{"id":36730,"date":"2021-12-03T09:40:35","date_gmt":"2021-12-03T12:40:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=36730"},"modified":"2021-12-03T01:04:13","modified_gmt":"2021-12-03T04:04:13","slug":"pf-conclui-investigacao-sobre-vazamento-de-oleo-no-litoral-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/pf-conclui-investigacao-sobre-vazamento-de-oleo-no-litoral-brasileiro\/","title":{"rendered":"PF conclui investiga\u00e7\u00e3o sobre vazamento de \u00f3leo no litoral brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal concluiu a investiga\u00e7\u00e3o sobre o vazamento de \u00f3leo que poluiu praias de 11 estados em 2019 e indiciou a empresa, o comandante e o chefe de m\u00e1quina de um navio de bandeira grega apontado como respons\u00e1vel por despejar o material na costa brasileira.<\/p>\n<p>As primeiras manchas chegaram \u00e0s praias do Nordeste no final de agosto de 2019 e at\u00e9 mar\u00e7o do ano seguinte se espalharam por mais de 2.000 km de extens\u00e3o. A estimativa do Ibama \u00e9 que 5 mil toneladas de res\u00edduos tenham sido recolhidas em 1.009 localidades de 11 estados.<\/p>\n<p>A PF calcula em seu relat\u00f3rio final um dano m\u00ednimo de R$ 188 milh\u00f5es para o governo federal e ainda elabora um laudo do valor total que vai considerar outros fatores como o preju\u00edzo \u00e0s comunidades pesqueiras e ao turismo.<\/p>\n<p>De acordo com a PF, a investiga\u00e7\u00e3o coletou ind\u00edcios de que o navio NM Bouboulina, de bandeira grega, foi respons\u00e1vel pelo vazamento e que a empresa Delta Tankers, o comandante Konstantinos Panagiotakopoulos e o chefe de m\u00e1quinas Pavlo Slyvka deixaram de comunicar \u00e0s autoridades o lan\u00e7amento do material no oceano.<\/p>\n<p>O dono da Delta, respons\u00e1vel pelo navio, e os dois tripulantes foram indiciados em crimes previstos na lei ambiental, entre eles, causar dano direto ou indireto \u00e0s unidades de conserva\u00e7\u00e3o e causar polui\u00e7\u00e3o que resulte em danos \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>A suspeita sobre o navio Bouboulina surgiu ainda em 2019 ap\u00f3s os investigadores receberem um relat\u00f3rio da empresa Hex Tecnologias Geoespaciais com imagens de uma mancha com caracter\u00edsticas de \u00f3leo em 29 de julho daquele ano, poucos dias antes do material come\u00e7ar a aparecer nas praias.<\/p>\n<p>O cruzamento de imagens de sat\u00e9lite indicavam que o navio havia transitado pelo local suspeito.<\/p>\n<p>Enquanto analisava o material, a PF tamb\u00e9m recebeu o conte\u00fado de uma apura\u00e7\u00e3o administrativa feita pela Marinha que apontava no mesmo sentido.<\/p>\n<p>Com base em metodologia investigativa pr\u00f3pria e independente e a partir de modelagens e simula\u00e7\u00f5es computacionais, a Marinha tamb\u00e9m indicou o Bouboulina como principal suspeito.<\/p>\n<p>Outro documento, do Centro de Capit\u00e3es da Marinha Mercante, analisou as circunst\u00e2ncias do derramamento e descartou possibilidade de acidente. Os ind\u00edcios, segundo o estudo, sinalizam para um poss\u00edvel dep\u00f3sito proposital ou limpeza dos tanques.<\/p>\n<p>A Marinha tamb\u00e9m informou \u00e0 PF que em abril de 2019, a embarca\u00e7\u00e3o foi detida pela Guarda Costeira dos Estados Unidos em raz\u00e3o de &#8220;incorre\u00e7\u00f5es de procedimentos operacionais no sistema de separa\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e \u00f3leo descarga no mar (sic)&#8221;.<\/p>\n<p>Para tentar esclarecer as circunst\u00e2ncias do poss\u00edvel problema enfrentado pelo navio e que resultou no derramamento, a PF acionou a Interpol para ouvir os tripulantes e coletar informa\u00e7\u00f5es com pa\u00edses como a Gr\u00e9cia, Singapura e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Os investigadores descobriram que logo ap\u00f3s a data suposta do vazamento, o navio parou na \u00c1frica do Sul e trocou parte da tripula\u00e7\u00e3o, a\u00e7\u00e3o considerada at\u00edpica.<\/p>\n<p>&#8220;Foram trocados inclusive tr\u00eas oficiais, o que \u00e9 sui generis, vez que esta foi uma parada que n\u00e3o estava prevista e, geralmente, as tripula\u00e7\u00f5es seguem com a carga do embarque at\u00e9 o destino final onde ser\u00e1 descarregada&#8221;, diz a PF no relat\u00f3rio final do caso.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ap\u00f3s entrar na mira das autoridades brasileiras, o navio passou a evitar prestar esclarecimento e declarou destinos falsos no sistema que centraliza informa\u00e7\u00f5es sobre o tr\u00e1fego mar\u00edtimo internacional.<\/p>\n<p>A PF classifica a a\u00e7\u00e3o como sinaliza\u00e7\u00e3o de que a empresa propriet\u00e1ria n\u00e3o desejava colaborar com as investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O inqu\u00e9rito tamb\u00e9m analisou as amostras de \u00f3leo coletadas em v\u00e1rios pontos do litoral e concluiu se tratar de petr\u00f3leo proveniente de po\u00e7os da Venezuela.<\/p>\n<p>O Bouboulina, tamb\u00e9m cita a PF, havia desatracado do porto venezuelano Jos\u00e9 Terminal Sea Island no final de julho de 2019, dias antes do surgimento das manchas.<\/p>\n<p>&#8220;Por todo o exposto, parece-nos \u00f3bvio existirem fortes ind\u00edcios de que o NM Bouboulina, da empresa grega Delta Tankers, foi o navio envolvido com o vazamento de petr\u00f3leo que gerou uma polui\u00e7\u00e3o marinha sem precedentes na hist\u00f3ria do Brasil&#8221;, diz a PF.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Federal concluiu a investiga\u00e7\u00e3o sobre o vazamento de \u00f3leo que poluiu praias de 11 estados em 2019 e indiciou a empresa, o comandante&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":6512,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-36730","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36730","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36730"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36730\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36731,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36730\/revisions\/36731"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6512"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36730"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36730"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36730"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}