{"id":36188,"date":"2021-10-18T10:23:36","date_gmt":"2021-10-18T13:23:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=36188"},"modified":"2021-10-18T10:23:36","modified_gmt":"2021-10-18T13:23:36","slug":"china-controla-cerca-de-100-portos-em-mais-de-60-paises-e-esta-fazendo-progressos-constantes-na-rota-da-seda-maritima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/china-controla-cerca-de-100-portos-em-mais-de-60-paises-e-esta-fazendo-progressos-constantes-na-rota-da-seda-maritima\/","title":{"rendered":"China controla cerca de 100 portos em mais de 60 pa\u00edses e est\u00e1 fazendo progressos constantes na &#8220;Rota da Seda Mar\u00edtima&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Diferentes estimativas sugerem que as empresas chinesas controlam atualmente cerca de 100 portos em mais de 60 pa\u00edses. Por exemplo, a estatal chinesa Cosco adquiriu 51% do porto de Pireu (Gr\u00e9cia), com um acordo que lhe permitiria obter at\u00e9 67% cinco anos depois. A mesma empresa est\u00e1 em negocia\u00e7\u00f5es para adquirir uma participa\u00e7\u00e3o no porto de Hamburgo, na Alemanha; se vier a se concretizar, ser\u00e1 o oitavo investimento portu\u00e1rio da Cosco na Europa. Enquanto isso, o Shanghai International Port Group acaba de assumir o controle do porto israelense de Haifa. Tudo isso no \u00e2mbito da expans\u00e3o portu\u00e1ria, concretizada no \u00e2mbito da chamada \u201cRota da Seda Mar\u00edtima\u201d.<\/p>\n<p>A iniciativa faz parte de um plano mais amplo de investimentos do capital chin\u00eas em obras de infraestrutura em todo o mundo. Para atingir esse objetivo, ter controle das concess\u00f5es portu\u00e1rias em pontos geoestrat\u00e9gicos \u00e9 essencial, afirmam analistas. E eles parecem estar tendo sucesso: &#8220;Os portos de cont\u00eaineres com investimento chin\u00eas t\u00eam visto um aumento em sua conectividade de transporte mar\u00edtimo acima da m\u00e9dia&#8221;, disse Jan Hoffmann, chefe da Unidade de Log\u00edstica de Com\u00e9rcio da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Com\u00e9rcio e Desenvolvimento (UNCTAD). De um ponto de vista hist\u00f3rico, Sam Beatson, professor do Departamento de Finan\u00e7as, Risco e Bancos e em programas de Mestrado em Administra\u00e7\u00e3o de Empresas na University of Nottingham Business School (Nubs), no Reino Unido, argumenta que, nesse esfor\u00e7o da China, &#8221; N\u00e3o h\u00e1 vontade de o fazer de forma amea\u00e7adora. O elemento-chave que impulsiona a estrat\u00e9gia portu\u00e1ria das empresas chinesas \u00e9 o maior controle e efici\u00eancia dos seus neg\u00f3cios mar\u00edtimos globais e a procura de oportunidades de participa\u00e7\u00e3o em projetos portu\u00e1rios. Desenvolvimento pr\u00f3ximo\u201d, aponta. Outros pesquisadores, como James R. Holmes, professor de Estrat\u00e9gia Mar\u00edtima do United States Naval War College, adotam uma perspectiva mais confrontadora: &#8220;O objetivo \u00e9 criar um ciclo autossustent\u00e1vel entre com\u00e9rcio, poder militar e influ\u00eancia diplom\u00e1tica. O acesso a portos no exterior permite que a China desenvolva redes comerciais e aumente sua riqueza, e o pa\u00eds reinveste parte desses recursos em suas for\u00e7as navais, terrestres, a\u00e9reas e de m\u00edsseis de apoio, afirma o especialista.<\/p>\n<p><strong>Projetos na Am\u00e9rica Latina e Caribe<br \/>\n<\/strong>Eleanor Hadland, analista s\u00eanior de terminais portu\u00e1rios da Drewry, diz que embora as opera\u00e7\u00f5es das empresas chinesas na Am\u00e9rica Latina tenham aumentado, elas est\u00e3o muito abaixo do que tem sido o fen\u00f4meno em outras partes do mundo. \u201cOs terminais de cont\u00eaineres estiveram entre a primeira onda de privatiza\u00e7\u00f5es de portos no final dos anos 1990 e no in\u00edcio dos anos 2000\u201d, explica o especialista. Naqueles anos, entrou em vigor a Hutchison Ports, empresa chinesa que hoje tem a maior presen\u00e7a na regi\u00e3o. Anos depois, Cosco e China Merchants entraram no mercado, mas a taxa de crescimento das empresas chinesas foi muito mais lenta do que no passado. No entanto, existem atualmente v\u00e1rios projetos em andamento; um dos grandes portos cuja constru\u00e7\u00e3o avan\u00e7a de maneira constante \u00e9 o de Chancay, no Peru. Operados pelos Portos de Embarque Cosco, o investimento total deve chegar a US $ 3 bilh\u00f5es quando as obras forem conclu\u00eddas em 2024.<\/p>\n<p>Entre os grandes portos com investimentos chineses que operam na Am\u00e9rica Latina e no Caribe est\u00e3o os de Ensenada, Manzanillo, L\u00e1zaro C\u00e1rdenas e Veracruz, no M\u00e9xico. Nas Bahamas, Freeport; na Jamaica, Kingston; no Panam\u00e1, Balboa e Col\u00f3n; no Brasil, Paranagu\u00e1; e na Argentina, Buenos Aires. Junto com eles, h\u00e1 tamb\u00e9m capitais chineses em portos menores, alguns privados, ou em diferentes tipos de infraestrutura portu\u00e1ria. \u201cO melhor que pode acontecer \u00e0 ind\u00fastria e aos usu\u00e1rios \u00e9 que haja operadores portu\u00e1rios de classe mundial competindo nos portos da regi\u00e3o\u201d, afirma Jos\u00e9 Antonio Pejov\u00e9s, professor de Direito Mar\u00edtimo da Faculdade de Direito da Universidade de Lima e fundador do Estudio Pejov\u00e9s Mar\u00edtimo, empresa de assessoria jur\u00eddica. Embora a Am\u00e9rica Latina n\u00e3o esteja no centro da estrat\u00e9gia da China de investir em portos em n\u00edvel global, em qualquer caso, \u00e9 um mercado atraente, concordam os especialistas. E embora a regi\u00e3o esteja bastante dentro da \u00e1rea de influ\u00eancia dos Estados Unidos devido \u00e0 sua proximidade geogr\u00e1fica, n\u00e3o \u00e9 por acaso que o principal parceiro comercial da Am\u00e9rica do Sul \u00e9 a China.<\/p>\n<p>Fonte: Mundo Mar\u00edtimo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diferentes estimativas sugerem que as empresas chinesas controlam atualmente cerca de 100 portos em mais de 60 pa\u00edses. 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