{"id":38075,"date":"2022-02-25T10:44:52","date_gmt":"2022-02-25T13:44:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=38075"},"modified":"2022-02-25T10:50:29","modified_gmt":"2022-02-25T13:50:29","slug":"cabotagem-aumenta-em-paranagua-cinco-vezes-mais-do-que-a-media-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/cabotagem-aumenta-em-paranagua-cinco-vezes-mais-do-que-a-media-nacional\/","title":{"rendered":"Cabotagem aumenta em Paranagu\u00e1 cinco vezes mais do que a m\u00e9dia nacional"},"content":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio melhorou em 2021, mas o pa\u00eds ainda explora pouco o transporte de cargas entre portos brasileiros, a chamada cabotagem, assim como os modais ferrovi\u00e1rios e hidrovi\u00e1rios. Com os combust\u00edveis cada vez mais caros e a dificuldade para a contrata\u00e7\u00e3o de caminhoneiros, a op\u00e7\u00e3o log\u00edstica por rodovias acaba enfrentando concorr\u00eancia de meios alternativos.<\/p>\n<p>No Brasil, o volume transportado por cabotagem aumentou acima do percentual de crescimento geral \u2013 segundo relat\u00f3rio estat\u00edstico divulgado pela Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq). Enquanto a movimenta\u00e7\u00e3o de todo o conjunto de produtos subiu 4,8% em 2021 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, a entrega interna porto a porto cresceu 5,6%. Os percentuais podem parecer baixos, mas representam muitos milh\u00f5es de toneladas que sa\u00edram das estradas e passaram a chegar por navios.<\/p>\n<p>O porto de Paranagu\u00e1 \u2013 que n\u00e3o tem tradi\u00e7\u00e3o em cabotagem \u2013 viu os n\u00fameros aumentarem bem acima da m\u00e9dia nacional. Por aqui, o crescimento em 2021 foi de 38% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Foram 2,6 milh\u00f5es de toneladas em compara\u00e7\u00e3o com 1,8 milh\u00e3o em 2020, de acordo com dados divulgados pela Portos do Paran\u00e1. Ainda \u00e9 pouco, menos de 5%, em rela\u00e7\u00e3o ao total movimentado em Paranagu\u00e1 em 2021, que foi de 57 milh\u00f5es de toneladas. Ou seja, de cada 20 toneladas que passam pelo porto, apenas 1 \u00e9 fruto de cabotagem. Mas o diretor de Opera\u00e7\u00f5es Portu\u00e1rias, Luiz Teixeira da Silva J\u00fanior, comenta que as perspectivas s\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o cada vez mais representativa, aproveitando a extensa costa brasileira.<\/p>\n<p>Assim como no restante do pa\u00eds, o principal produto transportado por cabotagem em Paranagu\u00e1 \u00e9 o petr\u00f3leo, com os derivados em segundo lugar. Juntos, representaram dois ter\u00e7os de tudo que saiu de um porto nacional em dire\u00e7\u00e3o a outro. Cont\u00eaineres, bauxita e min\u00e9rio de ferro s\u00e3o as demais cargas que usam o sistema de cabotagem. Teixeira comenta que, no Norte e no Nordeste, tamb\u00e9m o sal \u00e9 levado dessa forma, como forma de baratear o pre\u00e7o (caso fosse transportado predominantemente por caminh\u00f5es, o valor do frete ficaria superior ao da carga).<\/p>\n<h5><strong>BR do Mar<\/strong><\/h5>\n<p>Teixeira comenta que a via mar\u00edtima \u00e9 um modal necess\u00e1rio para a log\u00edstica brasileira e um fator essencial na composi\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, com possibilidade de ser mais explorado em territ\u00f3rio nacional. Hoje muito ligada a graneis l\u00edquidos, principalmente por causa dos navios pr\u00f3prios da Petrobras, a cabotagem tem espa\u00e7o para crescer a partir da aprova\u00e7\u00e3o da BR do Mar, marco legal recentemente aprovado como forma de est\u00edmulo ao modal. \u201c<em>Vai dar uma incentivada nesse transporte, com algumas vantagens j\u00e1 em 2022<\/em>\u201d, acredita.