{"id":31129,"date":"2020-08-18T11:11:31","date_gmt":"2020-08-18T14:11:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=31129"},"modified":"2020-08-18T11:11:31","modified_gmt":"2020-08-18T14:11:31","slug":"seca-ameaca-navegacao-na-hidrovia-paraguai-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/seca-ameaca-navegacao-na-hidrovia-paraguai-parana\/","title":{"rendered":"Seca amea\u00e7a navega\u00e7\u00e3o na Hidrovia Paraguai-Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Trata-se de uma das principais hidrovias da Am\u00e9rica do Sul<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O volume de chuvas abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica registrado na Regi\u00e3o Centro-Oeste do Brasil desde o ano passado j\u00e1 amea\u00e7a a navegabilidade da Hidrovia Paraguai-Paran\u00e1, uma das principais vias fluviais da Am\u00e9rica do Sul, por onde \u00e9 transportada boa parte da safra de gr\u00e3os do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), a seca deste ano na sub-bacia do alto Paraguai e no bioma Pantanal \u00e9 a mais severa dos \u00faltimos 22 anos. Fato que, segundo o presidente do Sindicato Rural de Tangar\u00e1 da Serra (MT) e da Associa\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Hidrovia do Rio Paraguai, Vanderlei Reck J\u00fanior, come\u00e7a a afetar alguns trechos dos cerca de 1.272 quil\u00f4metros de extens\u00e3o do rio em territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p><em>\u201cAlgumas embarca\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o podendo mais transportar sua capacidade m\u00e1xima de carga, ou seja, est\u00e3o tendo que reduzir o peso para poder navegar sem risco de encalharem nos trechos mais rasos. Isto acaba afetando os custos do transporte de mercadorias\u201d, afirmou Reck \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. Otimista, ele diz confiar que a situa\u00e7\u00e3o, apesar de s\u00e9ria, n\u00e3o prejudique o escoamento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/em><\/p>\n<p>\u201cO pr\u00f3prio hist\u00f3rico da regi\u00e3o mostra que este \u00e9 um fen\u00f4meno clim\u00e1tico c\u00edclico. Tanto que, h\u00e1 cerca de 48 anos, a regi\u00e3o enfrentou uma situa\u00e7\u00e3o pior. Ap\u00f3s algum tempo, as coisas voltaram ao normal\u201d, disse Reck, que encabe\u00e7a o projeto de reativa\u00e7\u00e3o do Porto Fluvial de C\u00e1ceres, paralisado desde 2012.<\/p>\n<p>\u201cEstamos finalizando alguns estudos, mas j\u00e1 est\u00e1 tudo pronto para reativarmos o porto. A estrutura est\u00e1 toda pronta e j\u00e1 obtivemos quase todas as licen\u00e7as necess\u00e1rias. Por isso estamos acompanhando atentamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do Rio Paraguai, aguardando o n\u00edvel do rio melhorar para iniciarmos as opera\u00e7\u00f5es\u201d, acrescentou Reck.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do empres\u00e1rio, o tenente Jo\u00e3o Vitor Goltara, do Centro de Hidrografia e Navega\u00e7\u00e3o do Oeste, da Marinha, afirmou \u00e0 reportagem que a expectativa \u00e9 que o n\u00edvel do Rio Paraguai &#8211; que, segundo ele, j\u00e1 est\u00e1 muito abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica para este per\u00edodo do ano \u2013 baixe ainda mais, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de chuvas significativas pelo pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n<p><em>\u201cA situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito aqu\u00e9m do habitual para esta \u00e9poca. Em Lad\u00e1rio (MS), por exemplo, o n\u00edvel d&#8217;\u00e1gua est\u00e1 pouco abaixo de 1,5 metro. Neste mesmo per\u00edodo de 2019, estava em 3,5 metros\u201d, disse Goltara a Ag\u00eancia Brasil, explicando que esta situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 era prevista.<\/em><\/p>\n<p>\u201cEm 2019, o volume de chuvas ficou aqu\u00e9m da m\u00e9dia hist\u00f3rica. Pelo que estamos vendo, o n\u00edvel do rio ainda deve baixar mais um pouco at\u00e9, pelo menos, o fim de setembro, in\u00edcio de outubro, quando, historicamente, come\u00e7a a chover. S\u00f3 que, normalmente, os efeitos destas chuvas s\u00f3 vai ser percebido l\u00e1 para o fim de outubro, come\u00e7o de novembro\u201d, acrescentou o tenente, enfatizando que, este ano, a seca na regi\u00e3o se antecipou e est\u00e1 mais severa.<\/p>\n<p>Apesar de eventuais transtornos, sobretudo para as embarca\u00e7\u00f5es de maior calado, a baixa dos rios da regi\u00e3o ainda n\u00e3o provocou nenhum incidente. Respons\u00e1vel por, entre outras coisas, zelar pela seguran\u00e7a do tr\u00e1fego aquavi\u00e1rio em rios do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, o Comando do 6\u00ba Distrito Naval informou que, at\u00e9 o momento, n\u00e3o tem registro de nenhum acidente associado ao baixo n\u00edvel d\u00b4\u00e1gua nos rios que cortam os dois estados.<\/p>\n<p>Em boletim de monitoramento divulgado no \u00faltimo dia 3, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais tamb\u00e9m aponta a \u201ctend\u00eancia geral de avan\u00e7o da vazante do Rio Paraguai\u201d. Segundo os t\u00e9cnicos da companhia, vinculada ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia, j\u00e1 no fim de julho, todas as 21 esta\u00e7\u00f5es de monitoramento fluviom\u00e9trico existentes na Bacia do Rio Paraguai indicavam que os n\u00edveis d&#8217;\u00e1gua encontravam-se abaixo do normal para o mesmo per\u00edodo do ano.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trata-se de uma das principais hidrovias da Am\u00e9rica do Sul O volume de chuvas abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica registrado na Regi\u00e3o Centro-Oeste do Brasil desde&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":31130,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[3679,508,886,3678,462],"class_list":["post-31129","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-america-do-sul","tag-hidrovia","tag-navegacao","tag-paraguai-parana","tag-seca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31129"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31129\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31131,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31129\/revisions\/31131"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}