pela Litu\u00e2nia para circula\u00e7\u00e3o de produtos da Belarus. O pa\u00eds \u00e9 outra op\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da R\u00fassia, para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o de cloreto de pot\u00e1ssio para o mundo. \u201cUma alternativa para o mercado brasileiro, na importa\u00e7\u00e3o do produto, seria o Canad\u00e1, tamb\u00e9m grande produtor e exportador do cloreto\u201d, completa.<\/p>\n<p>A maioria das empresas produtoras de fertilizantes nos dois pa\u00edses \u2013 R\u00fassia e Belarus \u2013, como ainda explica Gomes, s\u00e3o estatais. \u201cOu seja, as decis\u00f5es dessas empresas v\u00e3o a reboque do que decidem os respectivos governos em rela\u00e7\u00e3o ao mercado internacional\u201d, pontua o gerente executivo.<\/p>\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o da oferta mundial de fertilizantes certamente vai nos afetar\u201d, comenta. A falta de produto e o aumento de pre\u00e7o, segundo ele, ser\u00e3o os principais efeitos do conflito que gera impacto, tamb\u00e9m, nas demais atividades, incluindo a agricultura e o consumo final no pa\u00eds.<\/p>\n<p>ESCALAS \u2013 Dificilmente os portos do Paran\u00e1 recebem navios com bandeiras desses pa\u00edses (R\u00fassia, Ucr\u00e2nia ou Belarus). Segundo o presidente do Sindicato das Ag\u00eancias de Navega\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima do Estado do Paran\u00e1 (Sindapar), Argyris Ikonomou, a preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tanto com a m\u00e3o-de-obra, no caso, das tripula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cA possibilidade de impacto negativo que eu consigo enxergar, no momento, seria a dificuldade, alto risco e o aumento do valor dos fretes para navios que, a partir de agora, v\u00e3o escalar em portos da R\u00fassia para carregamento de fertilizantes, por exemplo\u201d, comenta.<\/p>\n<p>No entanto, segundo Argyris, \u00e9 preciso aguardar a evolu\u00e7\u00e3o desse conflito. \u201cAinda \u00e9 muito cedo para saber o que vai acontecer nos pr\u00f3ximos dias\u201d, completa o representante das ag\u00eancias mar\u00edtimas no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A a\u00e7\u00e3o militar da R\u00fassia em territ\u00f3rio ucraniano gera apreens\u00f5es em todo o mundo. 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