{"id":33363,"date":"2021-01-13T09:17:00","date_gmt":"2021-01-13T12:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=33363"},"modified":"2021-01-13T09:22:04","modified_gmt":"2021-01-13T12:22:04","slug":"taxa-de-eficacia-geral-da-coronavac-e-de-5038","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/taxa-de-eficacia-geral-da-coronavac-e-de-5038\/","title":{"rendered":"Covid-19: Taxa de efic\u00e1cia geral da Coronavac \u00e9 de 50,38%"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>\u00cdndice fica pouco acima do m\u00ednimo de 50% exigido pela Anvisa<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A CoronaVac, vacina contra o novo coronav\u00edrus produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmac\u00eautica chinesa Sinovac, tem efic\u00e1cia geral de 50,38%. A informa\u00e7\u00e3o foi dada nesta ter\u00e7a-feira (12) pelo governo de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Na semana passada, o governo havia dito que a taxa de efic\u00e1cia da vacina era de 78%. Mas isso se refere apenas \u00e0 efic\u00e1cia da vacina em rela\u00e7\u00e3o a casos leves e que precisaram de alguma aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Esses resultados foram observados em estudos no Brasil realizados com profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade, mais expostos ao v\u00edrus. Mas, quando s\u00e3o considerados tamb\u00e9m os casos leves e que n\u00e3o necessitaram de qualquer atendimento m\u00e9dico, a efic\u00e1cia foi menor.<\/p>\n<p><em>\u201cOutros estudos, de outros fabricantes, n\u00e3o inclu\u00edram casos de pessoas que tiveram dois dias de dor de cabe\u00e7a, mesmo com resultado positivo de RT-PCR. Mas n\u00f3s inclu\u00edmos \u201d, disse Ricardo Pal\u00e1cios, diretor m\u00e9dico de pesquisa cl\u00ednica do Instituto Butantan.<\/em><\/p>\n<p>A efic\u00e1cia geral \u00e9 medida, durante os testes da vacina, comparando-se a quantidade de todos os casos (leves, moderados ou graves) que foram registrados de covid-19 entre os volunt\u00e1rios que foram vacinados e os volunt\u00e1rios que receberam placebo.<\/p>\n<p>Ao longo do estudo de efic\u00e1cia no Brasil, 252 volunt\u00e1rios tiveram covid-19 de forma leve (sem necessidade de ajuda m\u00e9dica), sendo que 85 deles haviam tomado vacina e 167, placebo (uma subst\u00e2ncia in\u00f3cua). Dentre os volunt\u00e1rios no Brasil, 4.653 tomaram essa vacina e 4.599 tomaram placebo.<\/p>\n<p>J\u00e1 o resultado de efic\u00e1cia dos casos leves, em pacientes que precisaram receber alguma assist\u00eancia m\u00e9dica, foi de 77,96%, sendo que sete pessoas haviam recebido a vacina, e outras 31, placebo.<\/p>\n<p>A taxa de efic\u00e1cia da CoronaVac est\u00e1 acima dos par\u00e2metros m\u00ednimos exigidos pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). A taxa m\u00ednima de efic\u00e1cia de uma vacina recomendada \u00e9 de 50% como par\u00e2metro de prote\u00e7\u00e3o. Segundo o governo paulista, a taxa de efic\u00e1cia foi mais baixa porque incluiu todos os casos de covid-19 relatados entre os volunt\u00e1rios, inclusive os casos leves. \u201cA vacina consegue diminuir a intensidade da doen\u00e7a cl\u00ednica em um ambiente de alta exposi\u00e7\u00e3o. E esse efeito \u00e9 maior quanto mais aumenta (a gravidade da doen\u00e7a)\u201d, falou Pal\u00e1cios.<\/p>\n<p>Segundo o Butantan, a vacina garantiu prote\u00e7\u00e3o total contra casos graves e mortes provocadas pela doen\u00e7a. Nesse caso, sua efic\u00e1cia foi de 100%. Nenhum volunt\u00e1rio que tomou a vacina morreu ou precisou de interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A vacina \u00e9 armazenada em temperatura de geladeira, entre 2\u00baC e 8\u00baC. \u201cTemos hoje uma das melhores vacinas do mundo. Uma das vacinas que tem maior facilidade log\u00edstica porque \u00e9 transportada em temperatura ambiente, tem resist\u00eancia fora da geladeira e pode chegar a qualquer cidade do pa\u00eds\u201d, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.<\/p>\n<p>Na semana passada, o governo paulista solicitou \u00e0 Anvisa autoriza\u00e7\u00e3o para uso emergencial dessa vacina no Brasil. Esse pedido est\u00e1 em an\u00e1lise pela Anvisa.