{"id":36499,"date":"2021-11-16T10:21:06","date_gmt":"2021-11-16T13:21:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=36499"},"modified":"2021-11-16T10:36:22","modified_gmt":"2021-11-16T13:36:22","slug":"vale-recebe-premio-internacional-por-propulsao-a-vento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/vale-recebe-premio-internacional-por-propulsao-a-vento\/","title":{"rendered":"Vale recebe pr\u00eamio internacional por propuls\u00e3o a vento"},"content":{"rendered":"<p>O projeto da Vale para a criar o primeiro mineraleiro de grande porte do mundo equipado com sistema de velas rotativas (rotor sails) ganhou na quinta-feira (11) o Wind Propulsion Innovation Awards, premia\u00e7\u00e3o anunciada pela International Windship Association em Glasgow, na Esc\u00f3cia, durante evento paralelo \u00e0 Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (COP26). A organiza\u00e7\u00e3o, que estimula globalmente o uso de propuls\u00e3o a vento na navega\u00e7\u00e3o comercial, concedeu \u00e0 Vale o pr\u00eamio na categoria destinada \u00e0s empresas que fomentam \u00e0 ado\u00e7\u00e3o deste tipo tecnologia por meio de prot\u00f3tipo ou uso comercial &#8211; desde maio, a frota de navios a servi\u00e7o da empresa conta com um Guaibamax equipado com as velas rotativas.<\/p>\n<p>No total, 84 nomina\u00e7\u00f5es foram submetidas a um painel formado por membros da ind\u00fastria, academia, apoiadores da tecnologia de propuls\u00e3o a vento e pessoas ligadas \u00e0s \u00e1reas de energia e sustentabilidade. A Vale foi vencedora em uma das quatro categorias que s\u00e3o abertas \u00e0 vota\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Segundo os organizadores, foram reconhecidos projetos pioneiros, tecnologias inovadoras, pessoas e empresas que est\u00e3o fazendo a diferen\u00e7a no avan\u00e7o da propuls\u00e3o a vento como uma op\u00e7\u00e3o eficiente de baixo carbono e sustent\u00e1vel para a frota comercial de navega\u00e7\u00e3o. \u201cEssa escuta ativa e engajamento com a sociedade \u00e9 muito importante, e n\u00e3o s\u00f3 reconhece o nosso trabalho dos \u00faltimos anos, mas principalmente nos envia uma mensagem forte de como a agenda de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a transi\u00e7\u00e3o para um mundo de baixo carbono \u00e9 importante e como devemos ser parte da solu\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o gerente de engenharia naval da Vale, Rodrigo Bermelho.<\/p>\n<p>As velas rotativas s\u00e3o rotores cil\u00edndricos, com quatro metros de di\u00e2metro e 24 metros de altura \u2014 equivalente a um pr\u00e9dio de sete andares. Durante opera\u00e7\u00e3o, os cinco rotores giram em diferentes velocidades, dependendo de condi\u00e7\u00f5es ambientais e operacionais do navio, para criar uma diferen\u00e7a de press\u00e3o de forma a mover o navio para a frente, a partir de um fen\u00f4meno conhecido como efeito Magnus. Ainda em fase de testes, as velas rotativas podem oferecer um ganho de efici\u00eancia de at\u00e9 8% e uma consequente redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 3,4 mil toneladas de CO2 equivalente por navio por ano. Caso o piloto mostre-se eficiente, estima-se que pelo menos 40% da frota esteja apta a usar a tecnologia, o que impactaria em uma redu\u00e7\u00e3o de quase 1,5% das emiss\u00f5es anuais do transporte mar\u00edtimo de min\u00e9rio de ferro da Vale.<\/p>\n<p><strong>Meta Carbono<br \/>\n<\/strong>O projeto de utiliza\u00e7\u00e3o das velas rotativas faz parte do Ecoshipping, programa criado pela \u00e1rea de navega\u00e7\u00e3o da Vale para atender ao desafio da empresa de reduzir suas emiss\u00f5es de carbono, em linha com o que vem sendo discutido no \u00e2mbito da Organiza\u00e7\u00e3o Mar\u00edtima Internacional (IMO). No ano passado, a companhia anunciou um investimento de pelo menos US$ 2 bilh\u00f5es para reduzir em 33% suas emiss\u00f5es de escopos 1 e 2 at\u00e9 2030. Anunciou ainda que ir\u00e1 reduzir em 15% as emiss\u00f5es de escopo 3 at\u00e9 2035, relativas \u00e0 cadeia de valor, das quais as emiss\u00f5es de navega\u00e7\u00e3o fazem parte, j\u00e1 que os navios n\u00e3o s\u00e3o pr\u00f3prios. As metas s\u00e3o alinhadas com a ambi\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris.<\/p>\n<p>Em agosto deste ano, a Vale recebeu o primeiro navio Guiabamax com air lubrication instalado. A tecnologia cria um carpete de bolhas de ar na parte de baixo do navio, permitindo reduzir o atrito da \u00e1gua com o casco. Expectativas conservadoras apontam para uma redu\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel em torno de 5 a 8%, com potencial de redu\u00e7\u00e3o de 4,4% das emiss\u00f5es anuais do transporte mar\u00edtimo de min\u00e9rio de ferro da Vale.<\/p>\n<p><strong>Efici\u00eancia<br \/>\n<\/strong>Com a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias e renova\u00e7\u00e3o de sua frota, a Vale tem investido fortemente para incorporar o estado da arte em termos de efici\u00eancia e de inova\u00e7\u00e3o ambiental na \u00e1rea de navega\u00e7\u00e3o. Desde 2018, a empresa opera com Valemaxes de segunda gera\u00e7\u00e3o e, desde 2019, com os Guaibamaxes, com capacidades de 400 mil toneladas e 325 mil toneladas, respectivamente. Essas embarca\u00e7\u00f5es est\u00e3o entre as mais eficientes do mundo e conseguem reduzir em at\u00e9 41% as emiss\u00f5es de CO2 equivalente se comparadas com as de um navio capesize, de 180 mil toneladas, constru\u00eddo em 2011.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto da Vale para a criar o primeiro mineraleiro de grande porte do mundo equipado com sistema de velas rotativas (rotor sails) ganhou na&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1527,"featured_media":8789,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-36499","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36499","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1527"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36499"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36499\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36500,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36499\/revisions\/36500"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}