{"id":31727,"date":"2020-09-24T10:57:03","date_gmt":"2020-09-24T13:57:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=31727"},"modified":"2020-09-24T10:57:03","modified_gmt":"2020-09-24T13:57:03","slug":"banco-central-projeta-inflacao-de-21-para-este-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/banco-central-projeta-inflacao-de-21-para-este-ano\/","title":{"rendered":"Banco Central projeta infla\u00e7\u00e3o de 2,1% para este ano"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>BC divulga Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o com proje\u00e7\u00f5es at\u00e9 2023<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o deve fechar em 2,1% este ano, segundo proje\u00e7\u00f5es publicadas no Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o divulgado hoje (24), em Bras\u00edlia, pelo Banco Central (BC).<\/p>\n<p>Se a estimativa se confirmar, a infla\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional, \u00e9 de 4% em 2020, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 2,5% e o superior, 5,5%.<\/p>\n<p>Para 2021, a meta \u00e9 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo em cada ano.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es para a infla\u00e7\u00e3o, divulgadas trimestralmente pelo BC, est\u00e3o em quatro cen\u00e1rios elaborados com base em estimativas para o c\u00e2mbio e a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic. As proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio com Selic (2% ao ano) e c\u00e2mbio (R$ 5,30) constantes, a estimativa de infla\u00e7\u00e3o subiu de 1,9% para 2,1% este ano. Para 2021, a proje\u00e7\u00e3o foi mantida em 3%, e para 2022 foi ajustada de 3,6% para 3,8%. A proje\u00e7\u00e3o para 2023, divulgada pela primeira vez no relat\u00f3rio de hoje, \u00e9 4,6%.<\/p>\n<p>J\u00e1 no cen\u00e1rio com a Selic e o c\u00e2mbio estimados pelo mercado financeiro (pesquisa Focus), o IPCA fica em 2,1% (contra 2,4% projetado em junho) este ano, chega a 2,1% (em junho, 3,2%) em 2021, e sobe para 3,1% em 2022 (3,2% no relat\u00f3rio anterior). A proje\u00e7\u00e3o para 2023 \u00e9 3,3%.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio com Selic da pesquisa Focus com o c\u00e2mbio constante, as proje\u00e7\u00f5es ficam em 2,1% em 2020, 2,9% em 2021, 3,3% em 2022 e 2023.<\/p>\n<p>No \u00faltimo cen\u00e1rio &#8211; considerando a Selic constante e o c\u00e2mbio da pesquisa Focus &#8211; o IPCA fecha 2020 em 2,1%, sobe para 2,7% no pr\u00f3ximo ano, termina 2022 em 3,6% e 2023, em 4,6%.<\/p>\n<p><strong>Proje\u00e7\u00f5es para os pr\u00f3ximos meses<\/strong><\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es de curto prazo consideram varia\u00e7\u00f5es no IPCA de 0,40%, 0,30% e 0,27% para setembro, outubro e novembro.<\/p>\n<p><em>\u201cCaso se concretize, a infla\u00e7\u00e3o de 0,97% no trimestre implicar\u00e1 aumento da infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses, de 2,44% em agosto para 2,85% em novembro\u201d, diz o Banco Central no relat\u00f3rio.<\/em><\/p>\n<p>Em dezembro, a infla\u00e7\u00e3o acumulada em 12 meses deve recuar \u201cacentuadamente\u201d para 2,1%, \u201ccom o descarte da alta atipicamente elevada observada em dezembro de 2019, na esteira do choque nos pre\u00e7os das carnes\u201d.<\/p>\n<p>O BC destaca que, no cen\u00e1rio de curto prazo, haver\u00e1 press\u00e3o sobre o pre\u00e7o dos alimentos e revers\u00e3o da queda nos pre\u00e7os de servi\u00e7os. \u201cO aumento dos \u00edndices de mobilidade deve resultar em eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os que ainda est\u00e3o deprimidos, como os de passagem a\u00e9rea, hospedagem, alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio e vestu\u00e1rio\u201d, informa o BC.<\/p>\n<p>Nos pre\u00e7os administrados, o Banco Central destacou o recuo que ser\u00e1 registrado nas tarifas de planos de sa\u00fade em setembro, refletindo a suspens\u00e3o dos reajustes no ano de 2020, e a proje\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o da gasolina a partir de outubro.