<\/p>\n<p>O diretor lembra que a cabotagem em Paranagu\u00e1 tem proje\u00e7\u00f5es de crescimento, mas que \u00e9 preciso considerar a chamada zona de influ\u00eancia. Normalmente, os produtos transportados por esse sistema se destinam a \u00e1reas pr\u00f3ximas do porto \u2013 e nesse sentido, o Paran\u00e1 tem concorr\u00eancia direta com os vizinhos de S\u00e3o Paulo e Santa Catarina, que atraem as cargas direcionadas para o consumo naqueles estados. O custo log\u00edstico, tanto portu\u00e1rio quanto rodovi\u00e1rio, \u00e9 preponderante em curtas dist\u00e2ncias.<\/p>\n<h5><strong>Milho e cont\u00eaineres<\/strong><\/h5>\n<p>De acordo com dados da Antaq, entre os principais produtos movimentados por portos brasileiros, o milho foi o que teve a queda mais brusca em 2021, com 35% a menos \u2013 e muito disso deixou de passar justamente por Paranagu\u00e1.<\/p>\n<p>Como o mostrou durante o ano passado, a cultura foi muito afetada pela estiagem e j\u00e1 em agosto o setor sentia os efeitos da diminui\u00e7\u00e3o no volume exportado. Teixeira comenta que ocorreu uma invers\u00e3o: em 2020, n\u00e3o houve importa\u00e7\u00e3o de milho e em 2021 quase n\u00e3o exportou o produto. O fluxo foi contr\u00e1rio. \u201c<em>Recebemos cerca de 600 mil toneladas de milho importado, principalmente vindo da Argentina<\/em>\u201d, conta. O diretor afirma que, apesar do congestionamento causado pela chegada de fertilizantes, foi poss\u00edvel organizar a parte operacional para lidar com essa demanda sazonal.<\/p>\n<p>J\u00e1 sobre a movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres, apesar do recorde de 1,1 milh\u00e3o de TEUs (unidade equivalente a um cont\u00eainer de 20 p\u00e9s) batido pela TCP, a amplia\u00e7\u00e3o de 12% em 2021 ficou bem pr\u00f3ximo da m\u00e9dia nacional, que foi de 11%. Para Teixeira, isso \u00e9 efeito da concorr\u00eancia direta com outros portos pr\u00f3ximos. \u201c<em>Mas foi um grande crescimento, fruto de um bom trabalho na prospec\u00e7\u00e3o de cargas e no aproveitamento das linhas existentes<\/em>\u201d, avalia.<\/p>\n<h5><strong>2022 come\u00e7ou bombando, com antecipa\u00e7\u00e3o de entregas<\/strong><\/h5>\n<p>Embora ainda o cen\u00e1rio seja de indefini\u00e7\u00e3o sobre a safra de gr\u00e3os no Paran\u00e1 e nos estados vizinhos, com a colheita iniciada, mais d\u00favidas relacionadas ao impacto das quest\u00f5es clim\u00e1ticas no volume a ser movimentado, o ano come\u00e7ou a pleno vapor no transporte de gr\u00e3os por Paranagu\u00e1. O diretor conta que \u00e9 o melhor come\u00e7o de ano da d\u00e9cada. A circula\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es est\u00e1 em patamar bem superior ao registrado em janeiro e fevereiro do ano passado.<\/p>\n<p>Teixeira afirma que, neste momento, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer se a movimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 reflexo de uma boa colheita ou se os produtores est\u00e3o antecipando a entrega de soja que j\u00e1 estava armazenada. Ainda \u00e9 cedo tamb\u00e9m, na opini\u00e3o do diretor, para dizer se os n\u00fameros se manter\u00e3o em alta em mar\u00e7o e abril. Ele tamb\u00e9m comenta o crescimento da movimenta\u00e7\u00e3o por trens, como efeito de melhorias feitas no sistema.\u00a0<em>\u201cEstamos caminhando para um melhor equil\u00edbrio entre os modais\u201d,\u00a0<\/em>finaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: JB Litoral<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio melhorou em 2021, mas o pa\u00eds ainda explora pouco o transporte de cargas entre portos brasileiros, a chamada cabotagem, assim como os modais&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-38075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38075"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38075\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38076,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38075\/revisions\/38076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}