{"id":37519,"date":"2022-01-18T08:30:25","date_gmt":"2022-01-18T11:30:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=37519"},"modified":"2022-01-18T01:45:18","modified_gmt":"2022-01-18T04:45:18","slug":"msc-compra-67-da-log-in-e-entra-em-cabotagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/msc-compra-67-da-log-in-e-entra-em-cabotagem\/","title":{"rendered":"MSC compra 67% da Log-In e entra em cabotagem"},"content":{"rendered":"<p>A venda do controle da Log-In para a MSC (Mediterranean Shipping Company) dever\u00e1 impulsionar a demanda da companhia de cabotagem. Com a entrada do novo acionista &#8211; que \u00e9 um gigante global da navega\u00e7\u00e3o de longo curso -, abrem-se diversas oportunidades de opera\u00e7\u00f5es em conjunto, avalia Marcio Arany, presidente da Log-In.<\/p>\n<p>Entre as grandes companhias que operam no transporte de carga na costa brasileira, a Log-In era a \u00fanica independente, ou seja, sem uma grande empresa de navega\u00e7\u00e3o global por tr\u00e1s. Os outros dois maiores operadores s\u00e3o a Alian\u00e7a, do grupo Maersk, e a Mercosul Line, da CMA CGM.<\/p>\n<p>Com o leil\u00e3o da oferta p\u00fablica de a\u00e7\u00f5es, realizado ontem, a MSC (por meio de sua subsidi\u00e1ria SAS Shipping) passar\u00e1 a deter 67% do capital da empresa. As a\u00e7\u00f5es foram precificadas a R$ 25. Com isso, o desembolso total dever\u00e1 chegar a R$ 1,75 bilh\u00e3o (o equivalente a US$ 316 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>Apesar do grande potencial de integra\u00e7\u00e3o entre os grupos, o presidente da Log-In destaca que n\u00e3o se trata de uma incorpora\u00e7\u00e3o da empresa brasileira, que seguir\u00e1 buscando resultados e metas de expans\u00e3o independentemente da nova controladora.<\/p>\n<p>\u201cA MSC j\u00e1 trabalha com a Log-in h\u00e1 anos como cliente, mas agora haver\u00e1 muito mais possibilidades. Por\u00e9m, pelo menos no curto prazo, n\u00e3o ser\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o como a da Alian\u00e7a com a Maersk, ou da Mercosul Line com a CMA. Esses armadores est\u00e3o mirando o \u00f3timo global. J\u00e1 n\u00f3s vamos continuar buscando o que \u00e9 \u00f3timo para a Log-In\u201d, disse Arany, em conversa com o Valor.<\/p>\n<p>O presidente afirma que n\u00e3o houve di\u00e1logo entre as companhias desde que os tr\u00e2mites para a aquisi\u00e7\u00e3o se iniciaram e, por isso, os planos da MSC ainda n\u00e3o est\u00e3o claros. Essas conversas dever\u00e3o se iniciar a partir de agora, com a formaliza\u00e7\u00e3o da aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na sua vis\u00e3o, h\u00e1 oportunidade para parcerias estrat\u00e9gicas entre as empresas, o que n\u00e3o era vi\u00e1vel sem o controle acion\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u201cAgora, h\u00e1 uma confian\u00e7a muito maior na opera\u00e7\u00e3o da Log-in e ser\u00e1 poss\u00edvel desenhar opera\u00e7\u00f5es conjuntas em mercados espec\u00edficos. Um exemplo hipot\u00e9tico: com a crise argentina, a escala em Buenos Aires ficou pequena, o navio chega com pouca carga. Mas, para a MSC, \u00e9 ruim tirar a marca do pa\u00eds. Agora, poder\u00e1 usar a Log-In com um servi\u00e7o feeder [distribui\u00e7\u00e3o com navios menores]\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 poss\u00edvel estruturar projetos de maneira mais consistente, porque v\u00e3o ter certeza de que podem contam com o atendimento, que ningu\u00e9m vai comprar a Log-In e deix\u00e1-los na m\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o n\u00e3o prev\u00ea aporte de capital na Log-In, afirma Arany. \u201cA empresa n\u00e3o precisa e n\u00e3o ter\u00e1 inje\u00e7\u00e3o de recursos. Agora, se a MSC tiver algum grande projeto que demande isso, \u00e9 poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Em paralelo \u00e0s mudan\u00e7as no controle acion\u00e1rio, a Log-in vem conduzindo um plano de crescimento relevante. Em dezembro, a companhia anunciou a aquisi\u00e7\u00e3o de uma empresa rodovi\u00e1ria, a Tecmar. A opera\u00e7\u00e3o, de R$ 102,7 milh\u00f5es, ainda aguarda aval do Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade).