{"id":36519,"date":"2021-11-17T09:22:24","date_gmt":"2021-11-17T12:22:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=36519"},"modified":"2021-11-17T09:22:24","modified_gmt":"2021-11-17T12:22:24","slug":"vestas-mira-potencial-eolico-no-mar-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/vestas-mira-potencial-eolico-no-mar-do-brasil\/","title":{"rendered":"Vestas mira potencial e\u00f3lico no mar do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>L\u00edder mundial em turbinas e\u00f3licas, a dinamarquesa Vestas pretende ser um player importante do mercado brasileiro de energia e\u00f3lica em alto mar (offshore). Essa nova frente do segmento come\u00e7ou a engatar e deve ganhar uma regulamenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 fim do ano.<\/p>\n<p>Em entrevista ao Valor, o CEO global da companhia, Henrik Andersen, destacou a e\u00f3lica offshore e o hidrog\u00eanio verde como tecnologias fundamentais para o processo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica global e que, em sua avalia\u00e7\u00e3o, encontrar\u00e3o terreno f\u00e9rtil no Brasil.<\/p>\n<p>O executivo esteve h\u00e1 duas semanas com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na COP26, em Glasglow, antes de desembarcar no Brasil para uma s\u00e9rie de reuni\u00f5es. Segundo Andersen, o governo brasileiro deve lan\u00e7ar um programa \u201crealista\u201d para e\u00f3lica offshore, tanto em prazos quanto em capacidade instalada. Para ele, os compromissos indicados pelo ministro poder\u00e3o viabilizar, daqui a alguns anos, a produ\u00e7\u00e3o local de aerogeradores voltados a esses empreendimentos.<\/p>\n<p>Atualmente, a Vestas tem uma unidade industrial em Aquiraz (CE), onde fabrica aerogeradores de at\u00e9 4,2 megawatts (MW) de pot\u00eancia para usinas terrestres, modelo que se adaptou bem aos ventos brasileiros. Os equipamentos para offshore, por\u00e9m, t\u00eam outra escala: eles podem atingir at\u00e9 15 MW. E o di\u00e2metro do rotor supera facilmente 200 metros. Por isso, para fabric\u00e1-los, seriam necess\u00e1rios investimentos em novas linhas produtivas.<\/p>\n<p>\u201cSe os pa\u00edses falam que v\u00e3o construir \u2018algumas\u2019 e\u00f3licas offshore por ano, n\u00f3s pensamos: \u2018plano errado\u2019. Ou se constr\u00f3i gigawatts por ano, ou n\u00e3o conseguir\u00e1 o compromisso privado e o investimento. Basicamente, precisaria instalar por volta de 74 turbinas por ano, ou 1 GW, para a produ\u00e7\u00e3o local fazer sentido\u201d, explica.<\/p>\n<p>O mercado espera ansiosamente o lan\u00e7amento de um decreto para as e\u00f3licas no mar, prometido para o fim deste ano ou in\u00edcio de 2022. O MME tem dado poucos detalhes sobre seus planos para a nova fonte, mas j\u00e1 anunciou que vai inclu\u00ed-la no Plano Decenal de Energia (PDE) &#8211; 2031. Conforme o mapeamento do governo, o potencial do offshore no Brasil \u00e9 de 700 GW, quatro vezes superior ao que o pa\u00eds j\u00e1 tem em capacidade instalada de todas as fontes. Mesmo sem ainda ter bases regulat\u00f3rias, v\u00e1rias empresas j\u00e1 t\u00eam projetos em fase de licenciamento no Ibama, como Neoenergia e Equinor.<\/p>\n<p>Enquanto os neg\u00f3cios na nova fonte n\u00e3o se concretizam, a Vestas aposta num aumento expressivo da demanda por energias renov\u00e1veis no longo prazo, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil como em toda a Am\u00e9rica Latina. A regi\u00e3o vem ganhando mais relev\u00e2ncia para o grupo &#8211; tanto \u00e9 que, a partir de 2022, a fabricante operar\u00e1 com uma unidade de neg\u00f3cio espec\u00edfica para a Am\u00e9rica Latina, com reporte direto a Andersen.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 um dos primeiros pa\u00edses que estou visitando junto com o vice-presidente comercial ap\u00f3s o \u2018lockdown\u2019. Com certeza, estar\u00e1 entre os cinco principais mercados para a Vestas em todo o mundo\u201d, afirma o executivo. A fabricante est\u00e1 estudando o potencial de crescimento da demanda a longo prazo para decidir sobre novos investimentos em amplia\u00e7\u00e3o da planta cearense. \u201cA \u00faltima coisa que se quer \u00e9 uma f\u00e1brica ociosa\u201d.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Andersen, o Brasil tem metas sensatas de expans\u00e3o das energias renov\u00e1veis, equilibrando-as com combust\u00edveis de transi\u00e7\u00e3o, como o g\u00e1s. Para ele, planos \u201cp\u00e9 no ch\u00e3o\u201d inspiram mais confian\u00e7a no setor privado do que iniciativas radicais de aposentar rapidamente fontes como o carv\u00e3o. \u201cHoje n\u00f3s precisamos de todas as fontes, o mundo est\u00e1 consumindo mais energia do que as renov\u00e1veis podem proporcionar. Estamos numa transi\u00e7\u00e3o dos f\u00f3sseis tradicionais para as renov\u00e1veis, e n\u00e3o acho que vamos ter encerrado essa transi\u00e7\u00e3o em 30 anos&#8221;.<\/p>\n<p>Outra aposta global da Vestas \u00e9 o hidrog\u00eanio verde, tecnologia que poder\u00e1 transformar o neg\u00f3cio de aerogeradores no futuro. A dinamarquesa estuda o hidrog\u00eanio h\u00e1 anos em parceria com a Mitsubishi Heavy Industries. \u201cA tecnologia j\u00e1 funciona em escalas menores. Acreditamos que essa ind\u00fastria vai acontecer at\u00e9 2030, mas n\u00e3o vai ser em 2022\u201d.<\/p>\n<p>Fundada em 1945, a Vestas tem mais de 145 GW em turbinas instaladas em 85 pa\u00edses. Ao final do terceiro trimestre deste ano, sua carteira de pedidos totalizava 24 GW, o correspondente a \u20ac 19,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edder mundial em turbinas e\u00f3licas, a dinamarquesa Vestas pretende ser um player importante do mercado brasileiro de energia e\u00f3lica em alto mar (offshore). 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