{"id":30394,"date":"2020-07-09T10:55:55","date_gmt":"2020-07-09T13:55:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=30394"},"modified":"2020-07-09T10:55:55","modified_gmt":"2020-07-09T13:55:55","slug":"a-partir-do-final-de-2020-navios-que-entrarem-na-europa-devem-ter-ihm-a-bordo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/a-partir-do-final-de-2020-navios-que-entrarem-na-europa-devem-ter-ihm-a-bordo\/","title":{"rendered":"A partir do final de 2020, navios que entrarem na Europa devem ter IHM a bordo"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>SRR estabelece tamb\u00e9m que navios com bandeira de pa\u00edses da Europa devem ser reciclados em estaleiros aprovados<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A partir de 31 de dezembro deste ano, todas as embarca\u00e7\u00f5es de longo curso de bandeira brasileira que entrarem em \u00e1guas europ\u00e9ias dever\u00e3o ter a bordo o Invent\u00e1rio de Materiais Perigosos (IHM) do navio. Isso em cumprimento ao Regulamento de Reciclagem de Navios da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (SRR), criado em 2013. Esta conven\u00e7\u00e3o determinou tamb\u00e9m que desde janeiro de 2019 todas as embarca\u00e7\u00f5es com bandeiras baseadas nos pa\u00edses da Europa devam ser demolidas ou recicladas em estaleiros aprovados pela Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (UE).<\/p>\n<p>De acordo com o professor do Centro de Estudos para Sistemas Sustent\u00e1veis da Universidade Federal Fluminense (CESS\/UFF), Newton Narciso Pereira, no \u00faltimo levantamento realizado foram contabilizados 10 mil embarca\u00e7\u00f5es ao redor do mundo com IHM, por\u00e9m, segundo estimativas da UE, a partir dessa regulamenta\u00e7\u00e3o 30 mil navios devem passar demandar o invent\u00e1rio a bordo.<\/p>\n<p>Ele afirmou que, embora o prazo para a adapta\u00e7\u00e3o tenha sido mantido, a pandemia do novo coronav\u00edrus criou uma corrida para a realiza\u00e7\u00e3o dos invent\u00e1rios dos navios j\u00e1 existentes, esbarrando na dificuldade sobre o n\u00famero de laborat\u00f3rios capacitados para fazer esse tipo de an\u00e1lise.<\/p>\n<p>O SRR foi baseado na Conven\u00e7\u00e3o Internacional de Hong Kong para reciclagem adotada em 2009, mas que ainda n\u00e3o entrou em vigor. Pereira explicou que para vigorar, a conven\u00e7\u00e3o precisa ser ratificada por pelo menos 15 pa\u00edses que representem 40% da frota mundial. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio que esses pa\u00edses tenham realizado 3% da reciclagem no mundo nos \u00faltimos dois anos. No entanto, at\u00e9 momento a capacidade de reciclagem mundial est\u00e1 na ordem dos 0,5%.<\/p>\n<p>Pereira acredita que a conven\u00e7\u00e3o passe a vigorar apenas em 2025 ou 2030, visto que os pa\u00edses ainda precisam melhorar a capacidade de reciclagem dos seus estaleiros. \u201cA \u00cdndia ratificou em 2019, mas para isso o pa\u00eds teve todo o apoio do Jap\u00e3o para preparar seus estaleiros de reciclagem. Alguns pa\u00edses da \u00c1sia tamb\u00e9m est\u00e3o recebendo apoio externo para melhorar suas opera\u00e7\u00f5es\u201d, exemplificou Pereira durante Live realizada pela Revista Portos e Navios sobre Invent\u00e1rio para materiais perigosos de embarca\u00e7\u00f5es, nesta ter\u00e7a-feira (07).<\/p>\n<p>Ele lembrou que o Brasil n\u00e3o ratificou a conven\u00e7\u00e3o, mas que, caso se interesse em participar do mercado de reciclagem, deve come\u00e7ar a pensar em toda uma cadeia que envolve custo com m\u00e3o de obra especializada, a necessidade de incentivos, entre outros aspectos. Por\u00e9m, ele acredita que, daqui em diante, os pr\u00f3prios estaleiros nacionais, observando que isso passar\u00e1 a ser um requisito em escala global, devem adotar o IHM para os novos navios.<\/p>\n<p><em> \u201cAinda \u00e9 uma coisa embrion\u00e1ria. A Europa saiu na frente impondo uma restri\u00e7\u00e3o de data e todo o mundo vai ter que cumprir para navios existentes. Mas para navios novos isso j\u00e1 entrou na curva de aprendizado da pr\u00f3pria ind\u00fastria\u201d, disse.<\/em><\/p>\n<p>Mesmo sem estar em vigor, a conven\u00e7\u00e3o continua seguindo o fluxo de ratifica\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses membros e inser\u00e7\u00e3o de anexos sobre novas regras. Em 2015, foi inclu\u00eddo o anexo espec\u00edfico sobre o IHM, determinando que o navio no final da sua vida \u00fatil, quando encaminhado para a reciclagem, precisa conter o invent\u00e1rio como todos os materiais perigosos e com potencial poluidor no Plano de Reciclagem da Embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 que o gestor possa ter todo o quantitativo do material a bordo do navio e possa, a parir da\u00ed, planejar toda a opera\u00e7\u00e3o de reciclagem, bem como fazer o planejamento dos custos para o tratamento do navio.<\/p>\n<p>A Conven\u00e7\u00e3o de Hong Kong elencou 15 elementos considerados de car\u00e1ter perigoso, que devem ser analisados para a composi\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio. O primeiro da lista, de acordo com Pereira, \u00e9 o amianto. Ele afirmou que este material foi muito utilizado para a constru\u00e7\u00e3o dos navios mais antigos, especialmente por sua caracter\u00edstica de resist\u00eancia a altas temperaturas.<\/p>\n<p>A partir de 2011 ele foi banido das embarca\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, os navios que ainda possuem este material precisam ser bem gerenciados nos estaleiros. Al\u00e9m do amianto est\u00e3o tabelados na conven\u00e7\u00e3o res\u00edduos l\u00edquidos, s\u00f3lidos, materiais depletores da camada de oz\u00f4nio, radioativos, entre outros.<\/p>\n<p>Fonte: Portos e Navios<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SRR estabelece tamb\u00e9m que navios com bandeira de pa\u00edses da Europa devem ser reciclados em estaleiros aprovados A partir de 31 de dezembro deste ano,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":18319,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[1128,1672,3372,117],"class_list":["post-30394","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-entrada","tag-europa","tag-ihm","tag-navios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30394"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30394\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30395,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30394\/revisions\/30395"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}