{"id":37002,"date":"2021-12-21T10:04:20","date_gmt":"2021-12-21T13:04:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=37002"},"modified":"2021-12-21T10:04:20","modified_gmt":"2021-12-21T13:04:20","slug":"novo-marco-das-ferrovias-pode-elevar-escoamento-de-graos-por-portos-no-ce-e-reduzir-preco-do-frete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/novo-marco-das-ferrovias-pode-elevar-escoamento-de-graos-por-portos-no-ce-e-reduzir-preco-do-frete\/","title":{"rendered":"NOVO MARCO DAS FERROVIAS PODE ELEVAR ESCOAMENTO DE GR\u00c3OS POR PORTOS NO CE E REDUZIR PRE\u00c7O DO FRETE"},"content":{"rendered":"<p>O novo marco regulat\u00f3rio das ferrovias, aprovado na\u00a0<strong>C\u00e2mara dos Deputados<\/strong>\u00a0nesta semana, dever\u00e1 aumentar o escoamento de produtos pelos portos no Cear\u00e1 (<strong>Pec\u00e9m\u00a0<\/strong>e\u00a0<strong>Fortaleza<\/strong>) \u2014 principalmente gr\u00e3os \u2014 al\u00e9m de gerar um barateamento dos valores do frete no mercado brasileiro e impulsionar projetos como o da\u00a0<strong>Transnordetina<\/strong>. A perspectiva foi apresentado por especialistas consultados pela coluna.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es do Governo Federal projetam investimentos que poder\u00e3o ser gerados R$ 80 bilh\u00f5es no setor de ferrovias no Brasil, causando um barateamento de at\u00e9 40% do pre\u00e7o do frete por conta da redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia do modal rodovi\u00e1rio que utiliza, majoritariamente, caminh\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com o Augusto Fernandes, CEO da JM Neg\u00f3cios Internacionais, no entanto, a maior parte desses investimentos devem ser alocados no eixo Sul-Sudeste do Brasil, j\u00e1 que s\u00e3o as localidades com maior mercado consumidor e n\u00famero de grandes empresas. A perspectiva foi corroborada por Bruno Bertoncini, professor da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC).<\/p>\n<p>Contudo, segundo o CEO da JM Neg\u00f3cios Internacionais, o Nordeste e o Cear\u00e1 poder\u00e3o ser beneficiados de v\u00e1rias formas. Entre elas, est\u00e1 o aumento do escoamento de produtos pelos Portos do Pec\u00e9m e de Fortaleza.<\/p>\n<p>\u201cDevemos ganhar porque temos ferrovias que j\u00e1 escoam produ\u00e7\u00f5es no Maranh\u00e3o, ferrovias ligando o sul do Cear\u00e1 a Macei\u00f3, temos um entroncamento de linhas que pode ser levado at\u00e9 a Bahia. E o Pec\u00e9m deve ganhar porque j\u00e1 \u00e9 um grande porto e com as ferrovias que podem ser criadas, podemos elevar o escoamento no terminal e no Porto de Fortaleza\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cO Cear\u00e1, com o Pec\u00e9m e o Porto de Fortaleza, que j\u00e1 tem a malha ferrovi\u00e1ria escoando gr\u00e3os, poder\u00e3o ter ganhos. O Sul e o Sudeste devem atrair um volume maior de investimentos, mas o Nordeste ser\u00e1 a bola da vez, e agora, em alguns anos, teremos uma luz no fim do t\u00fanel para o problema log\u00edstico de um pa\u00eds continental\u201d, completou Augusto.<\/p>\n<p>Bruno Bertoncini tamb\u00e9m ponderou que poder\u00e1 haver uma maior integra\u00e7\u00e3o entre projetos j\u00e1 existentes no Pa\u00eds com modelos novos. E assim como Augusto, o professor da UFC projetou que o escoamento de gr\u00e3os pelos portos no Cear\u00e1 deve ser impulsionado pelo marco legal das ferrovias.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que pode impactar. Mas o setor ainda est\u00e1 muito vinculado ao transporte de grandes volumes. Acho que no m\u00e9dio prazo \u00e9 poss\u00edvel pensar em novas conex\u00f5es a partir da implanta\u00e7\u00e3o da Transnordestina. Quem sabe uma futura integra\u00e7\u00e3o com a ferrovia norte-sul. Isto poderia, inclusive, impulsionar o porto do Pec\u00e9m em termos do escoamento de gr\u00e3os, por exemplo\u201d, disse o professor.