{"id":31850,"date":"2020-10-02T09:22:38","date_gmt":"2020-10-02T12:22:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=31850"},"modified":"2020-10-02T09:24:52","modified_gmt":"2020-10-02T12:24:52","slug":"queimadas-fogo-ja-destruiu-3461-milhoes-de-hectares-do-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/queimadas-fogo-ja-destruiu-3461-milhoes-de-hectares-do-pantanal\/","title":{"rendered":"Queimadas: Fogo j\u00e1 destruiu 3,461 milh\u00f5es de hectares do Pantanal"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>N\u00famero de focos de calor em todo o bioma \u00e9 o maior desde 1998<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O fogo que h\u00e1 meses destr\u00f3i parte do Pantanal, na regi\u00e3o Centro-Oeste, j\u00e1 incinerou a 3,461 milh\u00f5es de hectares. Segundo balan\u00e7o que o governo do Mato Grosso do Sul divulgou na tarde de hoje (1), s\u00f3 no estado o bioma j\u00e1 perdeu 1,408 milh\u00e3o de hectares. Al\u00e9m disso, no Mato Grosso, as chamas consumiram outros 2,053 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>Cada hectare corresponde, aproximadamente, \u00e0s medidas de um campo de futebol oficial. Convertida, a \u00e1rea incinerada equivale a 34,6 mil quil\u00f4metros quadrados. Um territ\u00f3rio maior que Alagoas, com seus 27,8 mil km\u00b2.<\/p>\n<p>Os dados foram apresentados pelo chefe do Centro de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul, tenente-coronel Waldemir Moreira J\u00fanior. Segundo ele, o tamanho da \u00e1rea do Pantanal queimada at\u00e9 o \u00faltimo dia 27 confirma que este tem sido um ano at\u00edpico n\u00e3o s\u00f3 para o bioma, como para toda regi\u00e3o. Em 2019, no mesmo per\u00edodo, as chamas consumiram 1,559 milh\u00e3o de hectares em todo o Pantanal, nos dois estados. Ou seja, menos da metade do \u00faltimo per\u00edodo.<\/p>\n<p><em>\u201cDesde mar\u00e7o, extrapolamos a m\u00e1xima hist\u00f3rica mensal de focos de calor no Pantanal\u201d, comentou Moreira, comparando os 18.259 focos de calor registrados no bioma entre 1 de janeiro e ontem, 30 de setembro, com os 12.536 focos registrados no mesmo per\u00edodo de 2005, pior resultado at\u00e9 ent\u00e3o. \u201cEste ano j\u00e1 superamos o recorde hist\u00f3rico. E tudo indica que em outubro n\u00e3o ser\u00e1 diferente\u201d, acrescentou Moreira.<\/em><\/p>\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros, o secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Produ\u00e7\u00e3o e Agricultura Familiar do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, refor\u00e7ou o pren\u00fancio feito pelo tenente-coronel. \u201c[Nos pr\u00f3ximos dias] Teremos um incremento enorme do n\u00famero de focos de inc\u00eandios no Mato Grosso do Sul\u201d, afirmou o secret\u00e1rio, que disse considerar \u201cassustador\u201d o atual n\u00famero de focos de inc\u00eandio registrados no estado.<\/p>\n<p>Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), a forte onda de calor e a baixa umidade deve persistir por pelo menos mais dez dias, em todo o estado. Os meteorologistas prev\u00eaem que, ao menos pelas pr\u00f3ximas duas semanas, os dias ficar\u00e3o ainda mais quentes, podendo inclusive superar marcas hist\u00f3ricas. Ontem (30), em regi\u00f5es como Coxim e \u00c1gua Clara, os term\u00f4metros chegaram a marcar 44,1 \u00b0C, com sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de 52\u00b0 C, a mais alta registrado no estado desde 1973. Para agravar a situa\u00e7\u00e3o, em algumas partes do Mato Grosso do Sul, a umidade relativa do ar chegou a 8%.