{"id":30788,"date":"2020-07-30T09:43:53","date_gmt":"2020-07-30T12:43:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=30788"},"modified":"2020-07-30T09:43:53","modified_gmt":"2020-07-30T12:43:53","slug":"nova-lei-da-cabotagem-favorece-expansao-de-grandes-grupos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/nova-lei-da-cabotagem-favorece-expansao-de-grandes-grupos\/","title":{"rendered":"Nova lei da cabotagem favorece expans\u00e3o de grandes grupos"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Para executivos de grandes operadores, a proposta do governo dever\u00e1 acelerar e baratear seus planos de crescimento<\/em><\/strong><\/p>\n<p>As grandes empresas que dominam o mercado de cabotagem no Brasil preveem que a nova legisla\u00e7\u00e3o proposta pelo governo federal &#8211; a chamada BR do Mar &#8211; ir\u00e1 acelerar e tornar mais barato seu crescimento no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para as companhias, n\u00e3o h\u00e1 expectativa de um \u201cboom\u201d do mercado devido \u00e0s novas regras. Algumas j\u00e1 t\u00eam planos de investimento que independem do programa federal. Ainda assim, a expectativa \u00e9 positiva: as mudan\u00e7as dever\u00e3o dar mais competitividade ao transporte mar\u00edtimo e estimular a migra\u00e7\u00e3o da carga, que hoje viaja principalmente por estradas, para a costa brasileira.<\/p>\n<p>O governo est\u00e1 em vias de enviar ao Congresso um projeto de lei com mudan\u00e7as importantes para o setor. Uma das propostas consideradas priorit\u00e1ria para as empresas \u00e9 a flexibiliza\u00e7\u00e3o do uso de navios estrangeiros &#8211; inclusive com uma possibilidade de utilizar tripula\u00e7\u00e3o internacional, que \u00e9 duas vezes mais barata que a brasileira. Hoje, as empresas at\u00e9 podem usar navios estrangeiros, mas h\u00e1 uma s\u00e9rie de restri\u00e7\u00f5es. A ideia do governo \u00e9 afroux\u00e1-las.<\/p>\n<p>Um dos grandes grupos do setor, a Log-in Log\u00edstica Intermodal tem planos de expandir sua frota e as rotas em que atua, mas hoje est\u00e1 em espera. Al\u00e9m da crise econ\u00f4mica, que demanda mais cautela, o grupo pretende acompanhar o avan\u00e7o da nova legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO crescimento n\u00e3o necessariamente depender\u00e1 do marco legal, mas, com ele, poderemos tomar uma decis\u00e3o melhor. Vamos esperar, at\u00e9 porque a pandemia gera um freio de arruma\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o presidente, M\u00e1rcio Arany.<\/p>\n<p>No fim do ano passado, o grupo levantou R$ 551 milh\u00f5es em uma oferta subsequente de a\u00e7\u00f5es, com objetivo de fazer sua expans\u00e3o. \u201cEstamos com o dinheiro em caixa, sem pressa. O plano \u00e9 manter nossa fatia atual no mercado de cont\u00eaineres, de 30%, acompanhando crescimento do setor.\u201d<\/p>\n<p>O executivo evita detalhar os planos de expans\u00e3o, mas diz que h\u00e1 oportunidades para crescer no Arco Norte do pa\u00eds e em novos mercados da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>A Mercosul Line, bra\u00e7o de cabotagem do grupo franc\u00eas CMA CGM, tamb\u00e9m tem um plano agressivo de crescimento na regi\u00e3o, que n\u00e3o depender\u00e1 da aprova\u00e7\u00e3o das novas normas, segundo a nova presidente da empresa, Luiza Bublitz.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m evita abrir informa\u00e7\u00f5es sobre o projeto, mas diz que h\u00e1 potencial para refor\u00e7ar a rota entre o Sudeste e o Nordeste brasileiro, al\u00e9m de ampliar a integra\u00e7\u00e3o com o grupo CMA, que comprou a empresa, da Maersk, no fim de 2017. \u201c\u00c9 uma oportunidade de avan\u00e7ar para projetos log\u00edsticos mais complexos, envolvendo armaz\u00e9ns, opera\u00e7\u00e3o de controle de estoques.\u201d<\/p>\n<p>A executiva, que assumiu recentemente o cargo, afirma que j\u00e1 tem o aval da matriz para o plano de crescimento, mas que a nova legisla\u00e7\u00e3o poderia ampli\u00e1-lo. \u201cFicar\u00edamos contentes se o projeto do governo fosse finalizado, a discuss\u00e3o vem se prolongando. Ajudaria bastante, mas o investimento vem com ou sem mudan\u00e7a\u201d, afirma Luiza.<\/p>\n<p>Para Marcus Voloch, diretor executivo da Alian\u00e7a Navega\u00e7\u00e3o e Log\u00edstica, a nova legisla\u00e7\u00e3o dificilmente dobrar\u00e1 o crescimento do mercado de cabotagem, como chegou a ser anunciado. Mas certamente as mudan\u00e7as ir\u00e3o facilitar a expans\u00e3o, diz ele.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o acredito em um crescimento t\u00e3o acelerado porque n\u00e3o h\u00e1 demanda reprimida. Hoje, o mercado tem capacidade para mais um ou dois anos. Por\u00e9m, quando for necess\u00e1ria uma expans\u00e3o, ela poder\u00e1 ser muito mais r\u00e1pida e barata com uma flexibiliza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A Alian\u00e7a, que faz parte do grupo Maersk, det\u00e9m quase metade do mercado de cabotagem de cont\u00eaineres do Brasil, e tem uma frota de 14 navios &#8211; enquanto a Mercosul Line tem cinco e a Log-in, seis.<\/p>\n<p>Para Voloch, a nova legisla\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ampliar a concorr\u00eancia, mas a expectativa \u00e9 que isso s\u00f3 ocorra apenas no longo prazo, com a poss\u00edvel entrada de grandes empresas de navega\u00e7\u00e3o no mercado.<\/p>\n<p>Hoje, a avalia\u00e7\u00e3o dos executivos \u00e9 que, mais do que demais empresas do setor, sua verdadeira competi\u00e7\u00e3o \u00e9 o caminh\u00e3o.<\/p>\n<p>Fonte: Valor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para executivos de grandes operadores, a proposta do governo dever\u00e1 acelerar e baratear seus planos de crescimento As grandes empresas que dominam o mercado de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":3530,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[1309,3561,61,82,170,65,1221,1218,1001,70,437,1964],"class_list":["post-30788","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-alianca","tag-br-do-mar","tag-brasil","tag-cabotagem","tag-crescimento","tag-empresas","tag-expansao","tag-grupos","tag-lei","tag-log-in","tag-maersk","tag-mercosul-line"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30788"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30788\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30789,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30788\/revisions\/30789"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}