<\/p>\n<h4><strong>NOVO MODELO<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo o texto aprovado na C\u00e2mara, o Marco Legal das Ferrovias possibilita a explora\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de transporte pelo setor privado, considerando alguns pontos distintos do modelo atual.<\/p>\n<p>Entre os pontos aprovados est\u00e1 a utiliza\u00e7\u00e3o de permiss\u00e3o em vez de concess\u00e3o. Al\u00e9m disso, os prazos de contrato passar\u00e3o para o intervalo de 25 a 99 anos, sendo prorrog\u00e1veis.<\/p>\n<h4><strong>PROJE\u00c7\u00d5ES FUTURAS<\/strong><\/h4>\n<p>Ainda sobre os poss\u00edveis ganhos do marco legal, Augusto Fernandes comentou que a participa\u00e7\u00e3o das ferrovias\u00a0 para o setor log\u00edstico do Brasil pode passar dos atuais 21% para 40% em rela\u00e7\u00e3o aos outros modais nos pr\u00f3ximos 15 anos.<\/p>\n<p>Essas proje\u00e7\u00f5es, contudo, dependeriam do avan\u00e7o das condi\u00e7\u00f5es de mercado e da disponibilidade do mercado nacional.<\/p>\n<p>\u201cEm 15 anos, com as empresas rodando, a utiliza\u00e7\u00e3o de ferrovias que hoje \u00e9 de 21%, poderia passar a 40%. E esse marco poderia representar um ganho log\u00edstico, at\u00e9 porque com os caminh\u00f5es carregam um n\u00famero menor de cont\u00eaineres e o Brasil precisa explorar esse potencial\u201d, defendeu.<\/p>\n<h4><strong>FALTA DECIDIR<\/strong><\/h4>\n<p>Apesar das proje\u00e7\u00f5es positivas, os especialistas alertaram que ainda h\u00e1 pontos do marco legal que precisam ser discutidos e aprovados. Um dos detalhes que ainda dever\u00e1 ser votado \u00e9 sobre como ser\u00e1 o tratamento do Governo em rela\u00e7\u00e3o ao caso de duas empresas fizerem propostas de explora\u00e7\u00e3o para uma mesma \u00e1rea ou linha ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<h4><strong>INTERIOR IMPULSIONADO<\/strong><\/h4>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento regional, Bruno Bertoncini afirmou que o projeto poder\u00e1 impulsionar \u00e1reas que n\u00e3o estavam sendo privilegiadas pelo modelo antigo de concess\u00f5es rodovi\u00e1rias.<\/p>\n<p>Com o novo marco legal, a iniciativa privada poder\u00e1 impulsionar o desenvolvimento em algumas regi\u00f5es afastadas de grandes centros, se houver potencial econ\u00f4mico a ser explorado.<\/p>\n<p>\u201cEsse marco vai trazer um pouco mais de celeridade aos projetos rodovi\u00e1rios porque nosso modelo era baseado em concess\u00e3o, pelo que j\u00e1 estava implementado ou pelos novos projetos de ferrovias, ent\u00e3o isso podia ir na contram\u00e3o de localidades que estavam se desenvolvendo e estavam fora das \u00e1reas onde passavam as ferrovias j\u00e1 existentes, e as concess\u00f5es demoravam muito, mas os processos de an\u00e1lise devem ser mais simplificados a partir do novo modelo\u201d, explicou.<\/p>\n<div class=\"m-u-invisible-lg\">\n<div class=\"m-c-author-profile\">\n<div class=\"m-u-display-flex m-u-direction-row m-u-items-center\">\n<div class=\"m-c-avatar\">Fonte: Di\u00e1rio do Nordeste<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo marco regulat\u00f3rio das ferrovias, aprovado na\u00a0C\u00e2mara dos Deputados\u00a0nesta semana, dever\u00e1 aumentar o escoamento de produtos pelos portos no Cear\u00e1 (Pec\u00e9m\u00a0e\u00a0Fortaleza) \u2014 principalmente gr\u00e3os&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":32138,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-37002","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37002","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37002"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37002\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37003,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37002\/revisions\/37003"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32138"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37002"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37002"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37002"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}