{"id":35878,"date":"2021-09-23T09:41:17","date_gmt":"2021-09-23T12:41:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=35878"},"modified":"2021-09-23T09:41:17","modified_gmt":"2021-09-23T12:41:17","slug":"comite-de-politica-monetaria-eleva-juros-basicos-da-economia-para-625-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/comite-de-politica-monetaria-eleva-juros-basicos-da-economia-para-625-ao-ano\/","title":{"rendered":"Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria eleva juros b\u00e1sicos da economia para 6,25% ao ano"},"content":{"rendered":"<p>Em meio ao aumento da infla\u00e7\u00e3o de alimentos, combust\u00edveis e energia, o Banco Central (BC) apertou ainda mais os cintos na pol\u00edtica monet\u00e1ria. Por unanimidade, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) elevou a taxa Selic &#8211; juros b\u00e1sicos da economia &#8211; de 5,25% para 6,25% ao ano. A decis\u00e3o era esperada pelos analistas financeiros.<\/p>\n<p>A taxa est\u00e1 no n\u00edvel mais alto desde julho de 2019, quando estava em 6,5% ao ano. Esse foi o quinto reajuste consecutivo na taxa Selic. De mar\u00e7o a junho, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No in\u00edcio de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>Em comunicado, o Copom informou que dever\u00e1 elevar novamente a Selic em um ponto percentual na pr\u00f3xima reuni\u00e3o, no fim de outubro. Com o teto da meta de infla\u00e7\u00e3o estourado em 2021, o \u00f3rg\u00e3o informou que trabalha para trazer a infla\u00e7\u00e3o de volta para o intervalo da meta em 2022 e, \u201cem algum grau\u201d, em 2023.<\/p>\n<p>\u201cO Copom considera que, no atual est\u00e1gio do ciclo de eleva\u00e7\u00e3o de juros, esse ritmo de ajuste [um ponto percentual por reuni\u00e3o] \u00e9 o mais adequado para garantir a converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comit\u00ea obtenha mais informa\u00e7\u00f5es sobre o estado da economia e o grau de persist\u00eancia dos choques\u201d, destacou o texto.<\/p>\n<p>Com a decis\u00e3o desta quarta-feira (22), a Selic continua num ciclo de alta. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros b\u00e1sicos da economia at\u00e9 que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em mar\u00e7o de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 at\u00e9 alcan\u00e7ar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1986.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>A Selic \u00e9 o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a infla\u00e7\u00e3o oficial, medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o indicador fechou no maior n\u00edvel para o m\u00eas desde 2000 e acumula 9,68% em 12 meses, pressionado pelo d\u00f3lar, pelos combust\u00edveis e pela alta da energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>O valor est\u00e1 acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o. Para 2021, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) tinha fixado meta de infla\u00e7\u00e3o de 3,75%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, n\u00e3o podia superar 5,25% neste ano nem ficar abaixo de 2,25%.<\/p>\n<p>No Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monet\u00e1ria estimava que, em 2021, o IPCA fecharia o ano em 5,82% no cen\u00e1rio base. Mesmo com uma queda nos \u00edndices no segundo semestre, esse cen\u00e1rio considera o estouro do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o em 2021.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o est\u00e1 abaixo das previs\u00f5es do mercado. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo BC, a infla\u00e7\u00e3o oficial dever\u00e1 fechar o ano em 8,35%. A proje\u00e7\u00e3o oficial s\u00f3 ser\u00e1 atualizada no pr\u00f3ximo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, no fim deste m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00e9dito mais caro<br \/>\n<\/strong>A eleva\u00e7\u00e3o da taxa Selic ajuda a controlar a infla\u00e7\u00e3o. Isso porque juros maiores encarecem o cr\u00e9dito e desestimulam a produ\u00e7\u00e3o e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recupera\u00e7\u00e3o da economia. No \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central projetava crescimento de 4,6% para a economia em 2021.<\/p>\n<p>O mercado projeta crescimento maior. Segundo a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do boletim Focus, os analistas econ\u00f4micos preveem expans\u00e3o de 5,04% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos pelo pa\u00eds) neste ano.<\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 usada nas negocia\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos p\u00fablicos no Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e Cust\u00f3dia (Selic) e serve de refer\u00eancia para as demais taxas de juros da economia. Ao reajust\u00e1-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os pre\u00e7os, porque juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ao reduzir os juros b\u00e1sicos, o Copom barateia o cr\u00e9dito e incentiva a produ\u00e7\u00e3o e o consumo, mas enfraquece o controle da infla\u00e7\u00e3o. Para cortar a Selic, a autoridade monet\u00e1ria precisa estar segura de que os pre\u00e7os est\u00e3o sob controle e n\u00e3o correm risco de subir.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meio ao aumento da infla\u00e7\u00e3o de alimentos, combust\u00edveis e energia, o Banco Central (BC) apertou ainda mais os cintos na pol\u00edtica monet\u00e1ria. 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