{"id":36569,"date":"2021-11-23T10:35:40","date_gmt":"2021-11-23T13:35:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=36569"},"modified":"2021-11-23T10:35:40","modified_gmt":"2021-11-23T13:35:40","slug":"estudo-realizado-pela-antaq-e-a-giz-mostra-principais-ameacas-climaticas-em-21-portos-publicos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/estudo-realizado-pela-antaq-e-a-giz-mostra-principais-ameacas-climaticas-em-21-portos-publicos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Estudo realizado pela Antaq e a GIZ mostra principais amea\u00e7as clim\u00e1ticas em 21 portos p\u00fablicos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) e a Coopera\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, por meio da Deutsche Gesellschaft f\u00fcr Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, divulgaram, nesta segunda-feira (22), em Bras\u00edlia, o estudo contendo o levantamento das principais amea\u00e7as clim\u00e1ticas, riscos e impactos da mudan\u00e7a do clima e o ranking dos 21 portos p\u00fablicos brasileiros analisados sob maior risco clim\u00e1tico atual. O sum\u00e1rio executivo \u201cImpactos e Riscos da Mudan\u00e7a do Clima nos Portos P\u00fablicos Costeiros Brasileiros\u201d mostra que os vendavais s\u00e3o a amea\u00e7a clim\u00e1tica mais cr\u00edtica para o setor portu\u00e1rio nacional. Sete portos j\u00e1 possuem risco alto ou muito alto em rela\u00e7\u00e3o a esse aspecto. Em 2050, esse n\u00famero poder\u00e1 saltar para 16.<\/p>\n<p>Entre os portos mais amea\u00e7ados por vendavais est\u00e3o os de Imbituba (SC), Santos (SP), Recife (PE), Rio Grande (RS), Salvador (BA), Paranagu\u00e1 (PR) e Itagua\u00ed (RJ). Conforme o estudo, a instala\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria pernambucana, por exemplo, ter\u00e1 um risco clim\u00e1tico de vendaval de 0,872 em 2030 e de 1,000 em 2050, considerando o pior cen\u00e1rio de emiss\u00f5es (veja a tabela abaixo), caso n\u00e3o seja dada uma aten\u00e7\u00e3o por parte da administra\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria, a fim de evitar poss\u00edveis preju\u00edzos no futuro decorrentes da falta de investimento em medidas de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, os portos de Vit\u00f3ria (ES), Niter\u00f3i (RJ), Itaja\u00ed (SC) e Angra dos Reis (RJ) foram as instala\u00e7\u00f5es que apresentaram menor risco de serem afetadas por vendavais. A instala\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria capixaba, a t\u00edtulo de ilustra\u00e7\u00e3o, apresentou um \u00edndice de 0,288 no cen\u00e1rio atual. Em 2030, esse n\u00famero ser\u00e1 de 0,357 e de 0,396 para o pior cen\u00e1rio de emiss\u00f5es em 2050, se provid\u00eancias n\u00e3o forem tomadas.<\/p>\n<p>O estudo foi elaborado a partir de um acordo assinado com a Ag\u00eancia Alem\u00e3 de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional no ano passado. O documento \u00e9 um dos produtos da parceria e servir\u00e1 para a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para o setor aquavi\u00e1rio, al\u00e9m das poss\u00edveis medidas de adapta\u00e7\u00e3o a serem implementadas para aumentar a resili\u00eancia frente aos impactos das mudan\u00e7as do clima.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de risco clim\u00e1tico foi produzida a partir da ades\u00e3o de 21 portos costeiros p\u00fablicos, sendo eles: Angra dos Reis (RJ), Aratu-Candeias (BA), Cabedelo (PB), Fortaleza (CE), Ilh\u00e9us (BA), Imbituba (SC), Itagua\u00ed (RJ), Itaja\u00ed (SC), Itaqui (MA), Natal (RN), Niter\u00f3i (RJ), Paranagu\u00e1 (PR), Recife (PE), Rio Grande (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), S\u00e3o Francisco do Sul (RS), S\u00e3o Sebasti\u00e3o (SP), Suape (PE) e Vit\u00f3ria (ES).<\/p>\n<p>\u201cConsiderando a grande import\u00e2ncia e amplitude do estudo apresentado, espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida para a melhoria regulat\u00f3ria do setor portu\u00e1rio, al\u00e9m de se constituir um norteador de pol\u00edticas p\u00fablicas sobre o tema, t\u00e3o importante e atual para o pa\u00eds e o mundo\u201d, afirmou o diretor-geral da ANTAQ, Eduardo Nery, destacando que o estudo poder\u00e1 ser utilizado pelas autoridades portu\u00e1rias para que tomem as provid\u00eancias necess\u00e1rias a fim de minimizar os riscos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p><strong>Friederike Sabiel e Eduardo Nery: parceria para a elabora\u00e7\u00e3o do estudo<br \/>\n<\/strong>A conselheira de Assuntos Ambientais da Embaixada da Alemanha, Friederike Sabiel, destacou o engajamento dos 21 portos p\u00fablicos para a realiza\u00e7\u00e3o do estudo. A conselheira afirmou que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica j\u00e1 est\u00e1 acontecendo. Por isso, a adapta\u00e7\u00e3o e o planejamento das cidades e dos portos s\u00e3o fundamentais para mitigar os riscos clim\u00e1ticos.