{"id":36765,"date":"2021-12-06T08:31:22","date_gmt":"2021-12-06T11:31:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=36765"},"modified":"2021-12-06T02:59:47","modified_gmt":"2021-12-06T05:59:47","slug":"mercado-de-aco-projeta-acomodacao-da-demanda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/mercado-de-aco-projeta-acomodacao-da-demanda\/","title":{"rendered":"Mercado de a\u00e7o projeta acomoda\u00e7\u00e3o da demanda"},"content":{"rendered":"<p>O mercado interno de produtos sider\u00fargicos passar\u00e1 por forte acomoda\u00e7\u00e3o em 2022, conforme proje\u00e7\u00f5es do Instituto A\u00e7o Brasil, anunciadas ontem. A entidade estima crescimento de 2,5% das vendas internas, no pr\u00f3ximo ano, para 23,35 milh\u00f5es de toneladas. Para 2021, a expectativa \u00e9 que a comercializa\u00e7\u00e3o interna de a\u00e7o encerre em 22,78 milh\u00f5es de toneladas, com expans\u00e3o de 17%. O consumo aparente tamb\u00e9m tende a se acomodar, com alta de 1,5%, para 27,05 milh\u00f5es de toneladas, ante o aumento de 24,3%, para 26,65 milh\u00f5es de toneladas neste ano.<\/p>\n<p>\u201cAcreditamos que os patamares de demanda se sustentam em 2022\u201d, disse o presidente do conselho diretor do A\u00e7o Brasil, Marcos Faraco, em entrevista coletiva. Segundo ele, infla\u00e7\u00e3o e juros s\u00e3o pontos de aten\u00e7\u00e3o, mas os sinais s\u00e3o de um \u201cano bom\u201d para o setor. H\u00e1 \u201cnuvens de aten\u00e7\u00e3o a serem acompanhadas ao longo do ano\u201d, segundo Faraco, que ser\u00e3o monitoradas.<\/p>\n<p>O presidente executivo da entidade, Marco Polo de Mello Lopes, informou que a entidade trabalha com a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima de 2% no pr\u00f3ximo ano. A proje\u00e7\u00e3o supera as estimativas do mercado que v\u00e3o de retra\u00e7\u00e3o da economia at\u00e9 expans\u00e3o m\u00e1xima inferior a 1% em 2022.<\/p>\n<p>A perspectiva de vendas para setor imobili\u00e1rio, no in\u00edcio de 2022, segue positiva, de acordo com Faraco. Questionado sobre o impacto, a partir da segunda metade do ano, da desacelera\u00e7\u00e3o do setor imobili\u00e1rio que j\u00e1 come\u00e7a a ocorrer, disse que tem havido acomoda\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amentos e vendas. \u201cAinda \u00e9 cedo para fazer previs\u00f5es para o segundo semestre\u201d.<\/p>\n<p>O A\u00e7o Brasil aposta tamb\u00e9m em aumento da demanda por a\u00e7o para obras de infraestrutura, al\u00e9m de bens de capital e implementos agr\u00edcolas &#8211; as exporta\u00e7\u00f5es de gr\u00e3os tem aumentado.<\/p>\n<p>Segundo Lopes, o grau de uso da capacidade do setor est\u00e1 muito baixo. Considerando-se o per\u00edodo de janeiro a outubro, a m\u00e9dia de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade ficou em 71,4%. A m\u00e9dia mensal de vendas de laminados, no per\u00edodo, foi de 1,906 milh\u00e3o de toneladas, com expans\u00e3o de 19,6% na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>Com o in\u00edcio da pandemia de covid-19, em mar\u00e7o de 2020, houve queda na demanda e consumo de estoques de a\u00e7o. \u201cEm seguida, vieram a retomada em V da economia e a recomposi\u00e7\u00e3o de estoques\u201d, disse o presidente executivo do A\u00e7o Brasil. Com o aumento da demanda e o \u201cboom\u201d dos pre\u00e7os da commodities, houve eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os do a\u00e7o no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p>Segundo Lopes, a entidade n\u00e3o aceita \u201ccoloca\u00e7\u00e3o de especula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os\u201d. Ele ressaltou que os incrementos resultaram de altas no mercado internacional decorrentes das varia\u00e7\u00f5es dos valores de mat\u00e9rias-primas como min\u00e9rio de ferro e carv\u00e3o. Ao ser questionado sobre expectativas em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os de a\u00e7o, o presidente executivo limitou-se dizer que \u201ca press\u00e3o cessou porque o \u2018boom\u2019 de commodities se exauriu\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNa guerra de narrativas em 2020, o setor foi acusado de estar aumentando suas exporta\u00e7\u00f5es. Mas diminu\u00edmos as exporta\u00e7\u00f5es para atender ao desbalanceamento da cadeia\u201d, disse Lopes. Os embarques cair\u00e3o 4,3%, em 2021, para 10 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Em janeiro, uma miss\u00e3o com presidentes das sider\u00fargicas brasileiras ir\u00e1 aos Estados Unidos em busca da retirada da cota de 3,5 milh\u00f5es de toneladas de semi-acabados do pa\u00eds para que seja poss\u00edvel elevar as exporta\u00e7\u00f5es. O setor j\u00e1 recorreu ao Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE) para informar que a produ\u00e7\u00e3o norte-americana de a\u00e7o n\u00e3o \u00e9 suficiente para atender ao plano de US$ 1,2 trilh\u00e3o para infraestrutura anunciado pelo presidente Joe Biden.<\/p>\n<p>\u201cEstamos tendo intensas conversas com o MRE e com a \u00e1rea econ\u00f4mica\u201d, disse Lopes. O Brasil \u00e9 o maior fornecedor de semi-acabados para os Estados Unidos e tem direito ao embarque de 3,5 milh\u00f5es de toneladas sem tarifa. Caso n\u00e3o for poss\u00edvel retirar a cota, os representantes das sider\u00fargicas brasileiras buscar\u00e3o elev\u00e1-la para 4 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Segundo o A\u00e7o Brasil, os investimentos no setor projetados de 2021 a 2015 somam R$ 45 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado interno de produtos sider\u00fargicos passar\u00e1 por forte acomoda\u00e7\u00e3o em 2022, conforme proje\u00e7\u00f5es do Instituto A\u00e7o Brasil, anunciadas ontem. 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