{"id":31154,"date":"2020-08-20T10:59:38","date_gmt":"2020-08-20T13:59:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=31154"},"modified":"2020-08-20T10:59:38","modified_gmt":"2020-08-20T13:59:38","slug":"incendios-em-mato-grosso-do-sul-aumentam-74-com-relacao-a-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/incendios-em-mato-grosso-do-sul-aumentam-74-com-relacao-a-2019\/","title":{"rendered":"Inc\u00eandios em Mato Grosso do Sul aumentam 74% com rela\u00e7\u00e3o a 2019"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Governo estadual decreta situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ambiental no Pantanal<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Dados compilados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que o n\u00famero de focos de queimadas e inc\u00eandio registrados em Mato Grosso do Sul j\u00e1 \u00e9 74% superior ao total verificado no mesmo per\u00edodo de 2019, o que obrigou o governo estadual a decretar situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ambiental no Pantanal.<\/p>\n<p>De 1\u00ba de janeiro at\u00e9 ontem (16), o sat\u00e9lite de refer\u00eancia (Aqua_M-T) acumulou sinais de 5.959 focos de calor em territ\u00f3rio sul-mato-grossense. No mesmo per\u00edodo de 2019 foram registrados 3.415 ocorr\u00eancias. No ano passado, considerados os mesmos sete meses e meio, o estado j\u00e1 tinha registrado o resultado mais preocupante desde 2016: uma varia\u00e7\u00e3o da ordem de 239% se comparados aos 1.006 focos de inc\u00eandios e queimadas identificados entre 1\u00ba janeiro e 16 de agosto de 2018.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Mato Grosso, o n\u00famero de ocorr\u00eancias se mant\u00e9m praticamente est\u00e1vel em compara\u00e7\u00e3o ao ano passado. Imagens de sat\u00e9lite registradas entre 1\u00ba de janeiro e ontem (16)\u00a0 apontam a exist\u00eancia de um total de 13.238 focos de inc\u00eandios e queimadas. No mesmo per\u00edodo de 2019 foram registrados 13.225 ocorr\u00eancias. O resultado anterior, no entanto, representou um acr\u00e9scimo de 85% sobre os 7.149 focos identificados do come\u00e7o de 2018 a meados de agosto, sendo o pior resultado do estado nos \u00faltimos cinco anos, tendo interrompido dois per\u00edodos sucessivos de queda dos n\u00fameros.<\/p>\n<p>Preocupante, a situa\u00e7\u00e3o dos dois estados da regi\u00e3o Centro-Oeste chamam a aten\u00e7\u00e3o principalmente pelas chamas que consomem a vegeta\u00e7\u00e3o do Pantanal, colocando em risco a vida de animais, inclusive de esp\u00e9cies em extin\u00e7\u00e3o, e de moradores da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar disso, o maior aumento do n\u00famero de registros de focos de inc\u00eandio e queimadas ocorreu em Santa Catarina, na Regi\u00e3o Sul. Enquanto de janeiro a meados de agosto de 2019 o sat\u00e9lite Aqua_M-T acumulou 889 ocorr\u00eancias, no mesmo per\u00edodo deste ano foram 1.615, ou 82% a mais.<\/p>\n<p><strong>Pior seca<\/strong><\/p>\n<p>Comparando os registros hist\u00f3ricos de temperatura e chuvas, t\u00e9cnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) conclu\u00edram que esta \u00e9 a seca mais intensa a atingir o Pantanal em pelo menos 60 anos.<\/p>\n<p>O Cemaden aponta que, no primeiro semestre deste ano \u2013 antes, portanto, que a situa\u00e7\u00e3o se agravasse com o fim do per\u00edodo de chuvas na regi\u00e3o Centro-Oeste &#8211; as queimadas e inc\u00eandios florestais atingiram \u00e1reas do Pantanal que, somadas, totalizam mais de 2,8 mil quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2), o que corresponde a quase 90% dos cerca de 3.266 km\u00b2 territoriais ocupados pela capital do Mato Grosso, Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p>De acordo com os especialistas do centro vinculado ao Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, as chamas destru\u00edram a flora e expulsaram ou mataram esp\u00e9cies animais em \u00e1reas protegidas inclu\u00eddas na Lista de Zonas \u00damidas de Import\u00e2ncia Internacional (ou Lista de Ramsar, em alus\u00e3o \u00e0 cidade iraniana de Ramsar, onde, em 1971, ocorreu a Conven\u00e7\u00e3o sobre Zonas \u00damidas de Import\u00e2ncia Internacional, da qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio), bem como em territ\u00f3rios ind\u00edgenas<\/p>\n<p><strong>Emerg\u00eancia ambiental<\/strong><\/p>\n<p>No fim de julho, o governo de Mato Grosso do Sul decretou situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ambiental na \u00e1rea do Pantanal sul-mato-grossense por 180 dias. Al\u00e9m disso, suspendeu as autoriza\u00e7\u00f5es ambientais de queima controlada pelo mesmo per\u00edodo, e solicitou apoio federal para combater os focos de calor.<\/p>\n<p>Em resposta ao pedido de aux\u00edlio estadual, o Minist\u00e9rio da Defesa deflagrou, no dia 25 de julho, a chamada Opera\u00e7\u00e3o Pantanal. Coordenada pelo Comando do 6\u00ba Distrito Naval, a a\u00e7\u00e3o conta com a participa\u00e7\u00e3o de cerca de 400 profissionais, entre militares das For\u00e7as Armadas aptos a enfrentar inc\u00eandios florestais; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama); Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio); bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, al\u00e9m de brigadistas e volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo estadual decreta situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ambiental no Pantanal Dados compilados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que o n\u00famero de focos de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":31044,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[115,3690,2437,1976],"class_list":["post-31154","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-incendio","tag-inpe","tag-mato-grosso-do-sul","tag-pantanal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31154"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31154\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31155,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31154\/revisions\/31155"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}