<\/p>\n<p><strong>Tempestades e Aumento do N\u00edvel do Mar<br \/>\n<\/strong>Al\u00e9m dos vendavais, o sum\u00e1rio executivo traz dados acerca dos riscos clim\u00e1ticos associados a tempestades e ao aumento do n\u00edvel do mar, j\u00e1 que podem gerar impactos nas opera\u00e7\u00f5es e infraestruturas. Tais eventos podem acarretar ainda riscos secund\u00e1rios, como inunda\u00e7\u00f5es, ressacas e eros\u00e3o costeira que podem potencializar os impactos no setor portu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a tempestades, o estudo mostra que n\u00e3o s\u00e3o previstas mudan\u00e7as bruscas no n\u00edvel do risco para os 21 portos p\u00fablicos, dado que 16 portos apresentaram resultados constantes ao longo do per\u00edodo analisado. \u201cAproximadamente metade dos portos analisados apresentou no cen\u00e1rio atual um risco classificado como alto ou muito alto\u201d, apontou o sum\u00e1rio.<\/p>\n<p>Levando-se em conta o aumento do n\u00edvel do mar, entre os portos analisados, onze deles \u2014 Aratu (BA), Paranagu\u00e1 (PR), Rio Grande (RS), Santos (SP), S\u00e3o Francisco do Sul (SC), Cabedelo (PB), Fortaleza (CE), Imbituba (SC), Itagua\u00ed (RJ), Recife (PE) e S\u00e3o Sebasti\u00e3o (SP) \u2014 possuir\u00e3o, em 2030, risco classificado como alto ou muito alto.<\/p>\n<p><strong>Medidas de Adapta\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>O estudo traz, ainda, uma lista de medidas de adapta\u00e7\u00e3o para enfrentar os riscos clim\u00e1ticos que podem ser causados pelos vendavais, tempestades e aumento do n\u00edvel do mar. Foram listadas 55 a\u00e7\u00f5es para os portos, sendo 21 estruturais e 34 n\u00e3o estruturais. Entre elas est\u00e3o a diversifica\u00e7\u00e3o das liga\u00e7\u00f5es terrestres para o porto\/terminal; constru\u00e7\u00e3o de infraestruturas de abrigo; amplia\u00e7\u00e3o do processo de dragagem; e melhoria da qualidade dos acessos ao porto\/terminal.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximas Fases<br \/>\n<\/strong>Al\u00e9m deste estudo, o acordo entre Antaq e GIZ prev\u00ea a elabora\u00e7\u00e3o de levantamentos customizados para tr\u00eas portos selecionados (Santos, Rio Grande e Aratu) a partir do ranking clim\u00e1tico explicitado no sum\u00e1rio executivo, visando detalhar os impactos das amea\u00e7as clim\u00e1ticas na infra e superestrutura dos portos sob an\u00e1lise; e a elabora\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rio com recomenda\u00e7\u00f5es gerais de medidas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima para o setor portu\u00e1rio e divulga\u00e7\u00e3o dos resultados do projeto.<\/p>\n<p>Acesse o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/antaq\/pt-br\/noticias\/copy_of_SumrioANTAQGIZMudancaClimatica.pdf\">estudo aqui<\/a>.<br \/>\nAcesse a <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/antaq\/pt-br\/noticias\/ApresentaoANTAQGIZ.pptx\">apresenta\u00e7\u00e3o aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Fonte: Antaq<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) e a Coopera\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, por meio da Deutsche Gesellschaft f\u00fcr Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":34034,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-36569","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36569","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36569"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36569\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36570,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36569\/revisions\/36570"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34034"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36569"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36569"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36569"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}