{"id":36561,"date":"2021-11-22T08:54:45","date_gmt":"2021-11-22T11:54:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=36561"},"modified":"2021-11-22T08:54:45","modified_gmt":"2021-11-22T11:54:45","slug":"noruega-apresenta-primeiro-cargueiro-eletrico-autonomo-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/noruega-apresenta-primeiro-cargueiro-eletrico-autonomo-do-mundo\/","title":{"rendered":"Noruega apresenta primeiro cargueiro el\u00e9trico aut\u00f4nomo do mundo"},"content":{"rendered":"<p>A Noruega apresentou \u00e0 imprensa, nesta sexta-feira (19), o primeiro navio-cargueiro 100% el\u00e9trico e aut\u00f4nomo do mundo, o que representa um importante progresso tecnol\u00f3gico, mas uma pequena contribui\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica para um setor que busca reduzir seu impacto ambiental.<\/p>\n<p>O &#8220;Yara Birkeland&#8221; se encarregar\u00e1 do transporte mar\u00edtimo de at\u00e9 120 cont\u00eaineres de fertilizantes de uma f\u00e1brica na cidade de Porsgrunn at\u00e9 o porto de Brevik, a cerca de dez quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Com isso, cerca de 40 mil viagens de caminh\u00e3o ser\u00e3o evitadas anualmente para o mesmo prop\u00f3sito. &#8220;Certamente, houve dificuldades, contratempos, por isso \u00e9 ainda mais gratificante estar aqui hoje e ver que conseguimos&#8221;, declarou \u00e0 AFP o diretor-geral da Yara, Sveint Tore Holsether.<\/p>\n<p>Com muitos meses de atraso, o &#8220;Yara Birkeland&#8221;, que tem 80 metros de comprimento e 3.200 toneladas em peso morto, iniciar\u00e1 agora uma s\u00e9rie de testes nos pr\u00f3ximos dois anos, que o ajudar\u00e3o a funcionar de forma aut\u00f4noma, com cada vez menos tripulantes.<\/p>\n<p>A ponte de comando dever\u00e1 desaparecer dentro de &#8220;tr\u00eas, quatro ou cinco anos&#8221;, detalhou Holsether. Assim, espera-se que o navio consiga percorrer seu trajeto di\u00e1rio de 7,5 milhas n\u00e1uticas, por seus pr\u00f3prios meios, apenas com a ajuda de sensores. &#8220;Muitos dos incidentes que ocorrem nos navios s\u00e3o causados por erros humanos, pelo cansa\u00e7o, por exemplo&#8221;, explicou o chefe de projetos, Jostein Braaten. &#8220;As opera\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas podem garantir uma viagem segura&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Apesar de a dist\u00e2ncia do percurso ser curta, os obst\u00e1culos n\u00e3o s\u00e3o poucos: o cargueiro ter\u00e1 que navegar por um fiorde estreito, passar sob duas pontes, lidar com a influ\u00eancia das correntes e compartilhar o espa\u00e7o com outras embarca\u00e7\u00f5es de diversos tamanhos, inclusive caiaques, antes de atracar em um dos portos mais saturados de Noruega. Nos pr\u00f3ximos meses, a equipe se dedicar\u00e1 \u00e0 &#8220;aprendizagem&#8221; da embarca\u00e7\u00e3o, para que ela possa come\u00e7ar a navegar de maneira aut\u00f4noma. &#8220;Em primeiro lugar, temos que detectar que existe algo, entender que \u00e9 um caiaque e, depois, determinar o que se deve fazer&#8221;, comentou Braaten.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Cem Teslas&#8217;<br \/>\n<\/strong>A bordo do &#8220;Yara Birkeland&#8221;, a tradicional sala de m\u00e1quinas foi substitu\u00edda por oito compartimentos cheios de baterias que d\u00e3o ao barco a capacidade de 6,8 MWh. &#8220;\u00c9 o equivalente a cem [carros] Teslas&#8221;, contou Braaten. O setor mar\u00edtimo \u00e9 respons\u00e1vel por quase 3% do total das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa relacionadas \u00e0s a\u00e7\u00f5es humanas e pretende reduzi-las em 40% at\u00e9 2030, e em 50% para 2050.<\/p>\n<p>Segundo os \u00faltimos dados dispon\u00edveis da Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (OMI), as emiss\u00f5es do setor passaram de 962 milh\u00f5es de toneladas de gases em 2012 para mais de 1 bilh\u00e3o de toneladas em 2018. O &#8220;Yara Birkeland&#8221; representar\u00e1 uma economia de 678 toneladas de CO2 por ano, um valor \u00ednfimo para o combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Al\u00e9m disso, os especialistas acreditam que esse tipo de transporte n\u00e3o poder\u00e1 ser generalizado. Assim, a eletricidade como fonte de energia s\u00f3 poder\u00e1 ser aplicada a alguns tipos de embarca\u00e7\u00e3o, como as &#8220;balsas, pois realizam trajetos curtos e est\u00e1veis&#8221; ou, &#8220;eventualmente, para a cabotagem e o transporte fluvial, mas est\u00e1 pouco adaptada \u00e0s longas travessias oce\u00e2nicas&#8221;, opinou Camille Egloff, especialista em transporte mar\u00edtimo do Boston Consulting Group.<\/p>\n<p>&#8220;As embarca\u00e7\u00f5es n\u00e3o precisar\u00e3o apenas de autonomia para cobrir grandes dist\u00e2ncias, mas que os terminais portu\u00e1rios tamb\u00e9m estejam equipados com esta\u00e7\u00f5es de recarga adaptadas. Por isso, existe um desafio que n\u00e3o \u00e9 somente tecnol\u00f3gico, mas tamb\u00e9m de infraestruturas de recarga que requerem coordena\u00e7\u00e3o de muitas partes&#8221;, ressaltou. Atualmente, dezenas de balsas el\u00e9tricas percorrem os fiordes da Noruega, um pa\u00eds que, apesar de ser um grande produtor de hidrocarbonetos, \u00e9 l\u00edder no setor de transportes el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Noruega apresentou \u00e0 imprensa, nesta sexta-feira (19), o primeiro navio-cargueiro 100% el\u00e9trico e aut\u00f4nomo do mundo, o que representa um importante progresso tecnol\u00f3gico, mas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":30879,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-36561","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36561","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36561"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36562,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36561\/revisions\/36562"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30879"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}