{"id":33990,"date":"2021-02-23T11:26:13","date_gmt":"2021-02-23T14:26:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=33990"},"modified":"2021-02-23T11:26:13","modified_gmt":"2021-02-23T14:26:13","slug":"br-do-mar-abertura-de-transporte-de-carga-a-navios-estrangeiros-deve-reduzir-em-15-custo-do-frete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/br-do-mar-abertura-de-transporte-de-carga-a-navios-estrangeiros-deve-reduzir-em-15-custo-do-frete\/","title":{"rendered":"BR do Mar: abertura de transporte de carga a navios estrangeiros deve reduzir em 15% custo do frete"},"content":{"rendered":"<p><em><strong> L\u00edderes governistas tentam votar o texto at\u00e9 mar\u00e7o<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O governo estima redu\u00e7\u00e3o de 15% no custo do frete da cabotagem com a aprova\u00e7\u00e3o de um projeto de lei que tenta aumentar a concorr\u00eancia desse meio de transporte. O texto, que o governo chama de \u201cBR do Mar\u201d, j\u00e1 aprovado na C\u00e2mara, \u00e9 uma das prioridades dos minist\u00e9rios da Infraestrutura e da Economia este ano.<\/p>\n<p>A cabotagem \u00e9 a navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima entre portos brasileiros. \u201cAo simular simplifica\u00e7\u00f5es trabalhistas, altera\u00e7\u00f5es em impostos, redu\u00e7\u00e3o da burocracia e do tempo da carga e navio parados no porto, a EPL concluiu que o projeto BR do Mar pode gerar redu\u00e7\u00f5es de mais de 15% em rela\u00e7\u00e3o ao valor praticado atualmente nesse transporte\u201d, diz estudo desenvolvido pela Empresa de Planejamento e Log\u00edstica (EPL) e obtido pelo GLOBO.<\/p>\n<p>No Brasil, esse tipo de navega\u00e7\u00e3o responde por 11% do transporte nacional de cargas. A discuss\u00e3o sobre amplia\u00e7\u00e3o desse mercado ganhou for\u00e7a no pa\u00eds ap\u00f3s a paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, em 2018, quando a tabela do frete aumentou o pre\u00e7o do transporte rodovi\u00e1rio, principalmente nas rotas Nordeste-Sudeste.<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1logo com caminhoneiro<\/strong><\/p>\n<p>O governo espera ampliar o volume de cont\u00eaineres transportados, por ano, de 1,2 milh\u00e3o, em 2019, para 2 milh\u00f5es, em 2022, al\u00e9m de ampliar em 40% a capacidade da frota mar\u00edtima dedicada \u00e0 cabotagem nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, excluindo embarca\u00e7\u00f5es dedicadas ao transporte de petr\u00f3leo e derivados.<\/p>\n<p>O estudo da EPL diz que a redu\u00e7\u00e3o no custo do frete pode ser repassada ao consumidor. \u201cMesmo com baixa participa\u00e7\u00e3o, (a cabotagem) \u00e9 considerada uma alternativa promissora para os pr\u00f3ximos anos, tendo apresentado taxa m\u00e9dia de crescimento de 10% ao ano entre 2010 e 2019\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p>Estimativas da EPL apontam que atualmente a cabotagem custa em m\u00e9dia 60% menos que o transporte rodovi\u00e1rio e 40% menos que o ferrovi\u00e1rio. Essa diferen\u00e7a se d\u00e1 pelo fato de a cabotagem ser um modo de alta capacidade e com baixo risco de roubos e avarias na carga, o que permite um ganho de escala, de forma a reduzir o custo unit\u00e1rio.<\/p>\n<p>A BR do Mar flexibiliza as regras para a navega\u00e7\u00e3o entre portos nacionais para aumentar a frota de embarca\u00e7\u00f5es no pa\u00eds. Atualmente, a cabotagem \u00e9 feita apenas pelas EBNs, as empresas brasileiras de navega\u00e7\u00e3o, que precisam de autoriza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq).<\/p>\n<p><strong>Cabotagem: <\/strong>Transporte de carga pelo mar pode crescer 30% ao ano com abertura do setor a navios estrangeiros.<\/p>\n<p>Essas empresas podem ter frota pr\u00f3pria ou podem afretar navios. Segundo dados do Minist\u00e9rio da Infraestrutura, uma opera\u00e7\u00e3o de navio com bandeira brasileira pode custar at\u00e9 70% mais caro do que a realizada por uma embarca\u00e7\u00e3o estrangeira na modalidade de afretamento a tempo \u2014 ou seja, quando a empresa brasileira contrata uma terceira.<\/p>\n<p>O projeto da BR do Mar amplia o leque de possibilidades em que as EBNs poderiam afretar navios e tamb\u00e9m retira a obrigatoriedade de que tenham embarca\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>O projeto permite a opera\u00e7\u00e3o de navios com bandeiras de outros pa\u00edses no Brasil. Isso poder\u00e1 ser feito por empresas com frota nacional, para substituir embarca\u00e7\u00f5es que estiverem em reparo ou constru\u00e7\u00e3o, para atender opera\u00e7\u00f5es que ainda n\u00e3o existam, e para cumprir exclusivamente contratos de longo prazo.<\/p>\n<p>Antes de enviar o projeto ao Congresso, o governo negociou com caminhoneiros, que temem perder fretes com a amplia\u00e7\u00e3o da cabotagem. O Minist\u00e9rio da Infraestrutura argumenta, por outro lado, que a cabotagem \u00e9 um modo de alta capacidade, que conecta portos dentro de um mesmo pa\u00eds, logo ela n\u00e3o \u00e9 um meio que conecta diretamente produtores e consumidores porta a porta.<\/p>\n<p><em>\u201cPor sua vantagem ser verificada nas rotas de grandes dist\u00e2ncias, n\u00e3o compete diretamente com o modo rodovi\u00e1rio. O transporte rodovi\u00e1rio continuar\u00e1 atendendo a demanda, agora de forma complementar \u00e0 cabotagem, levando a mercadoria do porto ao consumidor final. Por\u00e9m, realizando rotas mais curtas e atendendo um maior volume de carga em um menor tempo\u201d, diz o estudo da EPL.<\/em><\/p>\n<p>Fonte: O Globo \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o &#8211; Porto de Pec\u00e9m<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>L\u00edderes governistas tentam votar o texto at\u00e9 mar\u00e7o O governo estima redu\u00e7\u00e3o de 15% no custo do frete da cabotagem com a aprova\u00e7\u00e3o de um&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":33010,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[3561,82,4363,322,3692,3755,1074,192,1001,47,367,189],"class_list":["post-33990","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-br-do-mar","tag-cabotagem","tag-caminhoneiro","tag-carga","tag-custo","tag-ebns","tag-frete","tag-governo","tag-lei","tag-navio","tag-projeto","tag-transporte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33990","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33990"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33990\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33991,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33990\/revisions\/33991"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}