{"id":35646,"date":"2021-09-03T10:47:04","date_gmt":"2021-09-03T13:47:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=35646"},"modified":"2021-09-03T14:05:37","modified_gmt":"2021-09-03T17:05:37","slug":"operacao-aeronaval-com-830-militares-das-tres-forcas-no-rio-com-objetivo-de-integrar-militares-e-treinar-para-acoes-humanitarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/operacao-aeronaval-com-830-militares-das-tres-forcas-no-rio-com-objetivo-de-integrar-militares-e-treinar-para-acoes-humanitarias\/","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00e3o aeronaval com 830 militares das tr\u00eas For\u00e7as no Rio com objetivo de integrar militares e treinar para a\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<p>Uma opera\u00e7\u00e3o aeronaval integrada re\u00fane 830 militares do Ex\u00e9rcito, da Marinha e da For\u00e7a A\u00e9rea na costa do Rio de Janeiro. O exerc\u00edcio acontece no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Poseidon 2021, que come\u00e7ou no dia 28 de agosto e prossegue at\u00e9 o pr\u00f3ximo dia 4, com exerc\u00edcios de pouso e decolagem no Navio Aer\u00f3dromo Multiprop\u00f3sito (NAM) Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da capacita\u00e7\u00e3o no pouso, os militares realizam exerc\u00edcios de infiltra\u00e7\u00e3o de mergulhadores de combate, evacua\u00e7\u00e3o aerom\u00e9dica (Evam) de feridos e tiro real sobre alvo \u00e0 deriva. O treinamento conjunto foi proposto pelo Minist\u00e9rio da Defesa e tem por finalidade o aumento cont\u00ednuo da interoperabilidade entre as For\u00e7as.<\/p>\n<p>O exerc\u00edcio foi acompanhado, nesta quinta-feira (2), pelo ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, pelo comandante da Marinha, almirante de esquadra Almir Garnier, e pelo almirante de esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, chefe de Opera\u00e7\u00f5es Conjuntas do Minist\u00e9rio da Defesa.<\/p>\n<p>O comandante da Marinha ressaltou os prop\u00f3sitos de integra\u00e7\u00e3o, e lembrou que integrantes das tr\u00eas For\u00e7as muitas vezes usam termos e linguagem pr\u00f3prios para denominar t\u00e9cnicas e equipamentos semelhantes. \u201cO maior desafio \u00e9 que cada comando de For\u00e7a tem suas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, seus usos e costumes, e quando se vai operar em um outro ambiente, sob a coordena\u00e7\u00e3o de uma outra For\u00e7a, voc\u00ea precisa se adaptar a ela. At\u00e9 o jarg\u00e3o e a cultura do tr\u00e2nsito a bordo de um navio, o resto \u00e9 boa vontade\u201d, disse Garnier.<\/p>\n<p>Para ele, o treinamento de qualifica\u00e7\u00e3o e requalifica\u00e7\u00e3o de pouso \u00e9 um exerc\u00edcio eficaz tanto para iniciantes quanto para militares j\u00e1 experientes. \u201cCada vez mais, o Minist\u00e9rio da Defesa, o Estado-Maior Conjunto e as For\u00e7as Armadas visam operar de maneira integrada\u201d, ressaltou o comandante da Marinha.<\/p>\n<p><strong>Adestramento<br \/>\n<\/strong>O almirante de esquadra Petronio lembrou que esse tipo de opera\u00e7\u00e3o vem sendo constru\u00edda desde 2018 pelo Minist\u00e9rio da Defesa, como programa\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o do adestramento dos pilotos. \u201cNo ano passado, fizemos nosso primeiro adestramento conjunto, com as tr\u00eas For\u00e7as e o navio parado, como se fosse um aeroporto. N\u00f3s qualificamos os pilotos e agora passamos a uma nova fase deste exerc\u00edcio, com o navio em movimento. Pretendemos que este tipo de adestramento permane\u00e7a por alguns anos, porque ainda temos algumas fases a serem cumpridas, at\u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o noturna, que \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o muito diferente do que ocorre de dia\u201d, disse Petronio.