{"id":30323,"date":"2020-07-06T10:34:15","date_gmt":"2020-07-06T13:34:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sincomam.org.br\/?p=30323"},"modified":"2020-07-06T10:35:04","modified_gmt":"2020-07-06T13:35:04","slug":"30323","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/30323\/","title":{"rendered":"Maior estudo sobre a Covid-19 \u00e9 desenvolvido no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Pesquisa foi feita pela Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Representantes do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a da Universidade Federal de Pelotas, do Rio Grande do Sul, participaram de entrevista coletiva para divulgar os resultados do maior estudo sobre a covid-19 no Brasil, al\u00e9m do balan\u00e7o de distribui\u00e7\u00e3o de recursos financeiros e de medicamentos.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador da pesquisa e reitor da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal, a maior novidade do estudo \u00e9 que 91% dos entrevistados apresentaram sintomas, diferentemente de outras pesquisas. Das 2 mil pessoas testadas positivo, mais de 62,9% tiveram altera\u00e7\u00e3o de olfato e paladar, 62,2% tiveram dor de cabe\u00e7a, 56,2% relataram febre, 53,1% tiveram tosse e 52,3% informaram dores no corpo.<\/p>\n<p>A taxa de letalidade (n\u00famero de mortes pelo total de casos) encontrada foi de 1,15%. Esse \u00edndice varia por faixa et\u00e1ria. Ele defendeu que este n\u00famero \u00e9 \u201cconsistente\u201d e indica uma propor\u00e7\u00e3o segura na amostra averiguada. Foram detectadas diferen\u00e7as nas regi\u00f5es do pa\u00eds. No Norte houve uma oscila\u00e7\u00e3o entre a 2\u00aa e a 3\u00aa fase, enquanto nas demais foi identificado crescimento neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>No recorte de g\u00eanero, os \u00edndices s\u00e3o semelhantes. Na distribui\u00e7\u00e3o por idade, a investiga\u00e7\u00e3o mostrou que crian\u00e7as pegam o v\u00edrus como pessoas mais velhas, embora estas tenham mais risco de evolu\u00e7\u00e3o para quadro grave do que aquelas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transmiss\u00e3o dentro das fam\u00edlias, o estudo trouxe resultados diferentes de outras pesquisas acad\u00eamicas. Foram encontrados 39% de positivos, enquanto na literatura acad\u00eamica sobre o tema a m\u00e9dia \u00e9 de 20%.<\/p>\n<p>Os autores verificaram tamb\u00e9m o distanciamento social. As pessoas que sa\u00edram diariamente aumentaram de 20,2% para 26,2% entre a primeira e terceira fase da an\u00e1lise. Da mesma forma, o contingente que relatou ficar sempre em casa diminuiu de 23,1% para 18,9% entre a primeira e a \u00faltima fase.<\/p>\n<p><strong>Entrevistados<\/strong><\/p>\n<p>Foram entrevistadas pessoas em 133 cidades em todo o pa\u00eds, selecionadas por serem as mais populosas das regi\u00f5es intermedi\u00e1rias. Foi maior estudo epidemiol\u00f3gico do mundo, verificando 90 mil pessoas com teste para o novo coronav\u00edrus, escolhidas por sorteio. Foi utilizado teste r\u00e1pido (que verifica anticorpos). Os organizadores apresentaram um bom desempenho.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, \u00c9lcio Franco, afirmou que esses n\u00fameros t\u00eam de ser avaliados pois confrontam os de outros estudos.<\/p>\n<p>O estudo conduzido pela Universidade Federal de Pelotas encontrou uma m\u00e9dia de 3,8% de infec\u00e7\u00e3o na \u00faltima das tr\u00eas etapas. Na primeira fase, no meio de maio, o \u00edndice era de 1,9%. O percentual aumentou para 3,1% na segunda fase. A diferen\u00e7a entre pessoas que tiveram anticorpos detectados e os casos notificados foi de 6 vezes na \u00faltima etapa.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise por n\u00edvel socioecon\u00f4mico, h\u00e1 diferen\u00e7as. Os 20% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam o dobro da infec\u00e7\u00e3o dos que os 20% mais ricos da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Recursos<\/strong><\/p>\n<p>Ainda durante a entrevista coletiva, os representantes do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciaram a libera\u00e7\u00e3o de R$ 13,8 bilh\u00f5es para estados e munic\u00edpios com o objetivo de apoiar as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus, sendo R$ 11,3 bilh\u00f5es a prefeituras e R$ 2,5 bilh\u00f5es a administra\u00e7\u00f5es estaduais. Os crit\u00e9rios utilizados para munic\u00edpios foram faixas populacionais, valores de produ\u00e7\u00e3o de m\u00e9dia e alta complexidades e valores transferidos em rela\u00e7\u00e3o ao piso da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica em 2019. No total, foram disponibilizados R$ 25 bilh\u00f5es aos outros entes federados.<\/p>\n<p>O an\u00fancio da participa\u00e7\u00e3o do Brasil no esfor\u00e7o global liderado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) para a produ\u00e7\u00e3o de uma vacina contra a covid-19 foi comemorado pelo presidente da Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (CRE), Nelsinho Trad (PSD-MS), segundo informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela Ag\u00eancia Senado.<\/p>\n<p>Em postagem no Twitter, o presidente da CRE voltou a defender a entrada do Brasil no ACT Accelerator, iniciativa global gerida pela OMS para a produ\u00e7\u00e3o da vacina contra o coronav\u00edrus, a qual j\u00e1 disp\u00f5e de US$ 8 bilh\u00f5es para investir em pesquisa. O estudo conta com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 40 pa\u00edses, entre eles Alemanha, Jap\u00e3o e Canad\u00e1.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa foi feita pela Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul Representantes do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e a da Universidade Federal de Pelotas,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1182,"featured_media":28633,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[2752,2751,1423,1042,1460,623,3336,630,1375,167,519],"class_list":["post-30323","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-coronavirus","tag-covid-19","tag-entrevista","tag-estudo","tag-infectados","tag-mortos","tag-pelotas","tag-pesquisa","tag-populacao","tag-rio-grande-do-sul","tag-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30323","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1182"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30323"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30323\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30325,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30323\/revisions\/30325"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sincomam.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}