<\/p>\n<p><strong>Estimativas para 2020<\/strong><\/p>\n<p>O crescimento esperado para a agropecu\u00e1ria ficou praticamente igual ao apresentado no \u00faltimo Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o (1,3%, ante 1,2%), \u201ccom ligeira melhora na previs\u00e3o para a agricultura, em face do aumento nas previs\u00f5es mais recentes do Levantamento Sistem\u00e1tico da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), compensada por expectativa de resultado menos favor\u00e1vel para a pecu\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o para a evolu\u00e7\u00e3o da atividade industrial no ano foi revisada de -8,5% para -4,7%. \u201cA proje\u00e7\u00e3o para o crescimento da ind\u00fastria extrativa foi alterada em virtude de impactos iniciais da pandemia da covid-19 sobre a demanda por petr\u00f3leo e min\u00e9rio de ferro menos intensos do que os previstos anteriormente. A r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o de indicadores da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e da constru\u00e7\u00e3o civil ap\u00f3s recuo agudo no in\u00edcio do per\u00edodo de distanciamento social motivou as revis\u00f5es no desempenho desses segmentos\u201d, destacou o Banco Central.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o para o setor de servi\u00e7os passou de -5,3% no Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o anterior para -5,2%. \u201cDestacam-se a melhora na previs\u00e3o para o com\u00e9rcio, setor bastante relacionado \u00e0 atividade industrial e ao consumo de bens pelas fam\u00edlias e, em sentido oposto, os recuos esperados para outros servi\u00e7os e, em especial, para administra\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas\u201d.<\/p>\n<p>O BC acrescenta que o segmento \u201coutros servi\u00e7os\u201d engloba atividades que continuam bastante afetadas pelo distanciamento social, como alojamento, alimenta\u00e7\u00e3o fora de casa e atividades art\u00edsticas, enquanto o setor de administra\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica foi impactado pela redu\u00e7\u00e3o na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade e, principalmente, pelo fechamento de creches e interrup\u00e7\u00e3o parcial do ensino em escolas e universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p>A estimativa para a varia\u00e7\u00e3o do consumo das fam\u00edlias passou de -7,4% para -4,6%. A previs\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo (FBCF &#8211; investimentos) foi revista de -13,8% para -6,6%, \u201crefletindo desempenho melhor do que o esperado na constru\u00e7\u00e3o civil e na produ\u00e7\u00e3o de bens de capital\u201d.<\/p>\n<p>Em sentido contr\u00e1rio, acrescenta o BC, espera-se pior desempenho no consumo do governo (-4,2% ante 0,2%), \u201cem decorr\u00eancia das redu\u00e7\u00f5es em servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade p\u00fablicas\u201d. O Banco Central explica que os servi\u00e7os de sa\u00fade ficaram mais focados no combate \u00e0 covid-19, com redu\u00e7\u00e3o de outros servi\u00e7os, como consultas, exames e procedimentos cir\u00fargicos.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es e as importa\u00e7\u00f5es de bens e servi\u00e7os, em 2020, devem variar, respectivamente, -1,8% e -11,1%, ante proje\u00e7\u00f5es respectivas de -8,1% e -11,1% apresentadas no Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p>\u201cA melhora esperada no desempenho das exporta\u00e7\u00f5es resulta, sobretudo, do bom desempenho das vendas de produtos b\u00e1sicos. J\u00e1 a manuten\u00e7\u00e3o da estimativa para as importa\u00e7\u00f5es, a despeito da melhora nas previs\u00f5es para ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, consumo das fam\u00edlias e forma\u00e7\u00e3o bruta de capital fixo, reflete resultados ocorridos mais negativos do que os esperados, incluindo os dados parciais observados do in\u00edcio do terceiro trimestre\u201d, diz o BC.<\/p>\n<p><strong>Estimativas para 2021<\/strong><\/p>\n<p>As atividades da agropecu\u00e1ria, da ind\u00fastria e de servi\u00e7os devem avan\u00e7ar 3,4%, 4,5% e 3,7%. \u201cA proje\u00e7\u00e3o para a agropecu\u00e1ria repercute progn\u00f3sticos favor\u00e1veis para a safra 2020\/2021 e recupera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de carne, em especial de bovinos\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Para o setor industrial e de constru\u00e7\u00e3o, o BC espera por \u201crecupera\u00e7\u00e3o disseminada, com a produ\u00e7\u00e3o voltando ao longo do ano aos patamares do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia, em linha com a gradual recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho e aumento das demandas interna e externa\u201d.