{"id":36616,"date":"2021-11-26T09:35:17","date_gmt":"2021-11-26T12:35:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=36616"},"modified":"2021-11-26T09:35:17","modified_gmt":"2021-11-26T12:35:17","slug":"diretor-da-antaq-quer-fortalecimento-da-navegacao-interior-para-modal-avancar-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/diretor-da-antaq-quer-fortalecimento-da-navegacao-interior-para-modal-avancar-mais\/","title":{"rendered":"Diretor da Antaq quer fortalecimento da navega\u00e7\u00e3o interior para modal avan\u00e7ar mais"},"content":{"rendered":"<p>Na ter\u00e7a-feira (23), em Bras\u00edlia, o diretor da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), Adalberto Tokarski, proferiu a palestra de abertura de mais um evento dos \u201cDi\u00e1logos Hidrovi\u00e1veis\u201d. O encontro, que \u00e9 realizado desde 2017 pela Executiva Promo\u00e7\u00f5es, com o apoio da Ag\u00eancia de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Corredor Centro-Norte (Adecon), tem como objetivo integrar as diversas iniciativas em prol do desenvolvimento da infraestrutura log\u00edstica nos rios e lagos naveg\u00e1veis.<\/p>\n<p>O evento tem o patroc\u00ednio da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) do Estado de Mato Grosso e conta com o apoio institucional do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Caixa de Assist\u00eancia dos Profissionais (M\u00fatua) do CREA, da Frente Parlamentar Mista de Log\u00edstica e Infraestrutura (Frenlogi), do Movimento Pr\u00f3-Log\u00edstica do Mato Grosso e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).<\/p>\n<p>Em sua fala, Tokarski elencou os desafios para destravar o transporte hidrovi\u00e1rio interior, de forma a propiciar a utiliza\u00e7\u00e3o do modal com maior efici\u00eancia e economicidade. \u201cNo Norte, n\u00f3s estamos aumentando o transporte pelo Tapaj\u00f3s e tamb\u00e9m pelo Madeira, mas o restante n\u00e3o est\u00e1 aumentando\u201d, avaliou. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 navegabilidade no Complexo Tocantins-Araguaia, o diretor da ANTAQ reiterou a necessidade do derrocamento do Pedral do Louren\u00e7o. \u201cA eclusa est\u00e1 pronta, mas o derrocamento sequer saiu do papel\u201d, observou, acrescentando que obra da estrutura de 35 km, localizada no Estado do Par\u00e1, \u00e9 essencial para viabilizar o tr\u00e1fego de embarca\u00e7\u00f5es no rio Tocantins. A estimativa, segundo Tokarski, \u00e9 que ap\u00f3s as obras o transporte de mercadorias na hidrovia poder\u00e1 atingir at\u00e9 40 milh\u00f5es de toneladas\/ano.<\/p>\n<p>O diretor da tamb\u00e9m citou como gargalos importantes ao desenvolvimento do modal a atual paraliza\u00e7\u00e3o das hidrovias do Paraguai e do Tiet\u00ea-Paran\u00e1, rebatendo a responsabilidade pela interrup\u00e7\u00e3o do transporte nas duas hidrovias devido \u00e0 crise h\u00eddrica. \u201cEntendo que a crise h\u00eddrica \u00e9 um fator importante, mas o principal motivo dessa paraliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a falta de gest\u00e3o das \u00e1guas\u201d, afirmou. Tokarski lembrou que a paraliza\u00e7\u00e3o da hidrovia Tiet\u00ea-Paran\u00e1, em 2014, deveu-se \u00e0 prioridade dada \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia, acarretando enormes preju\u00edzos. Segundo ele, empresas, como a Transpetro, chegaram a cancelar investimentos de mais de R$ 1 bilh\u00e3o destinados \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de balsas e equipamentos para o transporte de etanol na hidrovia. \u201cPor isso, volto a refor\u00e7ar como pauta importante discutir uma pol\u00edtica para navega\u00e7\u00e3o fluvial que olhe o todo &#8211; o transporte de cargas e o transporte de passageiros, a quest\u00e3o da sustentabilidade e tamb\u00e9m o uso m\u00faltiplo das \u00e1guas\u201d, frisou.<\/p>\n<p>No tocante \u00e0 hidrovia do Paraguai, Tokarski explicou que o problema \u00e9 mais s\u00e9rio no trecho do rio pr\u00f3ximo de Corumb\u00e1, na fronteira com o Paraguai. Segundo o diretor da Antaq, esse trecho n\u00e3o est\u00e1 naveg\u00e1vel porque o canal principal da hidrovia n\u00e3o foi dragado o suficiente para permitir a navega\u00e7\u00e3o. J\u00e1 quanto \u00e0 Hidrovias do Sul, Tokarski informou que o transporte vem evoluindo, com maior circula\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres, celulose e toras de madeira.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor da Antaq, mesmo com todos esses problemas, o transporte por vias interiores cresceu 46% no per\u00edodo 2010\/2020, atingindo um total de 110 milh\u00f5es de toneladas de cargas no ano passado. Os n\u00fameros incluem o transporte de cabotagem e longo curso em vias interiores. Considerando apenas o transporte de cargas em vias interiores, a evolu\u00e7\u00e3o no per\u00edodo 2010\/2020 foi de 72%. Em 2020, foram transportados exclusivamente nessas vias 39,4 milh\u00f5es de toneladas de cargas. \u201cO transporte por hidrovia est\u00e1 crescendo e vai crescer mais. Mas o modal n\u00e3o pode ficar relegado \u00e0 pr\u00f3pria sorte na log\u00edstica de transportes do pa\u00eds\u201d, ponderou.<\/p>\n<p>Mais uma vez, Tokarski destacou que o desenvolvimento da navega\u00e7\u00e3o interior passa pela cria\u00e7\u00e3o de uma estrutura que efetivamente se debruce sobre os problemas do modal. \u201cQuando a Secretaria Nacional de Portos foi criada com status ministerial, em 2007, o setor portu\u00e1rio teve um grande avan\u00e7o. O desenvolvimento do transporte fluvial tamb\u00e9m depende de uma estrutura que favore\u00e7a pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas\u201d, salientou.<\/p>\n<p>E concluiu: \u201cS\u00f3 assim, e atuando em parceria com o setor privado, poderemos pensar na viabiliza\u00e7\u00e3o de obras de dragagem, sinaliza\u00e7\u00e3o, balizamento e derrocamento dos nossos rios, proporcionando escoamento mais eficiente e seguro para os nossos produtos\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Antaq<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na ter\u00e7a-feira (23), em Bras\u00edlia, o diretor da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), Adalberto Tokarski, proferiu a palestra de abertura de mais um evento&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":33303,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-36616","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36616","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36616"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36616\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36617,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36616\/revisions\/36617"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33303"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36616"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36616"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36616"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}