<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 incorporar a expertise da empresa com carga fracionada, al\u00e9m de agregar uma opera\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria pr\u00f3pria. A transportadora tem cerca de mil ve\u00edculos. \u201cA Tecmar j\u00e1 tem uma opera\u00e7\u00e3o paralela \u00e0 cabotagem, no eixo Sul-Nordeste, ao longo da costa, ent\u00e3o \u00e9 muito complementar.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Log-in est\u00e1 investindo para ampliar em cerca de 60% sua capacidade de movimenta\u00e7\u00e3o, por meio da incorpora\u00e7\u00e3o de mais tr\u00eas navios \u00e0 sua frota atual, de seis embarca\u00e7\u00f5es. A ideia \u00e9 refor\u00e7ar principalmente as rotas na regi\u00e3o Norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O primeiro navio j\u00e1 foi adquirido em fevereiro de 2021, constru\u00eddo em estaleiro chin\u00eas, com bandeira liberiana. Por\u00e9m, ainda n\u00e3o foi incorporado \u00e0 frota de cabotagem da companhia e vem sendo alugado para rotas de longo curso. A empresa decidiu esperar pela aprova\u00e7\u00e3o da nova lei da cabotagem, a BR do Mar &#8211; que flexibilizou o uso de embarca\u00e7\u00f5es estrangeiras na costa nacional. Al\u00e9m disso, n\u00e3o houve um aquecimento da demanda do pa\u00eds que justificasse a adi\u00e7\u00e3o de capacidade.<\/p>\n<p>\u201cO navio dever\u00e1 entrar em opera\u00e7\u00e3o no segundo semestre deste ano &#8211; se o mercado reagir, principalmente na Zona Franca de Manaus. \u00c9 dif\u00edcil escolher o momento certo para adicionar um navio, porque os custos da opera\u00e7\u00e3o est\u00e3o dados, mas a demanda n\u00e3o. Ent\u00e3o ele vai enchendo devagar, temos que converter carga do rodovi\u00e1rio. \u00c9 um processo\u201d, explica.<\/p>\n<p>Apesar das d\u00favidas, o grupo tamb\u00e9m j\u00e1 encomendou, em outubro de 2021, a constru\u00e7\u00e3o de outros dois navios em um estaleiro chin\u00eas, pelo custo de US$ 85,2 milh\u00f5es. A previs\u00e3o de entrega de cada um \u00e9 de dezembro de 2023 e maio de 2024.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 BR do Mar, sancionada nos \u00faltimos dias, Arany considera a vers\u00e3o final do texto positiva. \u201cVai nos permitir trazer navios de forma mais f\u00e1cil para a costa. J\u00e1 trouxemos um navio [em outubro de 2021] pensando nisso. No caso dos dois navios encomendados, havia a op\u00e7\u00e3o de import\u00e1-los, mas eles teriam que vir vazios da China. Agora, j\u00e1 poder\u00e3o fazer a primeira viagem para o Brasil faturando\u201d, diz.<\/p>\n<p>Todos esses investimentos est\u00e3o sendo realizados parte com financiamento e parte com recursos levantados em uma oferta subsequente de a\u00e7\u00f5es, realizada em 2019, que levantou R$ 551 milh\u00f5es, explica o diretor financeiro, Pascoal Gomes. \u201cHoje, a alavancagem do grupo est\u00e1 em cerca de 2 vezes [d\u00edvida l\u00edquida pelo Ebita]. Vemos como saud\u00e1vel um patamar at\u00e9 3 vezes.\u201d<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A venda do controle da Log-In para a MSC (Mediterranean Shipping Company) dever\u00e1 impulsionar a demanda da companhia de cabotagem. 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