<\/p>\n<p><strong>Focos de Calor<\/strong><\/p>\n<p>O calor e a baixa umidade dificultam o trabalho dos bombeiros, brigadistas e volunt\u00e1rios que tentam apagar as chamas. Ontem, ao participar de uma audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia Legislativa, o secret\u00e1rio Jaime Verruck comentou que, na semana passada, haviam sido extintos 42 focos de calor s\u00f3 ao longo da linha de trem entre Campo Grande e \u00c1gua Clara (um percurso de cerca de 190 quil\u00f4metros). Na \u00faltima sexta-feira (25), havia apenas 19 focos de calor em todo o Pantanal sul-mato-grossense. No domingo (27), no entanto, estes j\u00e1 passavam de mil.<\/p>\n<p><em>\u201cAt\u00e9 fomos conferir para ver se n\u00e3o t\u00ednhamos errado, mas isso \u00e9 pra gente ver como o fogo se alastra r\u00e1pido, como \u00e9 dif\u00edcil o combate\u201d, comentou Verruck durante a audi\u00eancia p\u00fablica desta quarta-feira. \u201cIsso demonstra de forma clara a gravidade da perda de biodiversidade para o bioma. E temos alertado que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 controlada, at\u00e9 para depois do feriado ainda \u00e9 considerada cr\u00edtica\u201d, acrescentou o secret\u00e1rio estadual.<\/em><\/p>\n<p>De acordo com os n\u00fameros apresentados pelo tenente-coronel Moreira, entre 1 de janeiro e ontem (30), foram registrados 9.637 focos de calor em todo o Mato Grosso do Sul. Este total coloca o estado na quinta posi\u00e7\u00e3o entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o com maior n\u00famero de focos. Em primeiro, segundo Moreira, est\u00e1 o Mato Grosso, com 39.918 focos. Em seguida vem o Par\u00e1 (25.397); Amazonas (14.915) e Maranh\u00e3o (9.714).<\/p>\n<p>\u201cNormalmente, o nosso estado fica em 12\u00ba, 16\u00ba, mas este ano, realmente, os inc\u00eandios, principalmente na regi\u00e3o do Pantanal, de Corumb\u00e1 e de Porto Murtinho nos colocaram nesta quinta posi\u00e7\u00e3o\u201d, disse Moreira, acrescentando que Corumb\u00e1 (MS) ocupa o topo da rela\u00e7\u00e3o das cidades brasileiras com maior n\u00famero de focos de calor no per\u00edodo. Os 6.570 pontos identificados no \u00faltimo per\u00edodo representam um aumento de 11,5% sobre o resultado do mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p><em>\u201cHoje, tivemos focos de inc\u00eandios em todo o estado, n\u00e3o s\u00f3 no Pantanal. Exatamente em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Houve, inclusive, o incremento de inc\u00eandios na \u00e1rea urbana em Campo Grande\u201d, frisou o secret\u00e1rio estadual Jaime Verruck.<\/em><\/p>\n<p><strong>N\u00fameros menores<\/strong><\/p>\n<p>Consultado pela Ag\u00eancia Brasil, o governo de Mato Grosso informou n\u00fameros diferentes dos apresentados pelo estado vizinho. A \u00e1rea atingida pelo fogo no Pantanal n\u00e3o ultrapassa o 1,861 milh\u00e3o de hectares (e n\u00e3o os 2,053 milh\u00f5es citados no balan\u00e7o sul-mato-grossense). O total de focos de calor registrados em todo o estado desde o in\u00edcio do ano somou, at\u00e9 ontem, 20.312 (bem abaixo dos 39.918). Enquanto no Pantanal foram registrados 5.859 focos.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil \/ Foto: divulga\u00e7\u00e3o Minist\u00e9rio da Defesa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00famero de focos de calor em todo o bioma \u00e9 o maior desde 1998 O fogo que h\u00e1 meses destr\u00f3i parte do Pantanal, na regi\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":31656,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[362,115,3839,2437,1976,3838,62,2770],"class_list":["post-31850","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-calor","tag-incendio","tag-mato-grosso","tag-mato-grosso-do-sul","tag-pantanal","tag-queimadas","tag-recorde","tag-urgencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31850"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31850\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31851,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31850\/revisions\/31851"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}