{"id":34946,"date":"2021-05-03T11:52:37","date_gmt":"2021-05-03T14:52:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=34946"},"modified":"2021-05-03T11:52:37","modified_gmt":"2021-05-03T14:52:37","slug":"leiloes-de-infraestrutura-geram-r-48-bi-de-investimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/leiloes-de-infraestrutura-geram-r-48-bi-de-investimento\/","title":{"rendered":"Leil\u00f5es de infraestrutura geram R$ 48 bi de investimento"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Novos projetos em abril consagram operadores locais, mas trazem capital novo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A maratona de leil\u00f5es de infraestrutura do \u00faltimo m\u00eas contratou um total de R$ 48 bilh\u00f5es de novos investimentos, que ser\u00e3o aplicados ao longo dos pr\u00f3ximos 35 anos. Ao todo, em abril, foram seis dias de disputas na B3, 14 novos contratos de concess\u00e3o gerados e ao menos seis liminares (ou tentativas de impedir as licita\u00e7\u00f5es) derrubadas.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do saldo das concorr\u00eancias, considerado bastante positivo, os novos projetos consagraram grandes operadores que j\u00e1 atuam no Brasil \u2014 uma tend\u00eancia que dever\u00e1 se manter para os pr\u00f3ximos leil\u00f5es. Os principais vencedores do m\u00eas foram grupos tradicionais, como CCR, Santos Brasil, Ecorodovias, Aegea Saneamento e Igu\u00e1.<\/p>\n<p>Para alguns executivos e analistas, chama a aten\u00e7\u00e3o a aus\u00eancia de novos atores estrangeiros. J\u00e1 outros observam que, mesmo sem a entrada de operadores nas \u00faltimas disputas, h\u00e1 uma prolifera\u00e7\u00e3o de investidores interessados na infraestrutura brasileira, que t\u00eam usado as companhias consolidadas como ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Esse movimento se observa, por exemplo, com a entrada do fundo de pens\u00e3o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) no capital da Igu\u00e1, o aporte da Ita\u00fasa na Aegea, o avan\u00e7o da GLP, de Cingapura, em rodovias, a inje\u00e7\u00e3o de recursos do grupo italiano Gavio na Ecorodovias, e pelas bem sucedidas capitaliza\u00e7\u00f5es de empresas listadas na bolsa, como ocorreu com a Santos Brasil.<\/p>\n<p><em>\u201cO capital estrangeiro j\u00e1 entrou massivamente nesses leil\u00f5es por meio dos operadores nacionais. Faz sentido, porque s\u00e3o eles que conhecem a opera\u00e7\u00e3o e os riscos do Brasil\u201d, afirma Antonio Carlos Sep\u00falveda, presidente da operadora portu\u00e1ria Santos Brasil, que arrematou tr\u00eas terminais de combust\u00edveis no Porto de Itaqui (MA), no in\u00edcio do m\u00eas.<\/em><\/p>\n<p>A vis\u00e3o \u00e9 compartilhada por Venilton Tadini, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Infraestrutura e Ind\u00fastrias de Base (Abdib). \u201cOs novos investidores j\u00e1 est\u00e3o aqui. O Brasil tem diversos bons operadores, n\u00e3o ser\u00e1 este o gargalo para os projetos\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Ainda assim, especialistas observam que h\u00e1 diferentes grupos estrangeiros, com capital e experi\u00eancia em concess\u00f5es, que t\u00eam sondado o mercado brasileiro, mas ainda n\u00e3o decidiram entrar. Nos leil\u00f5es de abril, houve casos de companhias que estudaram at\u00e9 o \u00faltimo momento, mas, ao fim, decidiram n\u00e3o participar.<\/p>\n<p>Para Marcos Ganut, s\u00f3cio da Alvarez &amp; Marsal, \u00e9 importante entender os motivos dessa relut\u00e2ncia para ampliar a competi\u00e7\u00e3o nos projetos. \u201cUma parte [do receio] vem da falta de conhecimento de Brasil e da inseguran\u00e7a jur\u00eddica. Quem est\u00e1 aqui j\u00e1 sabe como funcionam as ag\u00eancias reguladoras, est\u00e3o calejados\u201d, diz.<\/p>\n<p>Diante do enorme d\u00e9ficit de infraestrutura log\u00edstica e de saneamento no pa\u00eds, a entrada de grupos ser\u00e1 importante, avalia Rafael Vanzella, s\u00f3cio de infraestrutura do Machado Meyer. \u201cO momento \u00e9 de celebra\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 importante olhar para o futuro. O pa\u00eds tem grupos grandes, mas os balan\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o ilimitados\u201d, afirma.