{"id":35338,"date":"2021-05-28T08:00:15","date_gmt":"2021-05-28T11:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=35338"},"modified":"2021-05-27T10:41:03","modified_gmt":"2021-05-27T13:41:03","slug":"desemprego-sobe-para-147-no-1o-trimestre-e-atinge-recorde-de-148-milhoes-de-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/desemprego-sobe-para-147-no-1o-trimestre-e-atinge-recorde-de-148-milhoes-de-brasileiros\/","title":{"rendered":"Desemprego sobe para 14,7% no 1\u00ba trimestre e atinge recorde de 14,8 milh\u00f5es de brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>\u00c9 a maior taxa e o maior contingente de desocupados j\u00e1 registrado pela s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, iniciada em 2012. N\u00famero de brasileiros subutilizados chegou a 33,2 milh\u00f5es e tamb\u00e9m atingiu patamar recorde. Os chamados &#8216;desalentados&#8217;, que n\u00e3o s\u00e3o computados no n\u00famero de desempregados, somam 6 milh\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O desemprego no Brasil atingiu a taxa recorde de 14,7% no 1\u00ba trimestre de 2021, segundo divulgou nesta quinta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O n\u00famero de desempregados tamb\u00e9m bateu um novo recorde, chegando a 14,8, milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p><em>&#8220;\u00c9 a maior taxa e o maior contingente de desocupados de todos os trimestres da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012&#8221;, informou o IBGE.<\/em><\/p>\n<p>O resultado representa uma alta de 6,3%, ou de mais 880 mil pessoas na fila por um emprego no pa\u00eds, na compara\u00e7\u00e3o com 4\u00ba trimestre de 2020. Em 1 ano, 1,956 milh\u00e3o de pessoas entraram nas estat\u00edsticas do desemprego.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em fevereiro, a taxa de desemprego estava em 14,4%, atingindo 14,4 milh\u00f5es de brasileiros \u2013 n\u00famero recorde at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Desalento atinge novo recorde<\/strong><\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o desalentada (quem desistiu de procurar uma oportunidade no mercado de trabalho) tamb\u00e9m atingiu patamar recorde, reunindo 6 milh\u00f5es de pessoas, ficando est\u00e1vel frente ao trimestre m\u00f3vel anterior e crescendo 25,1% ante o mesmo per\u00edodo de 2020.<\/p>\n<p>O percentual de desalentados na for\u00e7a de trabalho ou desalentada foi de 5,6%. Ou seja, a taxa de desemprego s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 ainda maior porque muitos brasileiros desistiram de procurar uma ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vale destacar que o IBGE considera como desempregado apenas o trabalhador que efetivamente procurou emprego nos \u00faltimos 30 dias anteriores \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da pesquisa.<\/p>\n<p><strong>Veja outros destaques da pesquisa:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Em tr\u00eas meses, n\u00famero de desempregados aumentou em 880 mil pessoas;<\/li>\n<li>Popula\u00e7\u00e3o ocupada ficou est\u00e1vel, mas n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o est\u00e1 abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio de 2020;<\/li>\n<li>Ocupa\u00e7\u00e3o de empregados sem carteira caiu e somente a categoria dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria cresceu;<\/li>\n<li>N\u00famero de empregadores com CNPJ \u00e9 o menor da s\u00e9rie;<\/li>\n<li>Informalidade fica est\u00e1vel (39,6%), com 34 milh\u00f5es de pessoas;<\/li>\n<li>Desemprego entre as mulheres atingiu recorde de 17,9%, enquanto que entre os homens a taxa foi de 12,2%;<\/li>\n<li>Massa de rendimento real ficou est\u00e1vel em R$ 212,5 bilh\u00f5es ante o trimestre m\u00f3vel anterior, mas caiu 6,7% na compara\u00e7\u00e3o interanual (menos R$ 15,2 bilh\u00f5es).<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Falta trabalho para 33,2 milh\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O contingente de pessoas subutilizadas no pa\u00eds chegou a 33,2 milh\u00f5es e tamb\u00e9m atingiu o recorde da s\u00e9rie. A taxa de subutiliza\u00e7\u00e3o ficou em 29,7%, contra 28,7% no trimestre anterior. H\u00e1 1 ano, estava em 24,4%.<\/p>\n<p>O contingente classificado pelo IBGE como trabalhadores subutilizados re\u00fane, al\u00e9m dos desempregados, os desalentados, aqueles que est\u00e3o subocupados (trabalham menos de 40 horas semanais), e os que poderiam estar ocupados, mas n\u00e3o trabalham por motivos diversos.<\/p>\n<p><strong>No 1\u00ba trimestre, estavam nessa condi\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>14,8 milh\u00f5es de desempregados: pessoas que n\u00e3o trabalham, mas procuraram empregos nos \u00faltimos 30 dias (no 1\u00ba trimestre, eram 13,7 milh\u00f5es);<\/li>\n<li>7 milh\u00f5es de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;<\/li>\n<li>11,4 milh\u00f5es de pessoas que poderiam trabalhar, mas n\u00e3o trabalham (for\u00e7a de trabalho potencial): grupo que inclui 6 milh\u00f5es de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 5,4 milh\u00f5es que podem trabalhar, mas que n\u00e3o t\u00eam disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na v\u00e9spera, o Minist\u00e9rio a Economia divulgou que a economia brasileira gerou 120.935 empregos com carteira assinada em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse foi o menor saldo positivo mensal registrado em 2021.<\/p>\n<p>Economistas avaliam que uma melhora mais consistente do mercado de trabalho s\u00f3 dever\u00e1 ser observada no segundo semestre, mas ainda condicionada ao avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e uma recupera\u00e7\u00e3o mais firme do setor de servi\u00e7os \u2013 o que mais emprega no pa\u00eds e os mais afetados pelas medidas de restri\u00e7\u00e3o para conter o avan\u00e7o do coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Fonte: G1 Economia<\/p>\n<p>Foto: divulga\u00e7\u00e3o-Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a maior taxa e o maior contingente de desocupados j\u00e1 registrado pela s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, iniciada em 2012. 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