<\/p>\n<p>O segundo objetivo, ressaltou o chefe de Opera\u00e7\u00f5es Conjuntas, \u00e9 fazer com que as For\u00e7as Armadas estejam prontas a atender alguma demanda do Estado brasileiro, incluindo poss\u00edveis assist\u00eancias humanit\u00e1rias internacionais ou miss\u00f5es de resgate.<\/p>\n<p><strong>Submarinos<br \/>\n<\/strong>Tanto Garnier quanto Petronio ressaltaram a chegada \u00e0 esquadra brasileira do primeiro submarino da nova fam\u00edlia, o Riachuelo, que dever\u00e1 ser entregue ainda em dezembro deste ano em condi\u00e7\u00f5es plenas de opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois do Riachuelo, vir\u00e3o outros tr\u00eas submarinos convencionais e, finalmente, o submarino de propuls\u00e3o nuclear, que colocar\u00e1 o Brasil no seleto grupo de pa\u00edses com capacidade de produzir submarinos com essa caracter\u00edstica t\u00e1tica avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>\u201cSubmarino [de propuls\u00e3o] nuclear construiremos, esse \u00e9 o nosso lema. \u00c9 o nosso grande gol. \u00c9 um desafio. Estamos trabalhando na fronteira do conhecimento. N\u00e3o \u00e9 construir, mas desenvolver um submarino\u201d, disse Petronio.<\/p>\n<p>\u201cO Riachuelo est\u00e1 em avalia\u00e7\u00e3o operacional, n\u00e3o \u00e9 mais teste de engenharia. No ano que vem ele estar\u00e1 operando com a nossa esquadra. Vai trazer um novo patamar de opera\u00e7\u00e3o de submarinos, porque \u00e9 um equipamento muito mais moderno do que os nossos anteriores\u201d, completou Garnier.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ambos lembraram que est\u00e1 contratada a produ\u00e7\u00e3o de quatro fragatas, fabricadas por um estaleiro em Itaja\u00ed (SC), com in\u00edcio previsto para 2022, e estimativa de entrega entre 2024 e 2025.<\/p>\n<p><strong>Pilotos<br \/>\n<\/strong>O exerc\u00edcio reuniu pilotos de helic\u00f3pteros das tr\u00eas For\u00e7as, como o primeiro-tenente da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira (FAB) Rodrigo Galardo, que destacou as dificuldades de se pousar em um navio em movimento, no meio do mar.<\/p>\n<p>\u201cO maior desafio \u00e9 pelo fato de n\u00e3o termos chegado a simular um voo como este. \u00c9 a primeira vez que a gente realiza um pouso em algo que est\u00e1 se movendo. Isso \u00e9 realmente novo para a gente, que est\u00e1 em alto mar, n\u00e3o tem muito horizonte e n\u00e3o tem algo fixo para se estabilizar. Ent\u00e3o isso acaba agregando valor na nossa aproxima\u00e7\u00e3o\u201d, relatou Galardo, que trabalhou no resgate de v\u00edtimas, em 2019, na trag\u00e9dia de Brumadinho (MG).<\/p>\n<p><strong>Atl\u00e2ntico<br \/>\n<\/strong>O porta-helic\u00f3pteros Atl\u00e2ntico tem capacidade para transportar 16 aeronaves de asa rotativa, podendo ter, simultaneamente, at\u00e9 sete aeronaves em seu conv\u00e9s de voo e transportar doze aeronaves em seu hangar. Pode utilizar todos os tipos de helic\u00f3pteros pertencentes aos esquadr\u00f5es da Marinha.<\/p>\n<p>O navio tem 203 metros de comprimento, com velocidade m\u00e1xima mantida de 18 n\u00f3s (33 quil\u00f4metros por hora) e raio de a\u00e7\u00e3o de 8 mil milhas n\u00e1uticas (14,8 mil quil\u00f4metros). O conv\u00e9s de voo possui 170 metros de extens\u00e3o, com 32 metros de largura.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma opera\u00e7\u00e3o aeronaval integrada re\u00fane 830 militares do Ex\u00e9rcito, da Marinha e da For\u00e7a A\u00e9rea na costa do Rio de Janeiro. 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