<\/p>\n<p>Para o setor de servi\u00e7os, o BC diz que \u201cas atividades mais severamente impactadas pelo distanciamento social &#8211; como com\u00e9rcio, transporte, armazenagem, correio, outros servi\u00e7os, e administra\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas &#8211; devem ter as maiores altas devido, em parte, \u00e0s bases de compara\u00e7\u00e3o deprimidas de 2020\u201d.<\/p>\n<p>As taxas de crescimento esperadas para consumo das fam\u00edlias, consumo do governo e FBCF s\u00e3o 5,1%, 3,8% e 3,9%, respectivamente.<\/p>\n<p><em>\u201cApesar da redu\u00e7\u00e3o das transfer\u00eancias governamentais esperada para 2021, o consumo das fam\u00edlias deve ser favorecido pelas expectativas de recupera\u00e7\u00e3o progressiva do mercado de trabalho, aumento da mobilidade, maior acesso a servi\u00e7os com oferta limitada durante a pandemia, e volta da taxa de poupan\u00e7a das fam\u00edlias [fra\u00e7\u00e3o da renda dispon\u00edvel bruta das fam\u00edlias n\u00e3o destinada ao consumo de bens e servi\u00e7os] para n\u00edveis pr\u00e9-crise\u201d, afirma o Banco Central.<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 o consumo do governo deve crescer em 2021 devido ao \u201cgradual retorno dos servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas \u00e0 normalidade, enquanto a FBCF deve apresentar crescimento em linha com a expectativa de recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e da constru\u00e7\u00e3o civil\u201d.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de bens e servi\u00e7os devem crescer 4,9% e 0,2%, respectivamente. \u201cO desempenho das exporta\u00e7\u00f5es, em linha com a melhora da demanda global, deve ser influenciado pelas vendas das ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o e extrativa. J\u00e1 a modesta recupera\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es, em cen\u00e1rio de eleva\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, \u00e9 explicada principalmente por dois fatores, al\u00e9m da taxa de c\u00e2mbio real mais elevada do que a vigente no per\u00edodo pr\u00e9-pandemia\u201d, diz o BC.<\/p>\n<p>O primeiro fator citado pelo relat\u00f3rio \u00e9 a expectativa de menor importa\u00e7\u00e3o de equipamentos para a ind\u00fastria de \u00f3leo e g\u00e1s, em grande parte no \u00e2mbito do Regime Aduaneiro Especial para Bens destinados \u00e0s Atividades de Pesquisa e de Lavra das Jazidas de Petr\u00f3leo e de G\u00e1s Natural (Repetro).<\/p>\n<p>A Lei n\u00b0 13.586\/2017 instituiu altera\u00e7\u00f5es no tratamento tribut\u00e1rio para os investimentos no setor de \u00f3leo e g\u00e1s, o que tem produzido impactos nas transfer\u00eancias de propriedade de bens entre empresas no Brasil e no exterior. O segundo fator \u00e9 a retomada mais tardia das importa\u00e7\u00f5es em 2020.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BC divulga Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o com proje\u00e7\u00f5es at\u00e9 2023 A infla\u00e7\u00e3o deve fechar em 2,1% este ano, segundo proje\u00e7\u00f5es publicadas no Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o divulgado&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18067,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[1811,61,463,1812,180,3841,834],"class_list":["post-31727","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-banco-central","tag-brasil","tag-inflacao","tag-ipca","tag-projecao","tag-selic","tag-taxa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31727","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31727"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31727\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31728,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31727\/revisions\/31728"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18067"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31727"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31727"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31727"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}