<\/p>\n<p>No setor, \u00e9 consenso que o ambiente regulat\u00f3rio no Brasil evoluiu nos \u00faltimos anos, o que se refletiu no sucesso nos leil\u00f5es \u2014 para o investidor, a boa regula\u00e7\u00e3o significa seguran\u00e7a quanto \u00e0s regras e a certeza de que o que est\u00e1 escrito no contrato ser\u00e1 seguido.<\/p>\n<p>Ainda assim, h\u00e1 casos emblem\u00e1ticos que ainda assustam, como a tentativa de encampa\u00e7\u00e3o da Linha Amarela, da Invepar, no Rio de Janeiro, e as j\u00e1 cl\u00e1ssicas liminares judiciais \u00e0s v\u00e9speras dos leil\u00f5es \u2014 como ficou evidente no caso da Companhia Estadual de \u00c1guas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). \u201cPara um grupo de fora, \u00e9 muito dif\u00edcil entender tanta resist\u00eancia de poderes constitu\u00eddos, institui\u00e7\u00f5es\u201d, diz Vanzella.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos leil\u00f5es \u00e9 que grupos locais continuar\u00e3o se destacando \u2014 por seu acesso ao mercado de capitais, pela maior facilidade de dimensionar riscos e precificar ativos e pela necessidade de garantir a gera\u00e7\u00e3o de caixa no longo prazo.<\/p>\n<p>No caso da CCR e da Ecorodovias, por exemplo, a renova\u00e7\u00e3o de portf\u00f3lio \u00e9 vista como um fator influente na estrat\u00e9gia das empresas, j\u00e1 que ambas t\u00eam concess\u00f5es importantes chegando ao fim.<\/p>\n<p>A Santos Brasil tamb\u00e9m deixa claro o interesse em continuar participando dos leil\u00f5es, para diversificar sua opera\u00e7\u00e3o. \u201cO pa\u00eds vive uma janela de oportunidades que n\u00e3o se abre sempre. Vamos aproveitar\u201d, diz Sep\u00falveda.<\/p>\n<p>Em saneamento, todos os operadores tamb\u00e9m v\u00eam destacando o plano de expans\u00e3o. Por exemplo, a Igu\u00e1, que com o novo contrato da Cedae ir\u00e1 dobrar de porte, j\u00e1 planeja crescer tr\u00eas ou quatro vezes com outros projetos, segundo o presidente, Carlos Brand\u00e3o.<\/p>\n<p>Pela frente, h\u00e1 uma s\u00e9rie de oportunidades, em diferentes setores. Em rodovias, h\u00e1 uma carteira enorme de leil\u00f5es grandes, como a licita\u00e7\u00e3o da Dutra e os mais de 3.000 km de estradas no Paran\u00e1. Em aeroportos, resta a s\u00e9tima rodada de concess\u00f5es, que inclui as \u201cjoias da coroa\u201d do setor: Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). Em ferrovias, o governo corre para tirar do papel a Ferrogr\u00e3o. Em portos, h\u00e1 uma s\u00e9rie de novos arrendamentos, al\u00e9m da desestatiza\u00e7\u00e3o de companhias docas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 o setor de saneamento, que dever\u00e1 ver um \u201cboom\u201d de projetos nos pr\u00f3ximos anos, na esteira das mudan\u00e7as promovidas pelo novo marco regulat\u00f3rio. \u201cVeremos muitos novos atores nesse segmento, porque h\u00e1 uma enorme demanda e muito interesse, tanto de grupos financeiros, quanto de companhias de outros setores\u201d, afirma Fernando Vernalha, do Vernalha Pereira Advogados.<\/p>\n<p>Apesar de exaltar a import\u00e2ncia desta onda de investimentos, fruto das concess\u00f5es, Tadini, da Abdib, tamb\u00e9m coloca em perspectiva o fato de que os valores ser\u00e3o aplicados ao longo de at\u00e9 35 anos, e que o n\u00edvel do investimento p\u00fablico em infraestrutura, que vem sofrendo sucessivos cortes, segue em patamar dram\u00e1tico.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos projetos em abril consagram operadores locais, mas trazem capital novo A maratona de leil\u00f5es de infraestrutura do \u00faltimo m\u00eas contratou um total de R$&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":34947,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[1428,955,61,2797,132,55,2979,69,3227],"class_list":["post-34946","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-aeroportos","tag-arrecadacao","tag-brasil","tag-ferrovias","tag-investimento","tag-leilao","tag-ministerio-da-infraestrutura","tag-portos","tag-rodovias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34946","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34946"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34946\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34948,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34946\/revisions\/34948"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34946"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34946"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34946"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}