<\/p>\n<p><strong>Efic\u00e1cia<\/strong><\/p>\n<p>Os testes de efic\u00e1cia v\u00eam sendo desenvolvidos no Brasil desde julho deste ano e numa etapa preliminar era necess\u00e1rio que um m\u00ednimo de 61 participantes volunt\u00e1rios do teste fosse contaminado pelo novo coronav\u00edrus. Isso porque metade dos volunt\u00e1rios recebe placebo e, a outra metade, a vacina. Para saber se a vacina \u00e9 eficaz, espera-se que a maior parte dos infectados pelo v\u00edrus estejam entre as pessoas que receberam o placebo.<\/p>\n<p>Esse n\u00famero m\u00ednimo de volunt\u00e1rios contaminados nos testes foi atingido em novembro e permitiu o in\u00edcio da an\u00e1lise da efic\u00e1cia da vacina pelo comit\u00ea internacional. Mas, como a doen\u00e7a voltou a crescer em todo o estado nos \u00faltimos meses, o n\u00famero de volunt\u00e1rios infectados cresceu, atingindo o patamar considerado ideal para a finaliza\u00e7\u00e3o do estudo. O estudo de efic\u00e1cia, segundo Dimas Covas, continua a ser realizado.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o feitos ainda, segundo ele, outros quatros estudos: com idosos e pessoas com comorbidades, com gr\u00e1vidas, com crian\u00e7as e adolescentes e um outro estudo sobre efici\u00eancia, para avaliar o papel da vacina na pandemia.<\/p>\n<p><strong>Vacina<\/strong><\/p>\n<p>O governo paulista, por meio do Instituto Butantan, tem uma parceria com a farmac\u00eautica chinesa Sinovac para a aquisi\u00e7\u00e3o da vacina CoronaVac. Por meio desse acordo, o governo paulista j\u00e1 vem recebendo doses da vacina. O acordo tamb\u00e9m prev\u00ea transfer\u00eancia de tecnologia para o Butantan, o que significa que a vacina passar\u00e1 a ser produzida aqui no Brasil, na f\u00e1brica do Butantan.<\/p>\n<p>Para uma vacina poder ser utilizada na popula\u00e7\u00e3o, ela passa por uma fase de estudos em laborat\u00f3rio, uma fase pr\u00e9-cl\u00ednica de testes em animais e tr\u00eas etapas cl\u00ednicas de testes em volunt\u00e1rios humanos, que avaliam a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos, a sua seguran\u00e7a e a sua efic\u00e1cia. Estudos de fases 1 e 2 da vacina, realizados na China, j\u00e1 haviam demonstrado que ela \u00e9 segura, ou seja, que ela n\u00e3o provoca efeitos colaterais graves. Tamb\u00e9m estudo feito com volunt\u00e1rios no Brasil comprovou que a vacina \u00e9 segura.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O governo de S\u00e3o Paulo j\u00e1 recebeu, da Sinovac, 10,8 milh\u00f5es de doses da vacina. Pelo termo de compromisso assinado no final de setembro com a Sinovac, o Butantan vai receber um total de 46 milh\u00f5es de doses da CoronaVac, sendo que 6 milh\u00f5es dessas doses j\u00e1 chegar\u00e3o prontas. A vacina \u00e9 aplicada em duas doses, com intervalo de 14 dias entre elas.<\/p>\n<p>Na semana passada, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade fez um acordo com o Instituto Butantan e comprou todas as doses da CoronaVac, que ser\u00e3o utilizadas no Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o caso ela seja aprovada pela Anvisa.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00cdndice fica pouco acima do m\u00ednimo de 50% exigido pela Anvisa A CoronaVac, vacina contra o novo coronav\u00edrus produzida pelo Instituto Butantan em parceria com&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":30092,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[1705,3339,2751,3488,834],"class_list":["post-33363","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-anvisa","tag-coronavac","tag-covid-19","tag-eficacia","tag-taxa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33363","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33363"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33363\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33365,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33363\/revisions\/33365"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30092"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}