{"id":32389,"date":"2020-11-04T08:00:09","date_gmt":"2020-11-04T11:00:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=32389"},"modified":"2020-11-03T18:17:35","modified_gmt":"2020-11-03T21:17:35","slug":"balanca-comercial-registra-superavit-de-us-547-bi-em-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/balanca-comercial-registra-superavit-de-us-547-bi-em-outubro\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7a comercial registra super\u00e1vit de US$ 5,47 bi em outubro"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Resultado \u00e9 o segundo melhor para o m\u00eas desde 1989<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A queda nas importa\u00e7\u00f5es acompanhada da estabilidade nas exporta\u00e7\u00f5es fez a balan\u00e7a comercial registrar o segundo maior super\u00e1vit para meses de outubro. No m\u00eas passado, o pa\u00eds exportou US$ 5,473 bilh\u00f5es a mais do que importou, divulgou h\u00e1 pouco o Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p>O resultado s\u00f3 perde para outubro de 2018, quando a balan\u00e7a comercial tinha registrado super\u00e1vit de US$ 5,792 bilh\u00f5es. No m\u00eas passado, o pa\u00eds vendeu US$ 17,855 bilh\u00f5es para o exterior, com leve alta de 0,3% pelo crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado. As importa\u00e7\u00f5es, no entanto, ca\u00edram, somando US$ 12,383 bilh\u00f5es, redu\u00e7\u00e3o de 20% tamb\u00e9m pela m\u00e9dia di\u00e1ria.<\/p>\n<p>Com o resultado do m\u00eas passado, a balan\u00e7a comercial acumula super\u00e1vit de US$ 47,662 bilh\u00f5es de janeiro a outubro. Esse \u00e9 o segundo melhor resultado da s\u00e9rie hist\u00f3rica para o per\u00edodo, perdendo para janeiro a outubro de 2017 (super\u00e1vit de US$ 58,451 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>No acumulado de 2020, as exporta\u00e7\u00f5es somam US$ 174,379 bilh\u00f5es, retra\u00e7\u00e3o de 6,5% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2019 pela m\u00e9dia di\u00e1ria. As importa\u00e7\u00f5es totalizam US$ 126,717 bilh\u00f5es, recuo de 14,7% pelo mesmo crit\u00e9rio.<\/p>\n<p>A maior parte da alta do saldo em outubro \u00e9 explicada pela queda da importa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que recuou US$ 140,67 milh\u00f5es pela m\u00e9dia di\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado, e da ind\u00fastria extrativa, cujas compras do exterior encolheram US$ 15,16 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Do lado das exporta\u00e7\u00f5es, o fim da safra de gr\u00e3os fez as exporta\u00e7\u00f5es da agropecu\u00e1ria ca\u00edrem US$ 36,93 milh\u00f5es pela m\u00e9dia di\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o a outubro do ano passado. Em contrapartida, as vendas da ind\u00fastria extrativa subiram US$ 14,89 milh\u00f5es, e as exporta\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, que acumulavam uma longa sequ\u00eancia de quedas, subiram US$ 23,38 milh\u00f5es na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Categorias<\/strong><\/p>\n<p>Entre os produtos que puxaram a queda das exporta\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias em outubro, os destaques foram a soja, cujo valor vendido recuou US$ 37,31 milh\u00f5es no crit\u00e9rio da m\u00e9dia di\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado, e o algod\u00e3o bruto, com retra\u00e7\u00e3o de US$ 2,91 milh\u00f5es na mesma compara\u00e7\u00e3o. As vendas de caf\u00e9 n\u00e3o torrado, por\u00e9m, saltaram US$ 5,14 milh\u00f5es pela m\u00e9dia di\u00e1ria no \u00faltimo m\u00eas.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria extrativa, subiram as exporta\u00e7\u00f5es de min\u00e9rio de ferro, com alta de US$ 43,52 milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a outubro do ano passado pela m\u00e9dia di\u00e1ria, motivadas tanto pelo aumento de mais de 40% da demanda como pela alta no pre\u00e7o internacional.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo, no entanto, continuam a cair e encerraram o m\u00eas passado com queda de US$ 29,6 milh\u00f5es. Nesse caso, a queda deve-se tanto \u00e0 queda do pre\u00e7o internacional como do volume de demanda por causa da pandemia da covid-19.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, a alta decorreu de produtos considerados semimanufaturados at\u00e9 o fim do ano passado, mas que passaram a ser classificados como industrializados em respeito \u00e0s normas internacionais. O aumento nas exporta\u00e7\u00f5es foi puxado pelo a\u00e7\u00facar e pelos mela\u00e7os, com alta de US$ 35,36 milh\u00f5es pela m\u00e9dia di\u00e1ria, pelo ouro (+US$ 8,31 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>O principal produto manufaturado que influenciou a alta foram as aeronaves e seus componentes, com aumento de US$ 4,93 milh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a outubro do ano passado pela m\u00e9dia di\u00e1ria. Depois de meses em queda por causa da crise econ\u00f4mica na Argentina, as exporta\u00e7\u00f5es de ve\u00edculos de passageiros subiram US$ 3,21 milh\u00f5es na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Meta anual<\/strong><\/p>\n<p>Depois de o saldo da balan\u00e7a comercial ter encerrado 2019 em US$ 48,035 bilh\u00f5es, o segundo maior resultado positivo da hist\u00f3ria, o mercado estima menor volume de com\u00e9rcio em 2020, por causa da pandemia do novo coronav\u00edrus. No entanto, a retra\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es em ritmo maior que a das exporta\u00e7\u00f5es elevou as proje\u00e7\u00f5es de saldo.<\/p>\n<p>Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com institui\u00e7\u00f5es financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem super\u00e1vit de US$ 58,7 bilh\u00f5es para este ano. O Minist\u00e9rio da Economia atualizou a estimativa de saldo positivo para US$ 55 bilh\u00f5es, com leve queda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 estimativa de US$ 55,4 bilh\u00f5es divulgada em julho.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resultado \u00e9 o segundo melhor para o m\u00eas desde 1989 A queda nas importa\u00e7\u00f5es acompanhada da estabilidade nas exporta\u00e7\u00f5es fez a balan\u00e7a comercial registrar o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":31976,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[3746,61,988,683,3761,69],"class_list":["post-32389","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-balanca","tag-brasil","tag-comercio","tag-exportacoes","tag-outubro","tag-portos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32389"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32389\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32390,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32389\/revisions\/32390"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}